EDITAL 4º CONCURSO DE CONTOS DE ITUIUTABA – “ÁGUAS DO TIJUCO”

A Fundação Cultural de Ituiutaba, com o objetivo de promover a literatura nacional, vem através deste  tornar públicas as normas para a participação no 4º CONCURSO DE CONTOS DE ITUIUTABA “ÁGUAS DO TIJUCO”.

 

REGULAMENTO

 

  1.   DO CONCURSO

1-  A Fundação Cultural de Ituiutaba será responsável pela elaboração do regulamento, organização do concurso, indicação da Comissão Organizadora e Comissão Julgadora, divulgação dos resultados e pagamento da premiação.

 

2- Os trabalhos de seleção e habilitação dos contos aptos à participação dar-se-ão por intermédio de Comissão Organizadora Paritária, composta por 05 (cinco) membros, representantes da Fundação Cultural de Ituiutaba, representante  do conselho curador  e cidadãos de notório conhecimento literário.

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Retificação do Edital – 1º FESTIVAL DE VIOLA FAVORITA FM

A Comissão Organizadora do 1º FESTIVAL DE VIOLA FAVORITA FM, comunica e torna pública a RETIFICAÇÃO do Regulamento no item descrito abaixo.

Participante

 
Onde se lê
04) Cada concorrente poderá participar do Festival de Viola Favorita FM, somente com uma música e o participante deverá ter idade mínima de 18 (dezoito) anos completos, até a data da inscrição.

Leia se
04) Cada concorrente poderá participar do Festival de Viola Favorita FM, somente com uma música, poderão se inscrever para o 1º FESTIVAL VIOLA FAVORITA FM qualquer pessoa, de ambos os sexos, a partir de 16 (dezesseis) anos. Menores de idade deverão necessariamente estar acompanhados dos pais e ou responsável legal, caso sejam selecionados.

 
Ituiutaba, 02 junho de 2015.

 
Comissão Organizadora

1º FESTIVAL DE VIOLA FAVORITA FM [Retificado]

Regulamento [tire aqui suas dúvidas]

 

Da Organização

 

O 1º Festival da Viola Favorita FM será promovido e realizado pela Rádio Favorita e pela Fundação Cultural de Ituiutaba.

 

            Objetivos

 

  • Divulgar e projetar a cidade como pólo cultural – artístico, realizando um festival que resgate a qualidade musical, divulgando, reconhecendo e incentivando a música sertaneja raiz.

 

  • Desenvolver nos participantes a autoconfiança e socialização, revelando valores na área da música, divulgando sua arte, melhorando suas técnicas e proporcionando a troca de experiências.

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Livro: Eu e as emissoras de Rádio mostra a importância de seu autor para esta cidade

Tive a oportunidade de ler o livro que o rádio-jornalista, Hairton Dias acaba de lançar nesta cidade, onde ele mostra o papel importante que essas emissoras de rádio desempenharam no contexto da informação, mecanismo valoroso no processo de desenvolvimento por que passou esta cidade. O que cada uma dessas emissoras representou desde seu surgimento. Mas por outro lado, o livro conta a história de um radialista que deixou marcas registradas no calendário do tempo, por sua ação benéfica em favor daqueles que moravam na periferia e que não tinham com quem contar para mudar a situação de abandono e de exclusão, que viviam, marginalizados do processo de desenvolvimento que esta cidade experimentava a partir da década de setenta, dos benefícios sociais, da infraestrutura ou do saneamento básico que beneficia às populações que vivem nas cidades.
Foi o autor do livro que usou os microfones das emissoras de rádio AM para cobrar das autoridades constituídas desse município que voltassem suas atenções, para a população periférica que padecia sem qualquer benefício que lhes proporcionasse uma melhor qualidade de vida. No livro ele conta como era difícil para essas populações viverem sem água, energia, rede esgotos, asfalto, segurança e até mesmo sem emprego, entregue a sua própria sorte. Ele abriu esses microfones, através de seu programa Tarde Noite Cabocla, para a população dos bairros cobrarem tudo àquilo que pudesse melhorar a sua qualidade de vida. Com essa ação contribuiu para a popularização dessas emissoras de rádio e para mudar à qualidade de vida, para melhor dessa população.
Por outro lado esse livro mostra que mercê desse trabalho realizado por esse profissional de rádio, ele conseguiu se eleger por quatro mandatos a vereador nesta cidade, se transformando no mais popular radialista de todos os tempos e consequentemente, no maior benfeitor da população desta cidade que viu nele um exemplo de trabalho, dedicação e altruísmo, em favor do progresso e bem estar social, daqueles que queriam ter apenas uma vida melhor e poder aqui criar seus filhos. Parabéns Hairton Dias pelo seu livro de homenagens aos radialistas desta cidade e pelo que fizestes como radialista, mas, sobretudo, como vereador, em favor de Ituiutaba e de seu povo. O livro de acordo com informações está tendo uma ótima aceitação e pode ser adquirido com o autor.

 
Flávia Moreira

Tupy

– João Corrêa de Almeida -1927/2011 – acadêmico da ALAMI – imortalizado pela sua literatura (do livro “Eu era o fotógrafo)

Rever meus velhos álbuns de folhas amareladas e fotos descoloridas me dá uma dor no peito e um arrocho no coração. Cada foto é recordação de uma data marcante, de caçada e pescaria que fiz.
Tenho saudade das viagens e das pousadas ao abrigo da lona com a companheirada. Nas noites de plenilúnio, ouvia, pertinho de nós, o canto tristonho co curiango: amanhã eu vou; no fundo da mata, o dolente jaó, nas galharias do ingazeiro; e, a cada quarto de hora, as alvissareiras araquãs.
Com o clarão da aurora, os guaribas, nas altas copadas, regougavam para saudar o novo dia, pouco depois, o Sol, com cara bizarra e olhos de desdém, clareava e esquentava pó dia de mormaço, com seus raios de fogo.
Após o quebra – torto de um café amargo e bolachas recheadas, reiniciávamos nossa jornada com destino aos sertões. Para matar a saudade e extravasar meus sentimentos, vou procurar contar tudo para vocês, tintim por tintim.
Numa das fotos, no alto do barranco, o Tupy, esbelto e com um mutum na boca, olhava para nós, lá em baixo, no barco. Essa passagem, eu jamais esquecerei!
Estávamos no pantanal do São Lourenço, no vale do Piquiri, já bem próximos das grandes baias do Piragara. Nosso barco era uma chatinha Leveforte com motor Evinrud de 25 AP. Da turma éramos os três mosqueteiros sertanistas: Tancredo Marquêz de Andrade, Valdemar Raghiante Samora e eu e o nosso cão perdigueiro, Tupy.
No leme, estava o senhor Tancredo, Valdemar Samora tirava fotos da paisagem e eu, na proa, com a minha Astra no colo, vasculhava, com os olhos, os barrancos e as grandes copadas. O perdigueiro, ao meu lado, atento a todos os meus movimentos. A tarde aproximava-se, o Sol descambava, querendo esconder-se atrás da mata sombria e misteriosa, quando chegamos à entrada da baía do jenipapeiro.
Contornamos a curva do rio. No alto paredão, um casal de mutuns pousava no galho de uma alta imbaúba. Quis fazer um dublê, não foi possível. A fêmea caiu, fulminada, e o macho, com a asa quebrada, saiu em disparada.
Tupy pulou da canoa, subiu o alto paredão e saiu em disparada atrás do mutum. Nós também subimos o paredão e enveredamos mata adentro, atrás dele. Nem bulha ouvíamos mais. Muito distante, podíamos perceber o matraquear dos canelas ruivas. Subi em um tronco caído, e o senhor Tancredo ficou no chão, com a espingarda destravada.
O s minutos passaram, e os ruídos das queixadas silenciou-se. Só se ouviam os dolentes jaós.
– É João, mataram o nosso Tupy. Dele só sobrou o tropel no folharéo seco da mata, quando corria – disse o senhor Tancredo.
Eu não me conformava com a perda do nosso mascote. O peito estava oprimido, o coração, acelerado. Estava numa crise de arritmia. Voltamos ao barco e, de pé, com a voz embargada, eu chamava pelo meu cão perdigueiro, completamente em vão.
Minutos depois, ouvimos seu tropel, vindo em nossa direção. Dei graças ao céu ao vê-lo, esbelto e garboso, no alto do barranco, com o mutum na boca, a olhar-nos dentro barco. Fui ao seu encontro e peguei a ave abatida. Abracei-o, carinhosamente, e chorei convulsivamente. É feio homem chorar, mas naquele momento, para extravasar meus sentimentos, chorei como criança.
(Postado por Enio Ferreira – ALAMI)
João Corrêa de Almeida, 1927, é acadêmico da ALAMI desde 1997 – ocupa agora a Cadeira da Saudade. Publicou dois livros de contos: “Arrocho no coração”, 1996, e “Eu era o fotógrafo”, 2006. Com estilo enxuto, fluido, leve e cativante, marcado pela brasilidade e pela mineiridade, João Corrêa entrelaça memória, poeticidade e ficção, num jogo sensorial e polifônico. Partiu para o Oriente Eterno no dia 06/12/2011.

O império da máquina

A começar do período pós Revolução Industrial, o desenvolvimento tecnológico da humanidade vem de um crescente fabuloso, chegando aos dias atuais até mesmo a se registrar uma competição: homem x máquina, o que tem sido, em muitos casos, um fantástico auxílio para a melhoria da qualidade de vida da sociedade, porém, em outros, podendo se tornar um problema socioeconômico. Crítica já suscitada em 1936 por Chaplin em seu fabuloso “Tempos Modernos” É o caso, por exemplo, da lavoura de cana, onde uma colhedora substitui 120 trabalhadores. É verdade que a indústria tem se preocupado com isso e algum sucesso é notado na especialização da mão de obra para outras atividades. Mas tenho dúvidas se em todas as áreas da atividade humana essa relação está sendo satisfatória. Parece-me que em algumas situações a máquina, ou seja, o desenvolvimento tecnológico está afetando negativamente valores humanos que acabam por cair no esquecimento e num perigoso desuso. É o caso específico dos aparelhos que sustentam as redes sociais. Os Smart phones e tablets da vida com todas as suas variações, atendendo a todos os gostos. Uma maravilha tecnológica sem dúvida, se usada com a devida parcimônia. Caso contrário, assistimos desolados a substituição do intenso brilho de um sorriso pelo brilho frio da telinha, a expressiva luz de um olhar pela luz artificial do aparelho, o som mágico de uma gargalhada pelo metálico som do fone, a energia de um abraço pela irradiação da bateria que vez ou outra nos deixa na mão, sem falar das suspeitas influências de malefícios para nosso organismo.
Estudos recentes, resultado de uma pesquisa feita pela Universidade Edinburgh Napier na Grã-Bretanha, têm apontado para o facebook como um vício, no qual o usuário se sente obrigado a participar, a ler tudo e compartilhar tudo, postura que lhe aumenta o estresse, além de afastá-lo do convívio dos familiares e amigos. Pode-se apontar ainda como malefícios da tecnologia (sempre quando aliados ao mau uso) os problemas visuais por conta do número de horas diante das telinhas, as dores lombares em virtude da postura sedentária, o estresse pelo sentimento de que é preciso assimilar todas as informações perpassadas pela mídia. Além desses males é considerado também os distúrbios psicológicos das crianças e adolescentes, provocados pelos jogos eletrônicos. Não é à toa que temos visto com frequência, ataques assassinos, perpetrados por atiradores em locais públicos, muitos dos quais jovens e até adolescentes. O divã de psicanalistas e a busca por medicamentos antidepressivos só tem feito aumentar nas últimas décadas. Tudo isso pode ser apontado como efeitos do desenvolvimento tecnológico, não se esquecendo, é claro, de seus benefícios, caso fossem controlados e bem orientados.
Assim, entendo ser de suprema urgência que o processo educacional e órgãos formadores de opinião, se responsabilizem por orientar nossos jovens sobre os males causados pelo mau uso da internet, para evitar que as próximas gerações se tornem hordas de vidiotas, zumbis virtuais e dependentes manipulados como marionetes nas mãos de prestidigitadores espertos.
Tecnologia: criação fantástica desde que me sirva e não que se sirva de mim.

 

 

José Moreira Filho
moreira@baciotti.com

“Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco” (72)

A grande maioria das pessoas gasta sua energia e tempo tentando compreender os outros, e nem se dão conta que são completos desconhecidos para si mesmos. O autoconhecimento é a chave para o equilíbrio e a serenidade. (Ciberpajé)
*
A vida nesse plano é tênue como uma luz de vela, uma pequena brisa pode soprar e ela termina. Mas se soubermos alimentar a chama dessa vela com amor incondicional, auto-aceitação, autoperdão e criação, ela pode tornar-se uma supernova e iluminar o Cosmos inteiro. Portanto, antes da inevitável chegada da brisa, sejamos intensos! (Ciberpajé)
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A gratidão é um sentimento que sobra nos fortes e inexiste nos espíritos débeis. (Ciberpajé)
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Tenha muito cuidado com pessoas que não gostam de animais, principalmente os de estimação. Pessoas que declaram abertamente ter raiva, nojo, ojeriza de cães, gatos, coelhos, hamsters. Quase sempre são indivíduos de baixa energia, com nenhuma empatia ou compaixão; criaturas invariavelmente autocentradas e de tendências dominadoras e centralizadoras. A melhor opção é evitar a criação de qualquer laço energético com tais seres. (Ciberpajé)
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Uns seguem deuses, prostram-se diante deles, fazem oferendas aos seus pretensos representantes. Suplicam por benesses, pelo perdão alheio, pela salvação, pelo paraíso, por paz em outra vida. Negam sua sombra e torturam-se interiormente por irem contra sua natureza animal e cósmica. Outros poucos tornam-se gradativamente seus próprios deuses, perdoando-se integralmente, libertando-se completamente e realizando suas revoluções individuais. Eles vivem selvagemente e serenamente, focados na VIDA e no AGORA! (Ciberpajé)
*
Vivo em Goiânia, e ontem impediram o trânsito em uma das maiores avenidas da cidade, de tráfego intenso, para o cortejo fúnebre de um tal sertanejo “ícone” da “cultura” nacional. Não vejo TV, e tentei ignorar o culto de idiotas a um idiota que se foi – respeito-o como ser humano e a dor de seus parentes com a perda -, mas toda essa paspalhice de cultuadores de lixo acabou fazendo-me perder no trânsito um tempo precioso da minha vida, tempo irrecuperável. A batalha contra a idiotice reinante em nossa espécie em pleno processo de extinção é árdua e pouco frutífera, o reinado da imbecilidade tornou-se um império praticamente imbatível. (Ciberpajé)
*

Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG. Acadêmico da ALAMI, possui obras premiadas nas áreas de arte e tecnologia, performance e histórias em quadrinhos.

Dr.Rangel – O mais recente cidadão ituiutabano

No dia primeiro de julho, estará recebendo o Título de Cidadão Honorário de Ituiutaba, o querido amigo, Dr. Francisco Roberto Rangel. Por incrível que pareça, tínhamos quase certeza, que Rangel, por tudo que fez e faz por Ituiutaba, seria naturalmente filho “biológico”, desse torrão que ama e defende. Sua postura diante do profissionalismo que exerce, de forma ilibada, seja como advogado, professor,funcionário público, acentuam a consolidação dessa homenagem honrosa que recebe. Como Presidente da Fundação Cultural de Ituiutaba tem se revelado de forma expressiva, e com muito destaque. Deixará marcas de uma gestão diferenciada e soberana, pela magnitude de suas ações e desempenhos, no que se refere a criação, desenvolvimento, participação e integração junto aos órgãos competentes. O zelo com que cuida do “Novo” Museu, em busca de antiguidades como forma de enriquecimento cultural é notório, haja vista o número crescente de visitantes, incluindo escolas. A Banda de Música e o Coral são destaques permanentes, sem falar nas oportunidades abertas ao público pela Fundação, de forma bem diversificada. Rangel tem dado continuidade de forma valorosa, a toda atividade que ali é oferecida. É membro atuante da Loja Maçônica “Salim Bittar”. Junto à grande companheira Neiva edificaram um família, iniciada há 50 anos, sob as Bênçãos Divinas. Sua trajetória de sucessos é algo edificante. Está inserido no progresso e desenvolvimento dessa metrópole que o recebeu de forma carinhosa, prevendo que seria mais um desbravador e ele tem correspondido às expectativas cotidianamente. Tem destacado Ituiutaba, no cenário político, social e humano. Parabéns Rangel, o abraço dos amigos, e das famílias que o admiram.

 
Adelaide Pajuaba Nehme
Acadêmica da ALAMI

Fundação Cultural expõem para seu Conselho Curador os projetos que estão sendo realizados nesse mês de junho

Em reunião realizada na noite da última quarta-feira, 24, pelo Conselho Curador da Fundação Cultural de Ituiutaba, a vice-presidente da entidade Adriana Moura Vilarinho, representando o presidente, advogado e professor, Francisco Roberto Rangel, que por motivo de viagem não poder participar do referido encontro, fez uma exposição dos principais projetos que estão sendo desenvolvidos pela FCI nesse mês de junho de 2015:
– Aumento da pontuação de Ituiutaba junto do ICMS Cultural, de “1.9”, para “4.7”, que representa um aumento de mais de duzentos por cento para a cidade; trabalho realizado em 2014 com resultado nesse ano de 2015. Isso em termos de dinheiro representa quase cem mil reais, que a Prefeitura irá receber a partir do ano que vem, para ser investido em cultura. De acordo com a lei, esse valor será repassado à cidade em parcelas durante todo ano de 2016. De acordo com a lei que rege o ICMS Cultural, a cidade monta os projetos em um ano, no ano seguinte sai o resultado e, só no ano subsequente que saiu o resultado é que são repassados os recursos, isso se o projeto for aceito pelo IEPHA.
– Projeto Educar – De Educação Patrimonial lançado no início do mês, com a participação dos alunos de 4º e 5º anos das escolas: Escola Municipal Cime Tancredo de Paula Almeida e Escola Estadual Rotary;
– Pagamento a ganhadora do 3º Concurso de Contos “Águas do Tijuco” de Ituiutaba, no Valor de R$ 3.000,00;
– Publicação na imprensa local do Regulamento do 4º Concurso de Contos “Água do Tijuco” em andamento;
– Apresentação de teatro na Praça Mario Natal Guimarães e no CEU – Centro de Artes e Esportes Unificado;
– Apoio a Folia de Reis do Capitão Raposa (Estrela Guia) para se apresentar na festa de reis do Córrego da Canoa;
– Apoio, para transporte da Folia de Reis Estrela Guia, para participar de encontro de Folias de Reis na cidade de Tupaciguara;
– Apoio para realização da Feira de Artesanato da AMAI – Associação Municipal de Artesãos, na Praça da Prefeitura;
– Apoio para lançamento do livro Família Franco e aliadas, de autoria do ex-deputado, Luiz Junqueira, no último dia 17/06 na Biblioteca senador Camilo Chaves;
– Projeto Cinema na Praça todas as quartas-feiras, no Centro Artes e Esporte Unificado, na Praça Mario Natal Guimarães, no Bairro Natal;
– Visita Guiada dos alunos da Escola Estadual Rotary a Casa da Cultural (MUSAI), projeto Educar;
– Visita Guiada dos alunos da Escola Municipal Cime Tancredo de Paula Almeida a sede do Grupo de Moçambique Camisa Rosa – Projeto Educar;
– Talentos da Fundação (Banda Mirim) participação no PELC na Praça Getúlio Vargas;
– Parceria com o FTM para exposição de objetos sobre propaganda, da Galeria de Antiguidades, na 14ª Semana de Propaganda e Publicidade (Comunicação em Revolução, dos dias 22 a 25 de junho de 2015, no FTM.
– Projeto de uniformização do Coral Municipal Abrão Calil Neto (Uniforme de Gala) que será usando daqui para frente por esse importante Coral da Fundação.

 

 
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Pelos relevantes serviços prestados nesta cidade, Presidente da Fundação Cultural é agraciado com título de Cidadania Honorária de Ituiutaba

O presidente da Fundação Cultural, advogado e professor Francisco Roberto Rangel, pelos relevantes serviços prestados nesta cidade foi agraciado com o Título de Cidadania Honorária de Ituiutaba, pela Câmara Municipal, por intermédio da ilustre vereadora Joliane Mota. Referido Título foi aprovado por unanimidade e será entregue ao homenageado, no dia 1º de julho de 2015, em sessão solene que a edilidade tijucana programou para o Palácio Ponto Alto.
Ao conceder o referido título ao advogado e professor Francisco Roberto Rangel, a Câmara Municipal levou em conta, a extensa folha de serviço prestada pelo homenageado nos quarenta e sete anos que ele aportou-se nesta cidade, a considerando como se fosse a sua terra natal, pois ele é natural da cidade de Hidrolândia, do Estado de Goiás.
Para o homenageado Rangel esse título representa o reconhecimento e o coroamento, de uma luta que ele desenvolve nesta cidade a mais de quarenta anos, nas áreas educacional, social, da advocacia e cultural.
Foi professor em quase todas às escolas desta cidade: no Instituto Marden, Colégio Santa Tereza, Colégio São José, Escola Estadual Israel Pinheiro, FEIT, hoje UEMG, na Faculdade de administração de Empresas, hoje FTM, onde foi professor, mas também seu diretor. No campo social – Sócio-fundador do Lions Clube 21 de abril, Sócio-fundador e o primeiro venerável mestre da Loja Maçônica Salim Bittar nº 102 de Ituiutaba e advogado do Clube de Campo Beira Rio. É advogado a mais de trinta e quatro anos defendendo aqueles que o procura com seriedade, com dedicação e muito boa vontade. Desde 20 de janeiro de 2011 é presidente da Fundação Cultural de Ituiutaba, aonde vem realizando um bom trabalho no sentido de engrandecer e enaltecer culturalmente o município.
“Estou muito feliz e realizado, por ser agraciado com esse título de cidadão honorário de Ituiutaba, concedido pela Câmara Municipal, por uma deferência especial da ilustre vereadora Joliane Mota, que demonstrou reconhecimento pela minha luta e meu trabalho desenvolvido em favor de Ituiutaba e também desta nossa região, pois quando eu falo região, é porque, também fui inspetor de ensino junto a Superintendência Regional de Ensino de Uberlândia, respondendo pelas cidades de Capinópolis, Gurinhatã, Ipiaçu, Santa Vitória e Cachoeira Dourada de Minas, nas escolas desses municípios”, ressaltou.
O professor Francisco Roberto Rangel, além de advogado, a trinta e quatro anos, formado pela Faculdade de Direito de Franca, acumula mais três outros cursos superiores, Filosofia-Modalidade Matemática, pela FEIT; Pedagogia com especialização escolar, Faculdade Zé Olímpio de Batatais, e Estatística pela Escola Superior de Estatística do Rio de Janeiro. Além de ser graduado em direito processual penal e direito penal pela Universidade Federal de Uberlândia.
Segundo o professor Rangel, em todas essas conquistas contou sempre com o apoio imprescindível da sua família, pois é casado a mais de cinquenta anos, com a senhora, Neiva da Glória Santos Rangel, com quem têm dois filhos: Marcelo Eustáquio Rangel, advogado e Alexandre Santos Rangel, que forma esse ano, em advocacia. Têm seis netos – Willian, Caio Cesar, Alexandra, Henrique Basílio, Marcelo Filho e Maria Clara.
Para a autora do título, vereadora Joliane Mota conceder esse título de cidadania ao Dr. Rangel, nada mais é que reconhecer, o papel que ele vem exercendo em favor de dessa cidade ao longo dos quarenta e sete anos, em que ele trocou sua terra natal, Hidrolândia/GO, por Ituiutaba e aqui consolidou sua permanência, constituiu família e ao logo desse tempo exerceu muitas atividades, seja como professor, advogado, diretor de clubes de serviço ou como um dos mais entusiastas presidentes que a Fundação Cultural de Ituiutaba já teve e que por sua ação, tem elevado culturalmente, o nome desse município. “Realmente, o Dr. Rangel por tudo o que já fez por nossa cidade é mais do que nunca merecedor dessa nossa homenagem”, disse a vereadora Joliane Mota.

 
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(Ituiutaba, 23 de junho de 2015).

A última Valsa

Saavedra Fontes

 
A voz interior que fala comigo não é a mesma que segreda em seus ouvidos, mais moços do que os meus. A minha fala de coisas antigas, já passadas, mistura saudades e decepções, guarda um tom de remorso e aflições. Confidencio o fato às pessoas mais íntimas e elas me contam que é assim mesmo, que essas coisas acontecem, é um dos sintomas da velhice. Mas me preocupo, pois sinto que se deixar eu vou ficando preso numa redoma transparente, vendo as coisas acontecerem do lado de fora e não podendo sair e participar. Quero ser como o sol, que atravessa vidraças e alcança o seu objetivo, iluminando e aquecendo. Não posso me deixar prender pela ociosidade dos velhos e corto os grilhões que me aprisionam, parto em busca dos sonhos e das ilusões mais tolas, mais simples, mais ridículas.
Hoje, por exemplo, fui pular corda com a minha neta de nove anos de idade. Prevendo uma tragédia ela se recusou a prosseguir na brincadeira. Fiquei frustrado. Depois tive meu momento de glória, quando um vira-lata enfurecido tentou morder as crianças que brincavam, espantando-o com a minha bengala. A sorte é que ele não insistiu, porque se ele o fizesse teríamos levado o pior. Mais tarde ouvindo uma valsa de Strauss que há muito tempo eu não escutava, tomado de entusiasmo exagerado levei minha mulher a dançar comigo. Após a segunda volta uma vertigem me desencorajou. Sentei-me desiludido e decepcionado com o meu desempenho. Tentei uma auto-análise e verifiquei para minha satisfação que eu fazia tudo aquilo não por presunção ou vaidade, mas para me sentir vivo, atuante, capaz.
Todavia Deus é tão generoso, que quando nos vê próximos a nos afogar nos atira uma bóia. A minha veio através de umas palavras incentivadoras. Um amigo se disse admirado de minha agilidade mental aos oitenta anos de idade. Mexeu com o meu ego, fiquei feliz. Mas ainda me atormentava o fato de não poder voltar a dançar uma valsa, rodopiar com a minha mulher amada como nos sonhos, entrelaçando-a pela cintura de forma romântica e cinematográfica. Concluí que eu havia entrado na fase dos meus amigos, a fase do “eu já fui”, eu já fui isso, fui aquilo, já fiz isso, fiz aquilo, não tem jeito mesmo.
Mas querem saber de uma coisa tem jeito sim. Basta deixar que o mundo mágico da fantasia nos eleve ao topo do impossível. Pare tudo. Eu quero e vou dançar uma valsa, nem que seja a última! Retirei da minha coleção o Cd da Orquestra de Viena e joguei no ar A Valsa do Imperador, Vozes da Primavera e Vinho, Mulher e Música. Abri inicialmente uma garrafa de “Coeur De Mediterranée”, sentei-me no sofá deixei-me levar. Após a garrafa seguinte, quando o vinho estava quase no fim eu me vi no meio de um salão enorme, repleto de pares dançando ao som de uma orquestra extraordinária. Eu e ela girávamos inconseqüentes, passando por entre os pares que nos ultrapassavam e em certo momento tive a impressão de voar. Já não bailávamos no salão, mas sobre as nuvens, diante das estrelas, próximo de uma lua maravilhosa. Acordei tempos depois diante de olhares assustados de familiares e a reação pouco romântica de minha esposa, ameaçando-me de que seria a última vez que me deixaria perto de uma garrafa de vinho. Foi uma pena, foi o meu último vinho e a minha derradeira valsa.

Amor exigente em luta permanente

O Grupo Associativo de Apoio AMOR EXIGENTE “Rainha da Paz “realizará no dia 25 às 19h30min horas, na Escola Estadual “João Pinheiro”, em parceria com a Câmara Municipal, uma peça de teatro, com os valores artísticos do Teatro Vianinha. Após a peça, apresentação de magnífica palestra, com o renomado Dr. José Antonio Rissato, voluntário permanente de Apoio ao Amor Exigente. Uma equipe que não se acomoda nunca; busca contínua de soluções em prol do bem comum. Mais uma demonstração do trabalho voluntário desses heróis anônimos, que procuram levar, com a seriedade que lhes é peculiar, muito amor às famílias de pessoas com problemas comportamentais, pelo uso de químicas maledicentes. Essa Associação Benemérita e Bendita desempenha papel preponderante e considerável de educação, informação, aconselhamento, procurando nortear vidas e sentimentos, reerguer e amparar, dentro de muito equilíbrio, sustentabilidade e principalmente solidariedade com os que sofrem e são desprovidos de reações necessárias. Sabe-se perfeitamente que a caridade vem de cima para baixo, e a solidariedade é um sentimento que parte de coração para coração; é vivenciar o que o outro sente. A luta travada há anos, pela querida Ziná, precursora e pioneira desse ministério, é algo significativo; uma equipe fabulosa que a seu lado, dividem alegrias, responsabilidades, preocupações e comemorações… Os benefícios produzidos e espalhados são incontáveis e dignos da maior relevância. Aplausos, muitos aplausos, a esses voluntários solidários, que de forma coesa e determinada, se doam e abraçam uma “causa que é sua…” Na continuidade do tempo, muitos resultados podem ser apurados, muitos corações transformados, muitas dores sanadas…E muitos corações esperançosos que aguardam ansiosos pelo melhor… Quem são os voluntários ?! Em sua grande maioria, os mesmos, sempre!… Ao enumerá-los, corre-se o risco de esquecer algum… Ato imperdoável com certeza, se bem que não fazem questão nenhuma de aparecerem…
Participar e prestigiar eventos dessa natureza é quase uma obrigação para àqueles que se identificam com causas nobres…

 
Adelaide Pajuaba Nehme
Acadêmica da ALAMI

Do perdão

Whisner Fraga é escritor.

Naquela época, o Brasil vivia uma crise e minha família também. Com o divórcio, minha mãe, uma dona-de-casa esperta e temerosa, tentava sobreviver. Da separação ficara com uma casa razoavelmente grande, que alugava. Tinha uma pequena renda, oriunda dessa locação e da pensão de um salário mínimo ao mês. Como morava apenas com meu irmão, não precisava de um imóvel tão grande, de modo que ambos locavam um apartamento de dois quartos.
Minha mãe é uma pessoa muito correta, de forma que prefere sacrificar o que for possível e o que não for para não ficar devendo a ninguém. A família que habitava a casa dela não era rica, mas os parentes sim. Era um irmão o responsável por todas as despesas deles. A coisa ia razoavelmente bem, a não ser pelos constantes atrasos no pagamento. Os milionários não eram pontuais na liquidação de suas dívidas.
Minha mãe, acostumada, explicava para o Enio da farmácia, para o Sebastião do mercado e para o Vilela, do varejão. Todos entendiam que a senhora era uma boa pagadora e que um dia receberiam o que vendiam fiado. Só que um dia a coisa degringolou. O locatário atrasou quatro meses seguidos. Recebi um telefonema da velha, se eu não podia ajudá-la. Financeiramente não. Naquela época eu mal tinha para a comida. Vivia da ajuda do pai, de bolsas da universidade e de pequenos trabalhos para os colegas.
Logo ela esclareceu que queria outro tipo de força: que eu ligasse para o Fulano riquíssimo e tentasse resgatar o que ele lhe devia, de preferência com juros. Então telefonei para a casa do senhor e quem atendeu foi a filha dele. Pedi a ela que chamasse o pai e ela perguntou qual seria o assunto. Adiantei o expediente e fui humilhado ali mesmo, virtualmente. Que eu não sabia com quem estava falando, que a família dela não era afeita a calotes, que ela iria me processar, que eu não era ninguém, que ela era isso e aquilo e muito mais e assim por diante. Inexperiente, me rendi aos aparentes fatos e decretei o fracasso a minha mãe.
Lógico que a vontade que tinha era de ir lá e tirar tudo a limpo. Se fosse hoje, a coisa não ficaria assim. Mas como não desejo mal a ninguém, só espero que a família tenha se ferrado aí pela vida afora e ficado pobre graças a algum investimento malfeito. Mais do que isso seria maldade. Hoje eu entendo que o que aquela moça fez é parte de uma cultura machista que ainda está tão em voga e que tem como objetivo simplesmente humilhar os mais fracos.
Voltei para meu curso de engenharia, chateado porque naquele momento experimentava a maldade e a falta de solidariedade típicas do ser-humano. Minha mãe passou por aquela, conseguiu quitar suas dívidas, um pouco, paradoxalmente, graças à boa-vontade dos comerciantes da cidade. E nesse momento experimentei também a benevolência e o altruísmo típicos do ser-humano. E descobri que a vida é injustiça e perversidade, mas também mistério e clemência, como deve ser.