Vencedor do 4º Concurso de Contos “Águas do Tijuco” de Ituiutaba e de Resende da Costa/MG

O 4º Concurso de Contos “Águas do Tijuco de Ituiutaba reconhecido nacionalmente, pela qualidade dos contistas participantes, da comissão julgadora e pela premiação paga ao vencedor, considerado um dos maiores prêmio literário do Brasil, teve como vencedor, o mineiro de Resende da Costa, Márcio André Oliveira Santos, com o conto “Coisas de minha avó”. Esse ano, na quarta edição, o concurso teve à participação de mais de quinhentos contistas escritos, numa disputa que deu muito trabalho a comissão julgadora para se chegar ao vencedor, devido à qualidade dos contos inscritos. Contos vindos de quase todos os estados brasileiros e do exterior, inclusive, de contistas de Ituiutaba.
Para o presidente da Fundação Cultural, advogado e professor Francisco Roberto Rangel, entre as várias atividades exercidas pela Fundação, destaca com muito brilho esse concurso, que segundo ele conta em média de participação de quinhentos contistas, em cada edição; contistas até do exterior, que tem levado realmente, o nome de Ituiutaba além fronteiras.
“Nessa oportunidade nós queremos agradecer a todos os parceiros, os responsáveis pelo sucesso desse concurso. Agradecer em especial ao prefeito, Luiz Pedro que é o grande incentivador da cultura aqui em Ituiutaba, ele não tem medido esforços no sentido de ajudar a nossa entidade, a realizar eventos com é esse concurso literário “Águas do Tijuco”, sucesso em todo país, destacou o presidente Rangel e aproveitou para cumprimentar o vencedor da quarta edição do concurso, Márcio André Oliveira Santos.
Segue abaixo a relação dos dez contos selecionados pela Comissão Julgadora, que fará parte do livro editado pela promotora, Fundação Cultural, porém, sem ordem de classificação, destacando apenas, o conto vencedor, “Coisas de minha avó”, que além da publicação, vai receber o prêmio de R$ 3.000,00 (três mil reais).
1º lugar: “Coisas de minha avó” – Márcio André Oliveira Santos – Resende da Costa – Minas Gerais
– Com as mãos vazias – Edileuza Bezerra de Lima Longo – São Paulo/SP
– A hóspede – Delmar Bertuol Alves da Silva – Matril Feliz/RS
– Córrego Sujo – Luiz Eduardo de Carvalho – Tatuapé/SP
– Rosário – Lilian Almeida de Oliveira Lima – Salvador/BA
– O Anjo e a Bola – Luiz Carlos Picinini – Sorocaba/SP
– Indulto – Tatiana Alves Soares Caldas – Rio de Janeiro/RJ
– Vestido de Estrelas – Aline Naomi Sassaki – São Paulo/SP
– Ecce Homo! – João Wilson Savino Carvalho – Macapá/AP
– Festa a São João na Vila de São Damião – Paulino Sales Abranches – Itajubá/MG

 
Saiba mais sobre Ituiutaba, acesse: www.portalituiutaba.com.br
(Ituiutaba, 4 de janeiro de 2016).

X Concurso Contos do Tijuco “VALNICE PEREIRA”

A L A M I
Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba.
Entidade de utilidade publica municipal – lei 3896.
Ano de fundação 1.996.
alamiacademia@yahoo.com.br
www.alami.xpg.com.br

X Concurso Contos do Tijuco
“VALNICE PEREIRA”

A ALAMI e a Fundação Cultural de Ituiutaba agradecem a imensa participação dos escritores (440 contos inscritos) e garantimos que sempre faremos o máximo esforço para continuarmos merecendo essa confiança que depositam em nosso trabalho.

Agradecemos, também, aos sites que divulgam os nossos concursos, em especial ao escritor Rodrigo Domit (RJ) que dirige o site – http://concursos-literarios.blogspot.com.br/
Nossos agradecimentos a Comissão Julgadora que suaram a testa para
escolherem os contos premiados.

Resultado

Primeiro lugar – O urubu e o gavião
Autor – Luiz Fernando Lima Oliveira

Dados biográficos: O autor é pernambucano, do Recife, nascido em 22 de agosto de 1978. Formou-se em Direito pela UFPE e trabalha como advogado em Porto Alegre – RS, para onde se mudou em 2007. Participa de Oficinas Literárias, de contos e poesias. No âmbito das letras, foi agraciado com o prêmio SESC/DF 2015 de melhores crônicas (3º. Lugar) e classificado no 5º. Concurso de Micro contos de humor de Piracicaba/SP, edição 2015.

Nove selecionados – nomes do conto e autor –
Ordem alfabética:
A Casa dos espelhos
Autor: João Lisboa Cota – Ponte Nova – MG
A gaita
Autor: Whisner Fraga – Ituiutaba – MG
Amor de Comer
Autora: Ana Cristina Moital Martins Luiz – Lousa LRS/Portugal
Estenda tuas mãos em forma de concha
Autora: Giovanna Artigiani – Campinas – SP
Desconectados
Autor: Edweine Loureiro da Silva – Manaus – AM
Destroços
Autor: José Eugênio Borges de Almeida – Maragogi – AL.
Mosaico
Autor: Felipe Cattapan – Rio de Janeiro – RJ
Os dois lados de um mesmo erro
Autor: Gustavo Fontes Rodrigues – São Paulo – SP
Rota de Fuga
Autora: Tatiana Alves Soares Caldas – Rio de Janeiro – RJ

COMISSÃO JULGADORA DO X CONCURSO CONTOS DO TIJUCO

Arth Silva
Redator, ilustrador, publicitário, escritor, poeta, crítico literário,
Blog: www.sonhandoaderiva.blogspot.com.br
e-mail – fsarthur@yahoo.com.br

Sandra Modesto
Pós-graduada em Educação – FEIT/UEMG
Graduada em Letras- (Português/Inglês) – FEIT/UEMG
Coordenadora do projeto: Oficina literária para a terceira idade.
Escritora.
e-mail: modestosandralucia@gmail.com

Dr. Jarbas Wilson Avelar – advogado – professor – escritor – cronista do Jornal do Pontal
e-mail – jarbasavelar@yahoo.com.br

EDITAL DE INCINERAÇÃO DE DOCUMENTOS

EDITAL DE INCINERAÇÃO DE DOCUMENTOS
FUNDAÇÃO CULTURAL DE ITUIUTABA/FCI – N° 001/2015

O Ilmo Sr. Dr. Francisco Roberto Rangel, Presidente da Fundação Cultural de Ituiutaba, no uso de suas atribuições legais e constitucionais, especialmente escudado no art. 1.215 e parágrafos do Código de Processo Civil, para incineração de arquivos e processos referentes aos Concursos de Canto de Ituiutaba, dos exercícios 2003 e 2004. Considerando, a impossibilidade de microfilmagem, digitalização ou outro processo congênere, não obstante inexistir atualmente espaço para guarda de novos documentos, faz saber a todos os interessados ou que do presente edital tomarem conhecimento, que no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data de sua publicação, serão INCINERADOS. Ressalta-se, que no prazo de publicação do presente edital, será facultado a eventual interessado o desentramento, às suas expensas, ou a microfilmagem total ou parcial dos arquivos. Eventual documento de valor histórico deverá ser recolhido ao arquivo da Galeria de Antiguidades, por servidor especialmente designado para esse fim. Finalmente, para que não seja posteriormente alegado o desconhecimento ou ignorância do teor do presente edital, determino a fixação de cópias do mesmo nos locais de costume da Fundação Cultural de Ituiutaba, bem como publicação em órgão de imprensa on-line, de forma a assegurar a mais ampla publicidade. Dado e passado na comarca de Ituiutaba-MG, na sede da Fundação Cultural de Ituiutaba, aos 11 dias do mês de dezembro de 2015.

Dr. Francisco Roberto Rangel
Presidente da Fundação Cultural de Ituiutaba

FUNDAÇÃO CULTURAL DE ITUIUTABA CONCURSO DE CONTOS ÁGUAS DO TIJUCO

FUNDAÇÃO CULTURAL DE ITUIUTABA
CONCURSO DE CONTOS ÁGUAS DO TIJUCO

O Presidente da Fundação Cultural de Ituiutaba – FCI, no uso de suas atribuições legais, COMUNICA aos candidatos do CONCURSO DE CONTOS ÁGUAS DO TIJUCO, seu sobrestamento e dá outras providências:

DOS MOTIVOS
Em Face, da greve dos servidores administrativos da FACIP/UFU, campus do Pontal, e IFTM – Instituto Federal do Triângulo Mineiro, que impede a indicação de docentes das Instituições para análise e julgamento dos trabalhos inscritos;
Fica estabelecida a retomada das fases de leitura, análise e julgamento dos contos, tão logo sejam retomadas as atividades das Instituições citadas com a conseqüente indicação dos jurados avaliadores e, ao final, a comunicação do conto vencedor.

 

Ituiutaba, 21 de Setembro de 2015.

 

Francisco Roberto Rangel
Fundação Cultural de Ituiutaba

O RH da vida

 

Muito se fala em choque de gerações, mas parece-me que está mais para um desencontro de atividades. É comum encontrarmos no mercado de trabalho hoje, pessoas com muitos anos de atividade profissional e com certa dificuldade em lidar com tecnologias novas, principalmente em relação à informática. Enquanto que garotos, recém-chegados ao mercado de trabalho, dominam com muita facilidade qualquer equipamento eletrônico. Isso gera, às vezes, certo desconforto, dando a impressão de que as gerações estão vivendo um tempo de ruptura, os mais velhos não entendem os mais novos que por sua vez veem nos antigos o retrato da lentidão e da desconexão com a realidade atual. Mas é preciso levar em conta a necessidade que deve ter o empreendedor, responsável por uma equipe de trabalho, de entender que desse embate pode-se retirar algo muito positivo. O vigor da juventude pode casar-se, perfeitamente, com a experiência e com a sabedoria dos antigos, adquirida em anos de atividades. Se controladas, essas duas forças podem render em muito proveito para o grupo. É preciso, no entanto, que elas estejam fortalecidas, por um lado, com a humildade do novo em saber que não é dono absoluto do conhecimento e por outro com a tolerância do antigo em compreender a ansiedade chegada.
Hoje, na idade contemporânea, vivemos a explosão do novo. Tudo que é novo é supostamente bom. É aceito como melhor. Isso funciona em relação aos bens de consumo em geral e infelizmente também em relação às pessoas. A palavra “novo” antecipa, quase sempre, qualquer anúncio de produto recém-produzido. Porém, nessa busca pela novidade, a sociedade se esquece de valores importantes, já há muito calcados em nossas vidas e que enriqueceram as gerações anteriores. Valoriza-se a cabeça – inteligência e se esquece do coração – sabedoria. Valoriza-se a velocidade e se esquece da experiência. Valoriza-se o belo em detrimento do eficiente, o glamoroso em detrimento do humilde, o eloquente e esperto em detrimento do cauteloso. É uma grande pena ver essa moçada de hoje, plena de informações, no domínio de tecnologias nunca dantes vistas e absolutamente vazia de sabedoria. Não conseguindo muitas vezes, com todo esse arcabouço de informações, conduzir suas vidas de maneira saudável e producente. Nesse contexto, não se deve esquecer um ingrediente importante, que cimenta essa relação que é a seriedade no trato ocupacional. Seriedade essa que não deve ser confundida com rigidez exagerada, com perfeccionismo estressante, que minam forças importantes na produção, retirando, precocemente do mercado, contribuições valiosas.
Felizmente podemos constatar que a sociedade, embora timidamente, já tem se dado conta do valor da experiência. Algumas empresas, por confiarem na sabedoria dos idosos, têm admitido aposentados em seus quadros. Nossa sociedade está começando a entender que ser idoso não quer dizer ser velho. Pois enquanto o idoso sonha com o futuro tendo olhos brilhando iluminados pela esperança, o velho dorme acomodado nas sombras do passado. O sábio não se envelhece com o passar dos anos, mas se enriquece.
Cabe aqui, como ilustração, o pensamento de Donald Trump: “os trabalhadores mais jovens podem trazer novas ideias e novas técnicas, os trabalhadores mais velhos trazem discernimento e conhecimento incríveis.

 
José Moreira Filho
moreira@baciotti,com

“Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco” (103)

O que é a vida? – Uma mágica licença poética Cósmica. Como usufruí-la
ao máximo? – Estando sempre focado no agora, no momento presente. O
que é a morte? – Um orgasmo astral! A reintegração ao Cosmos. Como
usufruí-la ao máximo? – Compreendendo-a e amando-a, mas sem a
necessidade de acelerá-la. (Ciberpajé)
*
Infelizmente, o chamado mundo do “esoterismo” é também repleto de
pessoas rasas, como em qualquer outro ismo. Pouquíssimos são os
esotéricos que realmente têm conhecimento e experiência sobre aquilo
de que falam. A academia, que também é composta em sua maioria por
rasos papagaios de pirata, tem como arma de sua pseudo-superioridade a
retórica baseada em conhecimentos tacanhos legitimados pelo processo
histórico e pelo racionalismo cientificista. Com esse discurso pomposo
e pedante eles ironizam e implodem o esoterismo facilmente, usando
como base de crítica a massa de incautos que celebram a “nova era”.
(Ciberpajé)
*
A natureza é paciente, espontânea e fluida, ela não tem pressa, ela
sabe que esse tempo da cultura humana de devastação é só um grão de
areia na vastidão das eras de Gaia. Depois que nos tornarmos pó,
seremos esquecidos e todas os nossos pretensiosos feitos, monumentos e
cidades serão engolidos pela sua força serena e selvagem. Nada restará
da pedante humanidade e de sua imberbe cultura. (Ciberpajé)
*
A academia é um lugar tão bizarramente sisudo e sorumbático, que certa
feita eu fui reprovado em um programa de mestrado com uma única
alegação: “- O canditado é entusiasmado demais!” Pois insisti e
avancei mantendo meu entusiasmo intacto, e hoje sou um dos ruídos
nesse meio, sempre a procura dos ENTUSIASMADOS para caminharem comigo
na destruição necessária dessa universidade amargurada para que venha
o novo. (Ciberpajé)
*
Um ato de ternura para com o outro é algo de beleza esplendorosa, uma
explosão luminosa cósmica cada vez mais rara na era do hiper
egocentrismo. Um ato de ternura é silencioso, não envolve flashes,
postagens, publicização, atos com esses subterfúgios são publicidade
vagabunda, marketing pessoal de inescrupulosos. A saga humana nesse
ciclo gaiano é repleta de genocídios, opressão, dores, violência,
tortura, hipercompetitividade, ódio ao outro. Observe seu ambiente de
trabalho, a competição acirrada, o desejo contaminador de trapacear
para ganhar, o medo de perder que leva ao ódio competitivo.
Infelizmente, esse sentimento está disseminado em praticamente todos
os lugares do chamado mundo do trabalho. Te ensinam a comparar-se para
que se torne frustrado e odioso. Ao comparar-se com alguém você
destroi toda a sua unicidade e gera inveja em seu coração, pois sempre
haverá alguém melhor que você em algum aspecto. Não entrar nesse túnel
de realidade falsa e doentia depende da sua capacidade de criar sua
própria realidade, e isso começa ao desenvolver a habilidade de jamais
se comparar, esse é o primeiro passo em direção à reconquista da
ternura Cósmica. (Ciberpajé)
*
Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela
UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e
professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG.
Acadêmico da ALAMI, possui obras premiadas nacionalmente nas áreas de
arte e tecnologia e histórias em quadrinhos. ciberpaje@gmail.com

A TRAGÉDIA DOS ANIVERSÁRIOS

Saavedra Fontes

 
Este ano faço 81 anos de idade. O que me leva a uma realidade triste e previsível, o fim está cada vez mais próximo… Faço um levantamento e descubro que fiz muita coisa boa e deixei de fazer outras melhores ainda. O excesso de responsabilidade impediu-me de viajar, quase não gozei férias e acabei a partir dos 60 anos me tornando um turista especial, aquele que anualmente visita um hospital de cardiologia e mensalmente as farmácias, os laboratórios e as clínicas médicas. Mas estou de pé, fazendo de vez em quando as minhas artes.
Mas como eu gostaria de ter viajado, conhecido lugares diferentes, retornado à minha terra natal, visitado cidades pelas quais passei, matando velhas saudades e abrindo as portas para outras. Até certa idade, o trabalho era o que havia de mais importante para mim. E a responsabilidade para com ele e a família, a única coisa que me interessava realmente. Depois, como sempre acontece, depois de tudo realizado, missão cumprida, vieram os problemas com a saúde. Assim é a vida. Seria maravilhoso se eu estivesse em condições de dar asas ao meu espírito romântico. Pegaria a patroa e faria um roteiro no estilo “lua de mel”, iria à Alemanha assistir os próximos shows da orquestra do violinista holandês, André Rieu, com a sua exuberância de luzes e cores. Aí aparece algum “estraga-prazer” e diz: “- Mas para isso é preciso muito dinheiro”! E eu responderia como o meu falecido sogro: “Sonhar é de graça, não custa nada”.
Durante 81 vezes recebi cumprimentos, efusivos, pelo meu aniversário e havia sempre um otimista que acrescentava que era mais um ano de vida. E eu, realista, sempre retruquei que não, é menos um ano de vida, a contagem é regressiva. A gente vai acumulando os aniversários e perdendo os anos de vida. Mas esta é uma crônica que só deve ser lida por gente jovem, que aceita tudo o que os velhos dizem como forma de achar graça. Os mais velhos, é bom não ler para não entrarem em depressão. O mais curioso de tudo isso é que nunca sabemos quando é que vamos, é sempre uma incógnita, pode ser hoje, pode ser amanhã ou pode demorar mais alguns anos. Enquanto isso a gente vai bancando o durão apesar de que, na realidade, na velhice somos muito mais frágeis e sensíveis. Quer ver uma coisa? Tenho evitado acompanhar as notícias políticas para não adoecer. Cheguei à conclusão de que sofro da síndrome do PT. Só de ouvir falar em Lula e Dilma eu passo mal.
Entenda, eu não tenho medo da morte, mas sei que quando chegar do outro lado eu vou sentir uma saudade danada desta vida. Aprendi a dar valor a certas coisas que antes eu não notava. Por exemplo, acordo todas as manhãs, pego da minha bengala (companheira inseparável), eu vou até minha cadeira favorita na varanda que dá para o quintal e fico a observar a vida correndo. Os pássaros já estão alvoroçados, comendo e tomando o banho matinal na vasilha que mandamos fazer pra eles. Meu filho senta ao meu lado e a cachorrinha passa alegre e feliz na direção dos fundos, latindo para os gatos estranhos que estão no muro. O jaboti aparece e faz número com a bicharada, juntando-se às minhas gatas de estimação. Deste momento bucólico e bom, extraio esta vontade impossível de ficar por aqui mesmo, não sair nunca. Portanto, que os aniversários não sejam nossos “adversários”, mas aliados comuns, que nos tragam periodicamente as alegrias de poder participa-los com os amigos, mesmo sabendo e sentindo que o tempo está se esgotando…

Olho por olho

Whisner Fraga éescritor.

 
Frequentemente acredito no diálogo. E, quando não creio muito nele, podem estar certos: a culpa é minha.Pode ser que ande arredio, pode ser que esteja teimoso, pode ser. Amiúde o diálogo se mostra uma boa solução para as quizilas humanas e também para outros aborrecimentos típicos da convivência. Nada como uma conversa sincera, olho no olho, como dizem os antigos, para resolver um conflito. Ou tentar, pois não sou tão Poliana assim: há casos impossíveis.
Dou um exemplo de sucesso no uso do expediente. Meu amigo João vinha, isso há mais de trinta e seis anos, se me permitem a estimativa. Vinha é um jeito de dizer, porque na verdade eu acho mesmo é que ia. E ia afoito para casa, após o fim da aula. Como se sabe, o fim da aula era momento de extremo prazer e profunda alegria e logo que o sinal tocava e o professor desistia de nos segurar um tanto mais em sala, disparávamos para casa.
João, meu amigo, então, ia. E era certo também que não perdia oportunidades de galantear belas meninas. E justamente vinha (ou ia) uma dessas naquele fim de manhã. Devia ser linda como poucas, mas não posso afiançar isso, pois o fato é que não me lembro da moça. Mas me recordo bem do ocorrido. Ele assoviou, mexeu, elogiou, tudo dentro do respeito possível para a ocasião. A garota sorriu, encabulada. Não sei se com isso meu amigo se animou, embora eu ache, honestamente, que todos éramos naturalmente entusiasmados, mas se aproximou mais da coitada.
Aí talvez tenha sido o erro: tentar transformar uma bobagem em algo mais concreto. Foi para o rumo dela e, a oito ou nove passos do destino, irrompe, milagrosamente do nada, um sujeito nitidamente maior do que nós. Fiquei ali mais pela curiosidade, para ver como terminaria a história. Ou talvez tenha ficado porque o medo me paralisara. Pode ser. O cidadão veio pra cima, os punhos já cerrados e xingando. João levantou os dois braços, como se estivesse se rendendo. Só faltava uma bandeira branca para completar o cenário.
Não negou que mexera com a menina. Aliás, nem buliu neste assunto. Argumentou que era muito menor que o oponente, que seria uma covardia da parte do rival bater em alguém tão pequeno assim, que estávamos em uma época civilizada, que poderiam acertar as diferenças conversando, que o desculpasse por qualquer coisa e assim por diante. Foi levando no bico. O outro murchou, desfez o soco, outrora engatilhado, desanuviou o semblante. Se eu disse que sorriu, posso estar exagerando, mas é possível, pois João tinha um poder de persuasão tão grande que chegava a ser engraçado. Também não chegaram a apertar as mãos, que não se deve abusar da sorte.
Agora, tem momento em que não é possível, não cabe um diálogo. Não dá, por exemplo, para conversar com sociopatas ou com psicopatas. Também existem pessoas, aos montes, com opinião formada, que não estão dispostas a conversar. São facilmente detectáveis, pois vivem esbravejando contra tudo e contra todos. Não é comum também a prosa com extremistas, de qualquer espécie. Se colocarmos no balaio mais uns tantos tipos que não são afeitos à prática, sobrarão uns dez por cento da humanidade que aguentam a interlocução. É com esses que devemos falar.

Sabedoria

 
Estamos iniciando mais um ano, um portal desconhecido se abre à nossa frente, capítulos novos para as histórias de nossas vidas, momentos felizes ou surpresas que não gostaríamos de presenciar. A forma como pensamos e agimos com certeza contribuirá de maneira significativa para que tenhamos sucesso e sejamos abençoados nesse novo ciclo de nossa existência.
É através dos atos mais simples do dia-a-dia que revelamos o nosso caráter e precisamos estar vigilantes, pois, por um pequeno deslize de conduta, destruímos a boa imagem que construímos através de décadas aos olhos de nossos semelhantes. Certamente é sábio quem utiliza o conhecimento e as experiências acumuladas de forma sensata e elegante, porque diplomas e certificados muitos podem adquirir, mas a admiração e o respeito poucos conseguem conquistar. Alguns parecem acreditar que serão ouvidos pelos seus gritos, sem perceber que muitas vezes somos queridos ou repelidos de acordo com o tom de voz que empregamos. Outros só querem falar e se esquecem da relevância de saber ouvir, porque é certo que aprendemos muito mais ouvindo, que falando.
Devemos pedir a Deus que nos dê sabedoria para não criticar, sem antes tecer um elogio ou apontar uma solução; não julgar, para não correr o risco de ser injustos; não cobrar o que não formos capazes de oferecer; preferir auxiliar de que acomodar; agradecer ao invés de pedir; agregar mais que subtrair; conter-nos para não agir por impulso e depois nos arrepender; espalhar alegria e otimismo em vez de provocar intrigas e decepções; acolher sem excluir e ter sempre uma palavra de fé e conforto para os que porventura estiverem descrentes e desanimados.

Marleida Parreira Rocha – Educadora
Ituiutaba, 28 de janeiro de 2016

Olho por olho

Whisner Fraga é escritor.
Frequentemente acredito no diálogo. E, quando não creio muito nele, podem estar certos: a culpa é minha. Pode ser que ande arredio, pode ser que esteja teimoso, pode ser. Amiúde o diálogo se mostra uma boa solução para as quizilas humanas e também para outros aborrecimentos típicos da convivência. Nada como uma conversa sincera, olho no olho, como dizem os antigos, para resolver um conflito. Ou tentar, pois não sou tão Poliana assim: há casos impossíveis.
Dou um exemplo de sucesso no uso do expediente. Meu amigo João vinha, isso há mais de trinta e seis anos, se me permitem a estimativa. Vinha é um jeito de dizer, porque na verdade eu acho mesmo é que ia. E ia afoito para casa, após o fim da aula. Como se sabe, o fim da aula era momento de extremo prazer e profunda alegria e logo que o sinal tocava e o professor desistia de nos segurar um tanto mais em sala, disparávamos para casa.
João, meu amigo, então, ia. E era certo também que não perdia oportunidades de galantear belas meninas. E justamente vinha (ou ia) uma dessas naquele fim de manhã. Devia ser linda como poucas, mas não posso afiançar isso, pois o fato é que não me lembro da moça. Mas me recordo bem do ocorrido. Ele assoviou, mexeu, elogiou, tudo dentro do respeito possível para a ocasião. A garota sorriu, encabulada. Não sei se com isso meu amigo se animou, embora eu ache, honestamente, que todos éramos naturalmente entusiasmados, mas se aproximou mais da coitada.
Aí talvez tenha sido o erro: tentar transformar uma bobagem em algo mais concreto. Foi para o rumo dela e, a oito ou nove passos do destino, irrompe, milagrosamente do nada, um sujeito nitidamente maior do que nós. Fiquei ali mais pela curiosidade, para ver como terminaria a história. Ou talvez tenha ficado porque o medo me paralisara. Pode ser. O cidadão veio pra cima, os punhos já cerrados e xingando. João levantou os dois braços, como se estivesse se rendendo. Só faltava uma bandeira branca para completar o cenário.
Não negou que mexera com a menina. Aliás, nem buliu neste assunto. Argumentou que era muito menor que o oponente, que seria uma covardia da parte do rival bater em alguém tão pequeno assim, que estávamos em uma época civilizada, que poderiam acertar as diferenças conversando, que o desculpasse por qualquer coisa e assim por diante. Foi levando no bico. O outro murchou, desfez o soco, outrora engatilhado, desanuviou o semblante. Se eu disse que sorriu, posso estar exagerando, mas é possível, pois João tinha um poder de persuasão tão grande que chegava a ser engraçado. Também não chegaram a apertar as mãos, que não se deve abusar da sorte.
Agora, tem momento em que não é possível, não cabe um diálogo. Não dá, por exemplo, para conversar com sociopatas ou com psicopatas. Também existem pessoas, aos montes, com opinião formada, que não estão dispostas a conversar. São facilmente detectáveis, pois vivem esbravejando contra tudo e contra todos. Não é comum também a prosa com extremistas, de qualquer espécie. Se colocarmos no balaio mais uns tantos tipos que não são afeitos à prática, sobrarão uns dez por cento da humanidade que aguentam a interlocução. É com esses que devemos falar.

AMOR

O que é o amor?
União de corpos sensuais
Que faz borbulhar os corações
Como champanhe geladinha.
O que é o amor?
Palavras ao vento confirmando sentimento?
Ou… Vazias monossílabas sem sentido
Querendo dizer alguma coisa.
Ah… Amor existe?
Temo o desejo da união de corpos
Como se fossem animais selvagens
Que agem pelo instinto e nunca pela razão.
Amar… É muito mais que toques,
Corpos entrelaçados como magia
De algo que nem sempre sentimos
Amor é doação, é sentir o respirar do outro.
Amar é deixar o coração ditar as regras
O corpo se envolver como mágica dos deuses
É saber o sentido da união como voar das borboletas
É se envolver como um elo de sentimentos únicos.
Amar é doar sem cobrar,
É sentir sem se tocar
É ver além das aparências
Enfim… É se entregar na magia do simples.
Regyna Marques

Justiça, por favor, tire a venda

Em toda situação envolvendo qualquer crime, o clamor geral que se ouve é o pedido de justiça. Nos crimes com acidentes trágicos, como o da Boate Kiss em Santa Maria (RS) ou catastróficos como o de Mariana (MG), ficam evidentes falhas na justiça, o que desperta movimentos, ações judiciais e sofrimentos. No caso de Santa Maria, o terrível acontecimento completou 3 anos nesse janeiro e ninguém está preso e nenhuma família foi indenizada. Em relação a Mariana o processo anda a passos de tartaruga e muitas famílias estão a ver navios. Por que? O que acontece com a justiça brasileira? Por que criminosos não pagam devidamente pelos seus crimes? Seria a venda nos olhos que a impede de ver com clareza o desrespeito, a afronta e o abuso de poder que ocorre a seus pés?
É preciso que a Justiça cumpra seu papel eficientemente. Use devidamente a balança que traz em uma das mãos e pese com rigor todas as questões que envolvam qualquer cidadão brasileiro, seja ele pobre ou rico, negro, branco ou amarelo, homem ou mulher de qualquer raça, religião ou opção sexual. É preciso também que ela use a espada que traz na outra mão, para cortar o emaranhado de leis caducas, invencionices burocráticas e situações abusivas dos poderes constituídos para permitir ao cidadão, que arca com a maior carga tributária do mundo, ter garantido os seus direitos previstos na Carta Magna, como reza o Art. 6º cap. II “Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 64, de 2010).”
É curioso notar que as primeiras representações simbólicas da justiça na Grécia, as deusas Têmis e sua filha Diké, tinham os olhos abertos, sem nenhuma venda. Hoje no Brasil esses olhos estão vendados, porem só para aqueles destituídos de algum poder. Para aqueles que morrem nas ruas vítimas de bêbados no volante, morrem nas portas de hospitais sem o devido atendimento, morrem em casa vítimas de assaltos, morrem em lugares públicos, vítimas de balas perdidas e morrem vítimas da inépcia administrativa de órgãos que deveriam, em obediência à legislação, fiscalizar, orientar e prevenir acidentes. Acidentes esses que, muitas vezes, são atribuídos à natureza, como desculpa para a falta de planejamento administrativo.
Assim sendo, ficamos na dúvida, se a venda nos olhos da Senhora Justiça é realmente para garantir a imparcialidade na sociedade ou para engambelar manobras casuísticas arquitetadas pelos donos do poder, com o objetivo precípuo de garantir o status quo.
Essa questão da venda nos olhos da justiça, é bastante discutida, pois como averiguar o equilíbrio dos pratos da balança sem vê-los. Como desferir com a espada golpes na corrupção sem distingui-la. Não é essa a Justiça que queremos. Queremos sim uma Justiça de visão clara e límpida que enxergue bem o desespero dos desvalidos. Que vê com clareza onde está a causa de tanta desigualdade, de tanta impunidade, de tanto desrespeito com o bem público. Uma Justiça que embale nossa confiança, conduzindo-nos ao sono tranquilo da certeza de uma democracia que sustente, no mais alto degrau do pódio da sociedade, a paz duradoura.

José Moreira Filho
moreira@baciotti.com

“Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco” (102)

 

Muitos seres frustrados ou deprimidos acreditam que o ENTUSIASMO é uma
consequência da obtenção daquilo que esperamos, desejamos. Eles crêem
que o entusiasmo vem de fora para dentro. Pobres inocentes, o
ENTUSIASMO é uma condição interna, algo que surge de dentro de nós e
contamina positivamente a realidade, transformando-a. E que me
desculpem os pseudo-intelectuais niilistas que dirão que esse aforismo
é babaquice de auto-ajuda, pois que sigam atolando-se cada vez mais na
merda espessa de suas frustrações. (Ciberpajé)
*
Perdemos a percepção de que somos entidades cósmicas. Perdemos a
percepção de que somos parte da natureza gaiana. Perdemos a percepção
de que somos parte de uma espécie, a humana. Perdemos a percepção de
que somos parte de uma família, de uma árvore genealógica. A única
coisa que nos importa é o nosso umbigo, estamos circunscritos a ele.
Vivemos a era da baixa vibração energética egoica, do total egoísmo,
alienação, isolamento. Mas a cova que escavamos com nossa egolatria
não é só para nosso vizinho, é uma cova coletiva astral onde
sepultaremos toda a humanidade. (Ciberpajé)
*
A grande massa idiotizada continua acreditando na máfia de branco.
Essa máfia é hoje a mais organizada globalmente, tem múltiplas
ramificações e surrupia trilhões de dólares mensalmente de imbecis
crédulos nos 5 continentes do planeta. Quando você visita um desses
canalhas mafiosos e pedantes, acreditando na cura de algum de seus
males, inevitavelmente ele te mandará realizar vários exames, 99%
deles desnecessários, mas importantes para ele pegar as propinas
combinadas com os centros de diagnósticos e laboratórios de análise. E
quando você retornar com tais exames, inevitavelmente ele lhe
receitará remédios de uso contínuo, tornando-o mais um escravo da
indústria farmacéutica que também é parte integrante do comando
mafioso. Eventualmente realizará uma cirurgia desnecessária para
tomar-lhe quantias mais vultosas. Se você crê em orações, reze para
jamais precisar desses monstros, pois eles irão sugar sua energia
lentamente, como um parasita faz com seu hospedeiro. Jamais te
curarão, apenas amenizarão um pouco seus sintomas para poderem
continuar sugando-o lentamente, mantendo-o como um zumbi dependente e
amorfo. (Ciberpajé)
*
Mantenha a guarda sempre, mesmo durante os momentos mais serenos.
Mantenha a guarda sempre, mesmo nos momentos mais selvagens. O mal
está sempre à sua direita, ele é sedutor, ele é apaixonante. O mal
está sempre à sua esquerda, ele é vingativo, ele é odioso. O mal está
sempre diante de você, ele é invejoso, ele é impiedoso. O mal está
atrás de você, ele é cruel, imperioso. O mal está acima de você, ele é
dogmático, enganoso. O mal está abaixo de você, ele é imponente,
poderoso. O mal está dentro de você, ele é intenso, ele é charmoso.
Mantenha a guarda sempre, mesmo durante os momentos mais serenos.
Mantenha a guarda sempre, mesmo nos momentos mais selvagens. O seu mal
te olha no espelho, respeite-o, ame-o como um reflexo necessário, mas
jamais se submeta a ele. Só assim o bem que te envolve como um
espectro esférico e luminoso poderá explodir e gerar supernovas no
Cosmos inteiro. (Ciberpajé)
*
Tudo o que lhe foi dado lhe será tirado, tudo o que você acredita ter
conquistado são cinzas esvoaçantes diante da voracidade das eras.
Perceba que tudo o que você pensa ser, é simplesmente nada, e a única
coisa que você tem é esse momento, apenas ele, apenas o agora.
(Ciberpajé)
*
Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela
UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e
professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG.
Acadêmico da ALAMI, possui obras premiadas nacionalmente nas áreas de
arte e tecnologia e histórias em quadrinhos. ciberpaje@gmail.com

Estudante do 4º ano de escola da Capital Mineira fica encantada com a Galeria de Antiguidades da Fundação Cultural de Ituiutaba

A pequena estudante Maria Luiza Bueno Domingues, de apenas 8 anos de idade, da Escola Construir, da Capital Mineira, visitou em companhia de seus pais, na última quarta-feira, 27, a Galeria de Antiguidades da Fundação Cultural, demonstrando uma grande admiração por tudo que viu nela exposto.
Para ela tudo aquilo era uma grande descoberta, como se fosse um verdadeiro conto de fadas. Viu na chegada da galeria um carro de boi e vários arados e plantadeiras de tração animal que foram ferramentas usadas pelos nossos antepassados no início do século XX. Deparou na entrada da galeria com uma estante onde estão expostos moedas e notas, de vários valores e de várias épocas, das pratas de réis ao nosso desvalorizado real. Álbum e fotos de personagem que escreveram nossa história a partir do lançamento da pedra fundamental do pequeno Arraial de São José do Tijuco, nos idos de 1820.
Maravilhou-se com a roda de fiar, com o torrador de café, com o pilão, com o ferro a brasa, com o tear e o lampião a gás que iluminou as ruas barrentas desta cidade a partir de 1905.
Viu uma exposição de revistas e jornais que foram destaque, no campo de notícia, a partir da fundação desses órgãos, isso a partir da década de 30, do século passado.
O que encantou a pequena Maria Luiza, está à disposição da população desta cidade, que nem percebe as vezes que tem um verdadeiro tesouro cultural a sua disposição, exposto na Galeria de Antiguidades e nem sempre essa população vem enriquecer de conhecimento o seu intelecto.

 
Saiba mais sobre Ituiutaba, acesse: www.portalituiutaba.com.br
(Ituiutaba, 28 de janeiro de 2016).