Vencedor do 4º Concurso de Contos “Águas do Tijuco” de Ituiutaba e de Resende da Costa/MG

O 4º Concurso de Contos “Águas do Tijuco de Ituiutaba reconhecido nacionalmente, pela qualidade dos contistas participantes, da comissão julgadora e pela premiação paga ao vencedor, considerado um dos maiores prêmio literário do Brasil, teve como vencedor, o mineiro de Resende da Costa, Márcio André Oliveira Santos, com o conto “Coisas de minha avó”. Esse ano, na quarta edição, o concurso teve à participação de mais de quinhentos contistas escritos, numa disputa que deu muito trabalho a comissão julgadora para se chegar ao vencedor, devido à qualidade dos contos inscritos. Contos vindos de quase todos os estados brasileiros e do exterior, inclusive, de contistas de Ituiutaba.
Para o presidente da Fundação Cultural, advogado e professor Francisco Roberto Rangel, entre as várias atividades exercidas pela Fundação, destaca com muito brilho esse concurso, que segundo ele conta em média de participação de quinhentos contistas, em cada edição; contistas até do exterior, que tem levado realmente, o nome de Ituiutaba além fronteiras.
“Nessa oportunidade nós queremos agradecer a todos os parceiros, os responsáveis pelo sucesso desse concurso. Agradecer em especial ao prefeito, Luiz Pedro que é o grande incentivador da cultura aqui em Ituiutaba, ele não tem medido esforços no sentido de ajudar a nossa entidade, a realizar eventos com é esse concurso literário “Águas do Tijuco”, sucesso em todo país, destacou o presidente Rangel e aproveitou para cumprimentar o vencedor da quarta edição do concurso, Márcio André Oliveira Santos.
Segue abaixo a relação dos dez contos selecionados pela Comissão Julgadora, que fará parte do livro editado pela promotora, Fundação Cultural, porém, sem ordem de classificação, destacando apenas, o conto vencedor, “Coisas de minha avó”, que além da publicação, vai receber o prêmio de R$ 3.000,00 (três mil reais).
1º lugar: “Coisas de minha avó” – Márcio André Oliveira Santos – Resende da Costa – Minas Gerais
– Com as mãos vazias – Edileuza Bezerra de Lima Longo – São Paulo/SP
– A hóspede – Delmar Bertuol Alves da Silva – Matril Feliz/RS
– Córrego Sujo – Luiz Eduardo de Carvalho – Tatuapé/SP
– Rosário – Lilian Almeida de Oliveira Lima – Salvador/BA
– O Anjo e a Bola – Luiz Carlos Picinini – Sorocaba/SP
– Indulto – Tatiana Alves Soares Caldas – Rio de Janeiro/RJ
– Vestido de Estrelas – Aline Naomi Sassaki – São Paulo/SP
– Ecce Homo! – João Wilson Savino Carvalho – Macapá/AP
– Festa a São João na Vila de São Damião – Paulino Sales Abranches – Itajubá/MG

 
Saiba mais sobre Ituiutaba, acesse: www.portalituiutaba.com.br
(Ituiutaba, 4 de janeiro de 2016).

X Concurso Contos do Tijuco “VALNICE PEREIRA”

A L A M I
Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba.
Entidade de utilidade publica municipal – lei 3896.
Ano de fundação 1.996.
alamiacademia@yahoo.com.br
www.alami.xpg.com.br

X Concurso Contos do Tijuco
“VALNICE PEREIRA”

A ALAMI e a Fundação Cultural de Ituiutaba agradecem a imensa participação dos escritores (440 contos inscritos) e garantimos que sempre faremos o máximo esforço para continuarmos merecendo essa confiança que depositam em nosso trabalho.

Agradecemos, também, aos sites que divulgam os nossos concursos, em especial ao escritor Rodrigo Domit (RJ) que dirige o site – http://concursos-literarios.blogspot.com.br/
Nossos agradecimentos a Comissão Julgadora que suaram a testa para
escolherem os contos premiados.

Resultado

Primeiro lugar – O urubu e o gavião
Autor – Luiz Fernando Lima Oliveira

Dados biográficos: O autor é pernambucano, do Recife, nascido em 22 de agosto de 1978. Formou-se em Direito pela UFPE e trabalha como advogado em Porto Alegre – RS, para onde se mudou em 2007. Participa de Oficinas Literárias, de contos e poesias. No âmbito das letras, foi agraciado com o prêmio SESC/DF 2015 de melhores crônicas (3º. Lugar) e classificado no 5º. Concurso de Micro contos de humor de Piracicaba/SP, edição 2015.

Nove selecionados – nomes do conto e autor –
Ordem alfabética:
A Casa dos espelhos
Autor: João Lisboa Cota – Ponte Nova – MG
A gaita
Autor: Whisner Fraga – Ituiutaba – MG
Amor de Comer
Autora: Ana Cristina Moital Martins Luiz – Lousa LRS/Portugal
Estenda tuas mãos em forma de concha
Autora: Giovanna Artigiani – Campinas – SP
Desconectados
Autor: Edweine Loureiro da Silva – Manaus – AM
Destroços
Autor: José Eugênio Borges de Almeida – Maragogi – AL.
Mosaico
Autor: Felipe Cattapan – Rio de Janeiro – RJ
Os dois lados de um mesmo erro
Autor: Gustavo Fontes Rodrigues – São Paulo – SP
Rota de Fuga
Autora: Tatiana Alves Soares Caldas – Rio de Janeiro – RJ

COMISSÃO JULGADORA DO X CONCURSO CONTOS DO TIJUCO

Arth Silva
Redator, ilustrador, publicitário, escritor, poeta, crítico literário,
Blog: www.sonhandoaderiva.blogspot.com.br
e-mail – fsarthur@yahoo.com.br

Sandra Modesto
Pós-graduada em Educação – FEIT/UEMG
Graduada em Letras- (Português/Inglês) – FEIT/UEMG
Coordenadora do projeto: Oficina literária para a terceira idade.
Escritora.
e-mail: modestosandralucia@gmail.com

Dr. Jarbas Wilson Avelar – advogado – professor – escritor – cronista do Jornal do Pontal
e-mail – jarbasavelar@yahoo.com.br

EDITAL DE INCINERAÇÃO DE DOCUMENTOS

EDITAL DE INCINERAÇÃO DE DOCUMENTOS
FUNDAÇÃO CULTURAL DE ITUIUTABA/FCI – N° 001/2015

O Ilmo Sr. Dr. Francisco Roberto Rangel, Presidente da Fundação Cultural de Ituiutaba, no uso de suas atribuições legais e constitucionais, especialmente escudado no art. 1.215 e parágrafos do Código de Processo Civil, para incineração de arquivos e processos referentes aos Concursos de Canto de Ituiutaba, dos exercícios 2003 e 2004. Considerando, a impossibilidade de microfilmagem, digitalização ou outro processo congênere, não obstante inexistir atualmente espaço para guarda de novos documentos, faz saber a todos os interessados ou que do presente edital tomarem conhecimento, que no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data de sua publicação, serão INCINERADOS. Ressalta-se, que no prazo de publicação do presente edital, será facultado a eventual interessado o desentramento, às suas expensas, ou a microfilmagem total ou parcial dos arquivos. Eventual documento de valor histórico deverá ser recolhido ao arquivo da Galeria de Antiguidades, por servidor especialmente designado para esse fim. Finalmente, para que não seja posteriormente alegado o desconhecimento ou ignorância do teor do presente edital, determino a fixação de cópias do mesmo nos locais de costume da Fundação Cultural de Ituiutaba, bem como publicação em órgão de imprensa on-line, de forma a assegurar a mais ampla publicidade. Dado e passado na comarca de Ituiutaba-MG, na sede da Fundação Cultural de Ituiutaba, aos 11 dias do mês de dezembro de 2015.

Dr. Francisco Roberto Rangel
Presidente da Fundação Cultural de Ituiutaba

FUNDAÇÃO CULTURAL DE ITUIUTABA CONCURSO DE CONTOS ÁGUAS DO TIJUCO

FUNDAÇÃO CULTURAL DE ITUIUTABA
CONCURSO DE CONTOS ÁGUAS DO TIJUCO

O Presidente da Fundação Cultural de Ituiutaba – FCI, no uso de suas atribuições legais, COMUNICA aos candidatos do CONCURSO DE CONTOS ÁGUAS DO TIJUCO, seu sobrestamento e dá outras providências:

DOS MOTIVOS
Em Face, da greve dos servidores administrativos da FACIP/UFU, campus do Pontal, e IFTM – Instituto Federal do Triângulo Mineiro, que impede a indicação de docentes das Instituições para análise e julgamento dos trabalhos inscritos;
Fica estabelecida a retomada das fases de leitura, análise e julgamento dos contos, tão logo sejam retomadas as atividades das Instituições citadas com a conseqüente indicação dos jurados avaliadores e, ao final, a comunicação do conto vencedor.

 

Ituiutaba, 21 de Setembro de 2015.

 

Francisco Roberto Rangel
Fundação Cultural de Ituiutaba

Caixa de entrada

Vivemos época de tecnologia avançada. A busca frenética do homem é por velocidade e facilidade que representa conforto e ingenuamente felicidade. Quanto mais rápido e fácil desempenhar minhas tarefas diárias, mais pontos contam-se na minha performance. Parodiando essa situação o humano acaba perdendo sua humanização, que aos poucos vai se transformando em robótica. Antes de formar o homem estamos construindo robôs. Nossas crianças estão sendo obrigadas, desde cedo, a responder exigências tais que lhes rouba a suavidade da infância arrancando de sua meninice o lúdico da vida, transformando-os em adultos juvenis.
Assim, na cronológica idade adulta, nossa “caixa de entrada” é verificada a cada momento e está sempre cheia. Por mais que eu me esforce, todos os dias tenho inúmeras coisas a resolver. São preocupações com projetos a executar, com telefonemas a retornar, com a saúde (ou beleza física), com a família, com o trabalho, com a igreja e comunidade, com a minha “coleirinha eletrônica” onde o “zap-zap” me cobra a cada instante e as mensagens “binam” incessantemente clamando por retorno. Então, a conclusão lógica é o famoso desabafo: não tenho tempo. O homem nessa alucinante corrida tecnológica, se esquece que precisa viver. Pelo contrário, está se matando homeopaticamente. Esquece-se do essencial. De elogiar a cor dos olhos do companheiro (a), do telefonema à toa ao amigo, do sorvete com o filho, do beijar a mãe e ou o pai, de deixar de lado o receio da pieguice do “eu te amo” e repeti-lo quantas vezes tiver vontade e for sincero. De gastar tempo observando o céu estrelado, acompanhando as fases da lua. Se encantar com o trabalho das abelhas, que hoje, em função desse dito progresso, estão ameaçadas de extinção. Enfim, de se encantar com a vida, e com isso o estresse causador de tantas dores e incômodos dará lugar à saúde.
Outro aspecto a ser considerado nesse processo é o chamado consumismo. Despertado pela tecnologia, os bens de consumo se tornaram a coqueluche da modernidade. Culturalmente estamos nos tornando dependentes do consumismo. Assistimos, por exemplo, jovens passarem a noite em longas filas à espera da vez de adquirir uma novidade, um aparelho de última geração na área da telefonia. Troca-se o consumo, que é necessário para a sobrevivência, pelo consumismo que é patológico. Que é doença e até já tem nome – oniomania.
É nesse emaranhado de preocupações que a pessoa de consumista passa a se consumir, pois precisa produzir mais para ter mais e nesse estresse cotidiano se perde valores importantes como a solidariedade, a sustentabilidade e a alegria de viver. Então o mais importante se torna impraticável, o conviver. Ou o viver com. Interagir saudavelmente com alguém. Assim, o relacionamento humano fica tolhido por essa doença que eu chamo, popularmente, de consumite aguda. E aí somos obrigados a concordar com Vinícius: “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”.

 
José Moreira Filho
moreira@baciotti.com

Mamãe

Eu nasci sobre um leito simples
Mas, num colo especial e amoroso o seu.
Mamãe… Meu suporte, meu porto seguro.
Demorei a dar o sinal da vida, ao nascer
Não sei por que, mas derrepente chorei.
Foi uma festiva de graças e louvores a Deus…
Cresci, sobre seus cuidados e ensinamentos
Coberta de palavras sábias e amorosas
Mostrando-me sempre o caminho do bem.
Na sinfonia da prece, Deus sempre presente
Como âncora sustentando o meu caminhar.
Sua luta para cobrir os filhos com o bem
Fez com que a reconhecesse mãe guerreira.
Uma Mãe que exaustivamente trabalhava
Para o sustento e o bem estar familiar.
Da roça abençoada, viemos para a cidade.
Objetivo, colocar os filhos no caminho da luz
Assim, foi entre lutas, resultados de conforto e saber.
Mamãe, você é o meu tudo, é o que eu tenho de melhor,
Minha luz, meu bem querer, minha paz.
Quero sempre seguir seu olhar já sem muito brilho
Mas cheio de amor, gratidão, fé e esperança…
Agradeço a Deus este bem maior – MINHA MÃE.
Jamais esquecerei o seu sorriso, voltando sempre para mim…
Mamãe eu te amarei eternamente!!! – 14/05/2016
Homenagem Póstuma: No momento em que acontece a passagem da vida material para a vida espiritual da mãe da escritora Regina Marques e do ex-presidente da Fundação Cultural, Dr. Rerivaldo Souza Marques, dona Guilhermina Souza Marques, a Fundação Cultural de Ituiutaba, por seu presidente, Dr. Francisco Roberto Rangel consternado com lamentável ocorrido, externa aos filhos, netos e bisnetos, os mais profundos sentimentos, por tão irreparável perda.

 
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A importância da amizade

Você já pensou na grandeza e no valor da amizade e principalmente na importância dos amigos ?! Deus quando criou os sentimentos, priorizou de forma expressiva a amizade. Seria mais um irmão que se agregaria à família, sem dela pertencer consanguineamente. A história, os filósofos e pensadores procuram mostrar essa realidade tão candente. A amizade é o verdadeiro sustentáculo para muitas almas que vivem sobre a face da terra. Ela está presente nos lares, e fora deles; na convivência diária das criaturas… É necessário repassar aos leitores, algumas das sábias afirmações de pensadores anônimos, que comparam a amizade com as estrelas… Acreditam que aqueles que não têm amigos, são comparados aos cometas, que vêm e vão, mas não permanecem e nem iluminam como as estrelas; reafirmam que há pessoas estrelas e pessoas cometas. Os cometas passam, apenas são lembrados pelas datas que aparecem e retornam. As estrelas e o sol diferentemente permanecem; passam-se anos, milhões de anos, eles continuam; os cometas desaparecem… Muitas pessoas são como os cometas, passam pela vida de outros, apenas por instantes; não prende ninguém e a ninguém se prende, apenas passam sem iluminar, sem aquecer, sem ser luz, sem marcar presença… Assim são os seres que vivem na mesma família, contatos passageiros, sem serem presença… O importante é ser como as estrelas: iluminar, permanecer, ser presença, ser amigo, ser vida… Podem passar os anos, podem surgir distâncias, empecilhos, desafios, mas a marca da amizade fica no coração. Há um número expressivo de pessoas cometas que entram em cena, recebem os aplausos, e desaparecem, são companheiros por instantes; explorar os sentimentos humanos. A solidão de várias pessoas é consequência de não poderem contar com alguém, é o resultado de uma vida de cometa. Ninguém fica, todos seguem, passam uns pelos outros… Há muita necessidade de se criar um mundo de pessoas estrelas, aquelas com as quais todos os dias pode-se contar, ver sua luminosidade, sentir seu calor e seu valor. Assim é a postura dos amigos estrelas na vida dos semelhantes; são presenças marcantes, coragem nos momentos de tensão, luz nos momentosa de escuridão, e segurança nos momentos de desanimo. A reciprocidade se estabelece de forma espontânea e muito significativa. Ser estrela nesse mundo passageiro, cheio de cometas, é um desafio, mas acima de tudo uma recompensa. É nascer e ter vivido e não apenas existir. E VOCÊ?… É COMETA OU ESTRELA?!

 
Adelaide PajuabaNehme- ALAMI

“Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco” (118)

 

Idiotas e inocentes confundem inteligência com eruditismo. Eruditismo
é o acumulo de informações, quase sempre inócuas, através da memória e
a sua regurgitação pomposa e empolada visando impressionar incautos.
Inteligência é a capacidade de relacionar informações e gerar algo
novo, criar! A universidade é repleta de eruditos, todos estéreis e
pedantes, mas encontrar seres inteligentes nela é uma tarefa árdua.
São escassos oásis em um deserto infinito de erudição imbecil e
impotente. (Ciberpajé)
*
Um ser veio interpelar-me porque critiquei o fim do Ministério da
Cultura, com insinuações de que sou partidário a alguém.
Primeiramente, eu nunca ganhei um único edital público, municipal,
estadual ou federal para produzir minhas obras artísticas, portanto
jamais “mamei nas tetas do governo” como o tal rapaz disse,
regurgitando seu ódio exacerbado a tudo e a todos que considera
inimigos por terem uma visão diferente da dele. Simplesmente reconheci
a importância de tal ministério através de dados históricos que
comprovam um considerável desenvolvimento da cultura em nosso país
desde a sua criação. Não sou partidário de ninguém, nem de a, nem de
b, para mim todo o lixo da política global deveria ser varrido para um
reforma absoluta, praticamente ninguém se salva. Desejo ao jovem
interlocutor que o Cosmos lhe dê a necessária paz-de-espírito e
serenidade. Vamos nos respeitar, vamos ter serenidade para lidar com a
diversidade de pensamento, inclusive com alguém que não opta por
nenhum dos lados nesse maniqueísmo doentio que tornou-se a visão
política do povo brasileiro na contemporaneidade. (Ciberpajé)
*
A arte, infelizmente, ainda tem um papel considerado quase supérfluo
no contexto de uma cultura pragmática e monetarista. Em países como o
Brasil é uma área que conta com parcos recursos de pesquisa, e para os
artistas de nosso país não é fácil trabalhar com tecnologias de ponta,
mas nada nos impede de utilizarmos os meios que temos para criarmos
obras ainda assim impactantes nesse contexto. Os artistas podem criar
conexões improváveis e impossíveis entre campos inimagináveis, podem,
por exemplo, unir física quântica com devastação do cerrado e folclore
indígena. Existe um holismo natural na arte que não pode ser
encontrado em outros campos do conhecimento, muito engessados. Por
isso, parafraseando MacLuhan, os artistas muitas vezes conseguem
“antecipar as consequências antes das causas”. (Ciberpajé)
*
Na arte tecnologia recente destaco a obra controversa e emblemática do
brasileiro radicado nos EUA Eduardo Kac. Seu trabalho mais polêmico
foi “GFP Bunny”, no qual criou uma coelha híbrida incluindo o gene
“GFP (greenfluorecentprotein)” de uma alga marinha na sequência
genética do animal, fazendo com que ele brilhe no escuro quando
exposto à luz ultravioleta. A obra, do ano 2000, recebeu críticas
veementes em grandes jornais do mundo todo, mas apenas 2 anos depois
uma empresa de Taiwan, a “TaikongCorporation”
(http://www.tkfish.com.tw/en/about) colocou no mercado peixes
ornamentais que brilhavam no escuro utilizando o mesmo gene GFP. No
caso da Taikong os peixes são patenteados e estéreis, e não vi nenhuma
controvérsia instaurada, ou mobilização contra seus “produtos”. Assim
como existe a Allerca, empresa de biotecnologia dos EUA que cria PETS
transgênicos para comercialização, como o “AsheraCat”, híbrido de
gato e leopardo. A obra de Kac antecipou essas quimeras e mostrou como
o patenteamento da vida é encarado como algo muito mais aceitável do
que a criação poética. (Ciberpajé)
*
Em 1985 a bióloga feminista estadunidense Donna Haraway escreveu seu
notório “Manifesto Ciborgue”, no qual destacava a ciborguização da
civilização ocidental a partir de suas novas relações com as
tecnologias. Penso que mesmo antes da penetração iminente de
dispositivos tecnológicos em nosso corpo – a evidente conexão
biotecnológica entre chip seco e célula úmida – já somos seres
transumanos. Criamos uma dependência grande de nossos dispositivos
comunicacionais, utilizamos drogas químicas legais para expandir nosso
potencial, como o viagra e o cialis. O aparelho celular tornou-se uma
prótese quase onipresente, eu sou um dos poucos que ainda resisto a
ele. Além disso, os celulares têm modificado a ideia de realidade,
fazendo com que coexista a conhecida realidade ordinária, com uma
realidade virtualizada. (Ciberpajé)

*
Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela
UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e
professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG.
Acadêmico da ALAMI, possui obras premiadas nacionalmente nas áreas de
arte e tecnologia e histórias em quadrinhos. ciberpaje@gmail.com

A bola furou!

Enio Ferreira – ALAMI

Com os craques: Sarará, Loíso, Vilson Cascão, Chupinha, Galdino, Pancho, Neocir, Zé Abadio, Índio, Francês, entre outros, fundamos o Bandeirante Futebol Clube, usando um grande lote de terreno ali na Rua 22 com a Avenida 27 e 29.
O nome foi uma homenagem à empresa “Móveis Bandeirantes”, que nos doou um novo jogo de camisas. A bola, agora bem surrada, era a mesma que o Dudu nos deu nos tempos do antigo time. Essa bola era a que tinha e ninguém reclamava.

Estreamos as novas camisas num belo domingo de manhã contra um time do Bairro Progresso. O jogo seguia bem e tinha tudo para ser uma bonita festa domingueira não fosse o vexame do furo da bola. Foi isso mesmo! A bola furou! 20 minutos de jogo e a bola furou. O time visitante esperando para continuar com o jogo e a nossa vergonha era grande.
Domingo de manhã comprar uma bola nova onde? Também ninguém tinha dinheiro ali naquela hora. O jeito foi seguir uma sugestão de um torcedor que via a nossa aflição.

“Ali na esquina mora o Antonio Almeida e ele treina um time de futebol e tem várias bolas guardadas, talvez ele empreste uma!”

“O sujeito é tenso pra caramba duvido que ele empreste uma bola para vocês!” – comentou outro torcedor -.

O Pancho (companheiro que resolvia tudo) disse que tinha coragem para ir lá ao vizinho e pedir uma bola emprestada. Fui com ele pra dar força.

“E se o cara me destratar lá na porta da casa dele? – ia dizendo o Pancho –”

“Aí voltamos numa boa. Pelo menos tentamos, não é? – eu disse para animar.

“Se esse Antonio Almeida é um cara tenso ele vai me destratar na porta da casa dele. Vai dizer que se a gente quiser mesmo jogar futebol a primeira coisa a pensar é na própria bola. Vamos dar outro jeito e esquecer esse cara…”

E eu insistia: “Calma… Pancho! Vamos com fé! O pessoal está esperando para continuar o jogo e o único jeito é pedir essa bola emprestada!”

E o Pancho ia prejulgando: “Esse cara é tenso e vai me destratar, vai me destratar, vai destratar…”

Chegamos à casa, bati palmas, o senhor Antonio Almeida abriu a porta e, sem mais nem menos, o atormentado Pancho apontou o dedo na cara do homem e disse exasperado: “O Senhor enfie essas suas bolas lá fundo da última gaveta!” – deu meia volta e voltou pisando duro -.

O homem ficou lá na porta, com cara de espanto, sem entender nada. Então pedi desculpas e expliquei sobre a nossa emergência. E não é que o cara era fino, educado e prestativo? Entendeu o nosso caso, emprestou duas bolas e ainda foi pro campo torcer por nós.

Mamãe

Eu nasci sobre um leito simples
Mas, num colo especial e amoroso o seu.
Mamãe… Meu suporte, meu porto seguro.
Demorei a dar o sinal da vida, ao nascer
Não sei por que, mas derrepente chorei.
Foi uma festiva de graças e louvores a Deus…
Cresci, sobre seuscuidados e ensinamentos
Coberta de palavras sábias e amorosas
Mostrando-me sempre o caminho do bem.
Na sinfonia da prece, Deus sempre presente
Como âncora sustentando o meu caminhar.
Sua luta para cobrir os filhos com o bem
Fez com que a reconhecessemãe guerreira.
Uma Mãe que exaustivamente trabalhava
Para o sustento e o bem estar familiar.
Da roça abençoada, viemos para a cidade.
Objetivo, colocar os filhos no caminho da luz
Assim, foi entre lutas, resultados de conforto e saber.
Mamãe, você é o meu tudo, é o que eu tenho de melhor,
Minha luz, meu bem querer, minha paz.
Quero sempre seguir seu olhar já sem muito brilho
Mas cheio de amor, gratidão, fé e esperança…
Agradeço a Deus este bem maior – MINHA MÃE.
Jamais esquecerei o seu sorriso, voltando sempre para mim…
Mamãe eu te amarei eternamente!!! – 14/05/2016
Homenagem Póstuma: No momento em que acontece a passagem da vida material para a vida espiritual da mãe da escritora Regina Marques e do ex-presidente da Fundação Cultural, Dr. Rerivaldo Souza Marques, dona Guilhermina Souza Marques, a Fundação Cultural de Ituiutaba, por seu presidente, Dr. Francisco Roberto Rangel consternado com lamentável ocorrido, externa aos filhos, netos e bisnetos, os mais profundos sentimentos.

 

 
Saiba mais sobre Ituiutaba, acesse: www.portalituiutaba.com.br
(Ituiutaba, 19 de maio de 2016)

Alunos da Escola Estadual Camilo Chaves recebem aula de história na Galeria de Antiguidades da Fundação Cultural de Ituiutaba

Alunos do 3º ano da Escola Estadual Camilo Chaves, acompanhados das professoras Maisa Bernardes da Costa e Juliana Garcia O. Cintra visitaram na última terça-feira, 17, a Galeria de Antiguidades da Fundação Cultural, quando esses estudantes tiveram uma verdadeira aula de história, pois tiveram a oportunidade de conhecer vários objetos que não conheciam, com roda de fiar, tear, ferro a brasa, pilão, lampião a gás, sem falar no carro de bois, monjolo e vários outros objetos que chamaram muito à atenção desses estudantes.

Alunos, professores e assistentes da Galeria de Antiguidades
Segundo, a professora Juliana, muitos dos objetos expostos na Galeria, alguns, até hoje são encontrados na casa de seu avô e que eles tem um significado muito grande, pois servem de aprendizado para os alunos que aqui vêem e eles nem imaginam o significado e a importância desses objetos para a história, especialmente para os antepassados, que dependiam muito deles.
Já a professora Maisa disse que os alunos ficaram encantados com o que viram, na verdade segundo ela, eles tiveram uma verdadeira aula de história, pois voltaram no tempo e foram conhecer os objetos que ajudaram as pessoas que aqui viveram implantar as raízes do progresso.
A professora Maisa ao ver os projetores dos cines Capitólio e Ituiutaba, fez ainda a seguinte observação: “Ituiutaba não podia ter fechado os seus dois cinemas, pois eles eram muito importantes para a nossa cultura, especialmente para o entretenimento das pessoas desta cidade. Só aqui fecharam com os nossos cinemas que permanecem em outras cidades”, disse.
É bom lembrar: na semana que passou, alunos do 4º ano da escola visitaram também, à Galeria.
A Galeria de Antiguidades fica aberta a visitação pública, de segunda a sexta, das 11h30 às 17h30, na Rua 22 com avenidas 19 e 21, nº 1.115 – centro.
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(Ituiutaba, 18 de maio de 2016).

Fundação paga prêmio ao vencedor do 4º Concurso de Contos “Águas do Tijuco de Ituiutaba

Vencedor é natural de Resende da Costa, Minas Gerais

A Fundação Cultural promotora do maior concurso literário do país, Concurso de Contos “Águas do Tijuco de Ituiutaba”, pagou na última terça-feira, 10, o prêmio de 3.000,00 ao vencedor do certame: contista Márcio André Oliveira Santos, natural de Resende da Costa Minas Gerais.

Impossibilitado de estar nesta cidade para receber o prêmio, solicitou a Fundação, cumprida todas as exigências legais, que o dinheiro do prêmio fosse depositado em sua conta corrente, no Banco do Brasil, isto porque, segundo ele, por motivos particulares não tem como se deslocar de sua cidade natal à Ituiutaba, o que foi prontamente atendido pela promotora.

Segue abaixo a relação dos dez (10) contos selecionados pela comissão julgadora que irá fazer parte do livro patrocinado pela promotora FCI, onde serão publicados os dez contos selecionados, porém, sem ordem de classificação, destaque apenas para o conto vencedor “Coisas de minha avó”, que irá receber, além da publicação, o prêmio de R$ 3.000,00.

Segue abaixo breve biografia do vencedor do 4º Concurso de Contos “Águas do Tijuco de Ituiutaba”:
Nascido em 7 de julho de 1983 é natural de Resende Costa (MG), Márcio André Oliveira Santos é poeta, contista, compositor e cantor. Graduou-se em Letras pela UFMG em 2006 e trabalha como redator-revisor na Assembleia Legislativa de Minas Gerais desde 2009. – Publicou seu primeiro poema no 11º Concurso de Poesias da UFSJ, com o título “O vento”. Foi premiado no 3º Prêmio UFES de LITERATURA, na modalidade “Coletânea de Poemas”, e obteve o 1º lugar no 4º Concurso de Contos Águas do Tijuco.

Relação dos outros nove contos selecionados sem obedecer ordem de classificação:

– Com as mãos vazias – Edileuza Bezerra de Lima Longo – São Paulo/SP
– A hóspede – Delmar Bertuol Alves da Silva – Matril Feliz/RS
– Córrego Sujo – Luiz Eduardo de Carvalho – Tatuapé/SP
– Rosário – Lilian Almeida de Oliveira Lima – Salvador/BA
– O Anjo e a Bola – Luiz Carlos Picinini – Sorocaba/SP
– Indulto – Tatiana Alves Soares Caldas – Rio de Janeiro/RJ
– Vestido de Estrelas – Aline Naomi Sassaki – São Paulo/SP
– Ecce Homo! – João Wilson Savino Carvalho – Macapá/AP
– Festa a São João na Vila de São Damião – Paulino Sales Abranches –
Itajubá/MG

Saiba mais sobre Ituiutaba, acesse: www.portalituiutaba.com.br
(Ituiutaba, 17 de maio de 2016).

“Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco”(117)

 

O termo “economia criativa” é um estupro colossal do conceito de
criatividade – que deve ser absolutamente livre e sem amarras. Quando
o escuto sinto calafrios, pois sei o significado tenebroso que existe
por trás dele: pseudo-criatividade a serviço do hiperconsumismo e da
obsolescência programada, lixo execrável contribuindo para a ruína de
nossa espécie. (Ciberpajé)
*
Não fuja dos desafios preparados pelo Cosmos para o seu espírito. O
crescimento só acontece na experiência, o isolamento só irá atrasar
sua evolução transcendente. Mergulhe no olho da tempestade, viva na
vaga do furacão! (Ciberpajé)
*
Os grandes em espírito e criação são sempre generosos, têm tempo pra
serem afetuosos e conseguem espaço para atender os jovens, nem que
seja brevemente. Já os petulantes idiotas que circunstancialmente
adquirem certa fama, sempre estão ocupados e ignoram os jovens
criadores e todos aqueles que não os bajulam, são egos venenosos e
traiçoeiros. (Ciberpajé)
*
A tradição acadêmica é a da linguagem escrita, certos setores
tradicionalistas da universidade por anos tinham até ojeriza das
imagens, então chegamos ao século da hiperinformação em que as pessoas
são expostas a milhares de imagens técnicas diariamente e a
universidade teve que se dobrar à imagem, finalmente. Essa postura
arcaica de minorar a importância da imagem na formação cognitiva,
intelectual e cultural era um erro grave. Os quadrinhos possuem um
status especial nesse contexto já que como linguagem, naturalmente
fundem escrita e desenho. Gostaria de ver as teses de todas as áreas
feitas em quadrinhos, seria um ganho imensurável, a imagem tem um
poder de síntese grande, mas em certos momentos o texto ainda é muito
necessário, as HQs fundem os dois.(Ciberpajé)
*
Toda a nossa cultura é extremamente competitiva e as pessoas concordam
com qualquer coisa para tornarem-se mais competitivas e “vitoriosas”.
Veja, por exemplo, os esportes profissionais têm como suporte um
discurso de que “promovem a saúde e a harmonia”, pura falácia
midiática, são arenas de hipercompetição acirrada. Todos os dias vemos
atletas se disporem a tomar substâncias desconhecidas e ainda
experimentais para melhorarem seu desempenho. Inúmeros atletas
olímpicos já foram pegos em exames de dopping, e muitos morreram
jovens em consequência das sequelas causadas pelas substâncias
ilícitas. Ou seja, concordaram em colocar suas vidas em risco para
ganharem de seus adversários. Em 2012 o corredor paraplégico sul
africano Oscar Pistorius ganhou na justiça o direito de correr entre
os atletas normais nas olimpíadas, já que tinha alcançado a marca
necessária. O fato é que Pistorius usava próteses de titânio de alta
tecnologia para correr e, em um exame detalhado feito pela
Universidade de Colônia na Alemanha, suas próteses lhe davam a
vantagem de 25% de menos gasto de energia durante as provas, o que
seria uma vantagem tecnológica para o atleta. Mas mesmo com esse laudo
provando sua vantagem ele conseguiu o direito de correr no maior
evento esportivo global, inaugurando o que podemos chamar de
“Olimpíadas Pós-humanas”. Uma hipótese muito plausível é a de que
outros atletas buscando melhores marcas se submetam a cirurgias de
amputação para a inserção de próteses de melhor desempenho. E essa
corrida competitiva pela vitória não se restringe aos esportes,
permeia o cerne de toda sociedade.(Ciberpajé)
*
O bom vazio preenche, os outros vazios apodrecem.(Ciberpajé)
*
Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela
UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e
professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG.
Acadêmico da ALAMI, possui obras premiadas nacionalmente nas áreas de
arte e tecnologia e histórias em quadrinhos. ciberpaje@gmail.com

A verdadeira culpa

 

Parece ser consenso geral que ninguém é perfeito, por sermos humanos estamos sempre à mercê de erros. Em muitas situações da vida temos culpa e temos até consciência disso, e proporcional ao nosso grau de formação é a culpa que carregamos por nosso errôneo comportamento. Diante de tal quadro é importante que não deixemos que o passado, que é absolutamente imutável, seja como uma bigorna em nossa cabeça impedindo que a levantemos e olhemos para o horizonte. Ao contrário, é preciso que escudados por um sincero arrependimento, possamos deixar no passado os fatos que lá aconteceram, e não acumularmos no presente entulhos que nos impeçam de caminhar alegres em busca de um futuro melhor. Recomeçar a cada momento é o destino do homem, usando as pedras de seu caminho como degraus para o crescimento. Nunca se curvar ao sofrimento, lembrando sempre que nenhuma glória é eterna, mas também que nenhuma desgraça é perene. É preciso, então, que tenhamos a sabedoria do perdão. Perdão conosco mesmos, pois aprendendo a nos perdoar, aprenderemos a perdoar o outro também. Na moeda da vida, uma das faces é o perdão e a outra é o amor. Só temos certeza que amamos alguém quando conseguimos perdoá-lo.
Isso posto, entendemos que a verdadeira culpa está na hipocrisia, no fingimento e no egoísmo, que nos faz sentirmos o suprassumo, acima de qualquer suspeita. Essa postura elimina a humildade, virtude que purifica os olhos nos propiciando a oportunidade de enxergarmos os defeitos, nossos e alheios, além de podermos mensurá-los e equacionarmos o devido perdão. Essa virtude, a humildade, nos traz também a coragem do reconhecimento do erro para posterior enfrentamento da vergonha que o acompanha, mas passado esse momento de tensão, o estado de alívio, de sensação de bem-estar que nos invade é devidamente compensador.
Existe uma pessoa com a qual você convive 24 horas por dia: você mesmo. Por isso, nada mais justo e necessário que tenha com essa pessoa o melhor dos relacionamentos. Mas sabemos que isso não é fácil, pois é preciso em primeiro lugar conseguir ter paz interior. E são tantas as mazelas das quais somos vítimas que é preciso muita sabedoria para encontrar o caminho certo. Mas com certeza um desses caminhos é o perdão, pois ele tem dupla eficácia libertadora. Liberta quem é perdoado e quem perdoa. Outro aspecto importante do perdão é o seu significado. Pois perdoar significa doação. Do latim vulgar é que nos vem essa explicação. Per (através de) mais donare (doar, dar-se). Ao perdoar a pessoa doa compreensão e esperança, pois compreende a falibilidade humana e crê na superação.
Só mais um aspecto deve ser lembrado: o mérito do perdão, que é invalidado pela permanência da culpa. Daí o espírito sagrado do perdão se perde. Pois errar é humano, mas permanecer no erro é diabólico.

José Moreira Filho
moreira@baciotti.com