Vem aí a 34ª Semana do Livro Espírita “Jerônimo Mendonça Ribeiro”

“O céu e o inferno: 150 anos de esperanças e consolações”
Livro Justiça Divina – (Emmanuel – Chico Xavier)
Numa realização da Aliança Municipal Espírita de Ituiutaba, vem aí a 34ª Semana do Livro Espírita (Feira do livro Espírita de Ituiutaba), de 06 a 11 de abril de 2015, na Praça Adelino Carvalho Vilela (Praça do Fórum), e importantes palestras na sede UMEI – União da Mocidade Espírita de Ituiutaba, contando com a participação dos seguintes expositores:

34ª Feira do livro Espírita de Ituiutaba (1)
Dia 06/04 – Segunda-feira
Tema: A Justiça de Deus no destino humano
Expositor: Dr. Manoel Tiburcio Nogueira
Dia 07/04 – Terça-feira
Tema: O Céu e o Inferno: 150 anos de esperanças e consolações
Expositor: Eduardo Zempulski – Goiânia
Dia 08/04 – Quarta-feira
Tema: A busca da paz em família
Expositora: Rosa Maria Guerra Diniz
Dia 09/04 – Quinta-feira
Tema: Céu e inferno: mito ou verdade
Expositor: Walter Mendes de Souza – Monte Alegre de Minas
Dia 10/04 – Sexta-feira
Tema: Bem aventurados os misericordiosos
Expositora: Márcia de Oliveira França Franco
Dia 11/04 – Sábado
Tema: Vida e consciência
Expositor: Aluízio Elias – Uberaba
Contando com o apoio da assessoria de imprensa da Fundação Cultural, a Aliança Municipal Espírita de Ituiutaba, convida a todos para participar da 34ª Feira do Livro Espírita e assistir às palestras que serão proferidas, por profundos conhecedores da Doutrina Espírita, na sede da União da Mocidade Espírita de Ituiutaba (UMEI), situada na Avenida 21, nº 389 – centro.
Todas às palestram iniciam às 20 horas. Participem!..

 
Saiba mais sobre Ituiutaba, acesse: www.portalituiutaba.com.br
(Ituiutaba, 31 de março de 2015)

Responsabilidade política

Nossa espécie, a do homem hodierno, é considerada homo sapiens sapiens. Ou seja, duplamente sábio. Isso já está provado por nossa trajetória no planeta, pois criações as mais diversas é o que temos feito até hoje. Inventamos a roda, e como isso tem nos servido. E a eletricidade, o telégrafo, telefone, internet, vacinas e remédios aliviando tantos males. E temos aprendido muito. Aprendemos a voar como os pássaros, aprendemos a nadar como os peixes, pena que ainda não aprendemos a conviver como irmãos. Muitos homens usam sua sapiência só em prol de si mesmo. Egoisticamente manipulam o conhecimento, gananciosamente vivem para alimentar sua ambição, que não tem limites.

Não devemos esquecer de que vivemos na polis, portanto somos cidadãos (no grego politikós). Vivemos nessa aldeia, hoje global, portanto temos responsabilidades com ela. Responsabilidades de grandeza diretamente proporcional à função que aceitamos assumir. Mas desde quem recolhe o lixo até quem dirige os destinos do país, são todos igualmente importantes para o sucesso coletivo.
O conceito de responsabilidade abrange mais de um significado, mas vamos nos ater àquele que exige preocupação com o grupo e por isso mesmo se mune de importante característica ética. Vamos, assim, entendê-lo como a ação prudente, razoável e coerente com as expectativas do cargo ou função assumida na comunidade. O agente político, (cidadão detentor de um cargo eletivo) por exemplo, não deve se sentir um profissional público, mas um servidor da comunidade, com tempo pré-determinado para que possa e deva dar lugar a outro. A perpetuação no poder pode criar vícios que minam a natureza da responsabilidade. Vejamos o que diz a esse respeito CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO in Curso de Direito Administrativo”, Malheiros Editores, 10ª edição, 1998, pág. 151 e 152): O vínculo que tais agentes entretêm com o Estado não é de natureza profissional, mas de natureza política. Exercem um munus público. Vale dizer, o que os qualifica para o exercício das correspondentes funções não é a habilitação profissional, a aptidão técnica, mas a qualidade de cidadãos, membros da civitas e por isto candidatos possíveis à condução dos destinos da Sociedade”.
Assim, não se pode admitir um agente político, administrando o público com características privadas. Ou seja, usando da coisa pública em benefício próprio, atitude que o impedirá de ser transparente, acabando por mesclar as informações com meias verdades. Além, disso, a comunidade, com a responsabilidade fiscalizadora, fica impossibilitada de emitir uma avaliação segura e correta sobre a conduta do gestor público. Essa visão opaca da gestão pública, oriunda da malversação do agente político, inibe por sua vez, a simpatia com a ciência política e recrudesce cada vez mais a ojeriza aos políticos de um modo geral.
Entendo que muitos homens inteligentes administram nossas vidas, mas entendo também que só a inteligência não basta, é preciso ainda que sejam sábios. E isso me lembra Francis Bacon, que disse: “Não há equívoco maior do que confundir homens inteligentes com sábios”.

 
José Moreira Filho
moreira@baciotti.com
CP: HD – FCI/ALAMI – março/2015

O dia em que a humanidade perdeu a razão

Whisner Fraga é escritor. Contato: whisnerfraga@yahoo.com.br

 
Eu não defendo que as pessoas devam tentar fazer tudo com amor. Nada mais utópico. Com amor nem sexo se faz mais. Também não professo que se faça tudo com profissionalismo, porque é sofrer à toa. Profissionalismo acabou por se tornar algo muito vago, entre a luta por direitos e as necessidades do mercado. Nesse meio tempo encontram-se a briga pela sobrevivência e o mínimo de conforto.
Mas talvez seja importante um pouco de bom senso no exercício do trabalho. E de esforço. Ainda não estou certo se o ser-humano perdeu o senso ou o cérebro. Levamos Helena a um laboratório, para um exame de sangue. Duas enfermeiras despreparadas para o atendimento infantil nos receberam. Helena não gostou de nenhuma, pois a trataram como se fosse adulta. Lógico, aí ela agiu como criança: fez birra, chorou, gritou, esperneou. Nada a fazia ir até a sala de coleta. Até que, muito tempo depois, muito tempo, a convenci a respeito do exame e a levei no colo. Ficamos lá na sala esperando, eu, Ana e Helena, por vários minutos, torcendo para que a menina não voltasse atrás em sua decisão.
De repente, chegaram as duas enfermeiras, nitidamente estressadas com a reação de Helena. Minha filha se sentou em meu colo, estendeu o braço, mas quando uma delas pegou em seu pulso, ela rapidamente a repeliu. Não queria ser atendida por nenhuma delas. Achei que caberia um pouco de conversa, mas, certamente acostumadas a outro tipo de criação, esperavam que déssemos uma bronca na menina ou mesmo que a forçássemos a estender o braço.
Então, uma das enfermeiras começou um sermão, que não sabíamos o quão difícil era tirar sangue de criança, que o médico dela havia pedido vários testes e que seria necessário muito sangue, que era complicado pegar a veia de criança e assim por diante. Que a vida dela (enfermeira) não era fácil, pois ela ia sair dali para fazer um Papanicolau. Mais um pouquinho e começaria a reclamar do salário e das horas que levava de casa até o trabalho. Reclamações muito justas, mas provavelmente fora de hora.
Já estávamos todos nervosos, Helena jejuando há dez horas e ainda tivemos de ouvir aquilo. Saí imediatamente da sala, resmunguei que era difícil ser pai (não por Helena, óbvio, que é uma menina maravilhosa, mas por ter de escutar aquele tipo de asneira, como se a culpa fosse nossa e acriança uma mimada) e, para que eu não começasse a xingar as duas, contei até dez. Na calçada, liguei para minha esposa e falei para que fôssemos embora imediatamente. Em casa, me lembrei de um vídeo de um enfermeiro tirando sangue e gargalhadas de uma criança, que viralizou no youtube. Fiquei com inveja daquele pai todo bobo de tão contente por ter tirado a sorte grande indo a um hospital com profissionais de bom-senso.

 
CP: HD – FCI/ALAMI – março/2015

ALAMI Homenagem a escritora Valnice Pereira

Enio Ferreira
Reunidos em Assembleia Geral os acadêmicos da ALAMI, entre outros relevantes assuntos, aprovaram os regulamentos dos concursos para 2015: Concurso Contos do Tijuco, já em sua 10ª edição e o Concurso de Poesias 20 de Outubro “Regina de Souza Marques Almeida” na 3ª edição, ambos de caráter nacional.
Foi aprovada, também, a criação do jornal digital online da ALAMI que será editado em forma de Boletim Mensal, distribuído através de e-mail, com importantes matérias de valorização da Literatura e trazendo informações da Academia. O Boletim terá a supervisão do acadêmico, jornalista Ricardo Abalem.
Para a edição de livros a ALAMI buscará parceria com a Fundação Cultural de Ituiutaba.
O 10º. Concurso Contos do Tijuco “Valnice Pereira” homenageia a escritora, da qual apresentamos uma breve biografia.
Valnice Pereira nasceu em 1955, na cidade de Santa Vitória e mudou-se para Ituiutaba com seis anos de idade, de onde nunca mais saiu. É filha de Augustinho Pereira da Silva e Valnira Maria da Silva. Formou-se em Pedagogia, especializou-se em Educação Infantil pela Universidade do Estado de Minas Gerais e atua como professora do ensino fundamental. Escritora, com seis livros publicados e participação em várias antologias. Publica contos e poemas nos jornais locais. Seu primeiro livro foi “Lurdinha Varredeira — A pureza da loucura”. Como autodidata, compôs o hino da escola Bias Fortes. Compôs, também, uma Tabuada Cantada que gravou em CD. Publicou três livros escritos por seus alunos como forma de incentivá-los. É acadêmica da ALAMI — Academia de Letras Artes e Música de Ituiutaba —, ocupando a cadeira 51, cujo patrono é o Dr. Álvaro Brandão de Andrade. Participou da “Antologia de Contos” (ALAMI, 2005), com o conto “Flor-de-murici”, e da “IV Antologia de Poetas de Ituiutaba” (ALAMI, 2006). Lançou o livro de contos “Do outro lado da ponte” (2006). Em 2006 teve dois dos seus contos classificados entre os dez melhores do 1.º Concurso Contos do Tijuco “Agesípolis Fernandes Maciel”, da ALAMI, e em 2007, no 2.º Concurso Contos do Tijuco “Altair Alves Ferreira”, outro conto seu foi selecionado e será publicado na antologia de mesmo nome, em 2008.

 
CP: HD – FCI/ALAMI – março/2015

Valores espirituais em evidência – Momento oportuno

Nesse período em que se vivencia acontecimentos idos, o retorno ao passado se processa de forma automática. Queira ou não” Alguém morreu pela humanidade”… “Alguém deu exemplo de humildade, de amor ao próximo…” Não se pode esquecer jamais de fatos notórios, que deram início a tudo… Em plena Semana Santa o Rock “paulera” a todo vapor… Resquícios das festas de Momo… Que mundo é esse meu Pai?! Não se trata de conservadorismo, de pessoas pudicas, nem falsos cristãos… Apenas um pouquinho de respeito. As diferenças acentuadas em termos de valores e de épocas é também expressiva. Infelizmente o povo não descobriu que os sentimentos sagrados, devem fazer parte do dia a dia, devem caminhar juntos com recreações, pelo menos uma vez no ano… Todo ser humano tem mãe, tem pai, tem filho… O mundo segue seu ritmo dentro da normalidade que o sistema estabelece. Novos tempos, novos costumes, dão vazão a tudo que ai está… Sinal dos tempos, já diziam nossos pais. Não se trata de reviver eras remotas, em que o mal também preponderou… Trata-se da Vida e Crucificação de um Rei Absoluto, Único, que só pregou o amor… Um Rei que nos brindou com a terra, com a água, a luz, o oxigênio, a natureza em sua totalidade, e principalmente com a vida para “curtir” baladas, rock, funk e tudo o mais… Para cem dias de Carnaval, uma semaninha para reflexão, não significa muito… (orações e agradecimentos). Será que só aqueles que sofrem se lembram de Deus?! Do Deus misericordioso que também perdoa…?! Seguir em frente, tentando repassar valores às novas gerações é papel de todo aquele que se preocupa com o outro. Há jovens também, conscientes, nesse movimento voluntário, para salvar os habitantes do planeta. O preço do bacalhau de peixes nobres, de vinhos de safra passada, continuam caros, fora do alcance de muitos… Não deve ser a preocupação maior…! Espero que não confundam respeito com saudosismo, ou coisas de velhos… Respeito sempre foi bom e todos gostam… Carnaval, Rock, e muito mais, devem continuar, inclusive fez parte de gerações passadas. Sempre foram bem vindos… Principalmente sem consequências trágicas… Que todos aproveitem a Santa Semana, ao orar, louvar e glorificar o Rei da Humanidade… O mínimo que se pode fazer… Feliz e Santa Páscoa para todos!

 
Adelaide Pajuaba Nehme
Acadêmica da ALAMI
CP: HD – FCI/ALAMI – março/2015

“Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco” (60)

Antes era difícil, homens não podiam chorar. Agora é o extremo, homens chorando demais, melosos e dengosos irritando as verdadeiras fêmeas que não querem ser novas mamães de marmanjos inseguros. (Ciberpajé)

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As pessoas destroem nelas os aspectos positivos de serem crianças e mantêm os negativos. Perdem a curiosidade, a espontaneidade, a leveza, a intensidade; e mantêm as birras, o medo, a necessidade de serem paparicadas e bajuladas. (Ciberpajé)

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Para o cosmos infinito a estupidez da espécie humana, ao encurtar a dádiva de sua existência destruindo o seu meio ambiente, não tem nenhum significado. Outras espécies terão suas licenças poéticas astrais para nascerem em recônditos belos e inóspitos do universo. O fluxo segue, o tempo inexistente é a serpente picando o próprio rabo. (Ciberpajé)
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Observo atônito as guerras, elas destroem, corrompem, aniquilam, produzem efeitos nefastos que se alastram, energias negativas que apodrecem as almas e os corpos dos seres. Não falo das grandes guerras entre nações, dogmas religiosos e ideologias. Trato sim das guerras diárias, dos filhos que odeiam os pais, dos vizinhos que desejam a morte do homem da casa em frente, dos colegas de trabalho que apunhalam os outros pelas costas por uma promoção ridícula, do torcedor que atira ou vilipendia o adversário, dos estrategistas bélicos de quintal que armam ciladas para seus familiares em questões de herança e bens que nem suaram pra adquirir, dos pretensos intelectuais que vivem envolvidos em suas verborrágicas e estéreis guerras de ego. 99% da humanidade está cotidianamente envolvida em alguma dessas guerras, por isso as grandes guerras são apenas um reflexo das pequenas egrégoras de ódio que permeiam o cerne da espécie. Interrompa suas pequenas guerras, não alimente ódios, todos somos um só ser, quando você odeia alguém, odeia a si mesmo. Ame-se! (Ciberpajé)
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Para aqueles que duvidam que eu sou um DEUS, eu insisto, amem-se, mergulhem em seus abismos, descubram-se, desvelem-se, vocês também são DEUSES! (Ciberpajé)
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Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG. Acadêmico da ALAMI, possui obras premiadas nas áreas de arte e tecnologia, performance e histórias em quadrinhos.

CP: HD – FCI/ALAMI – março/2015

Aprenda pintar, na oficina de pintura em tela e madeira, da Fundação Cultural de Ituiutaba

Descubra o artista que existe dentro de você e aprenda uma profissão que lhe proporciona status e ajuda assegurar o seu futuro. Aprenda a pintar em tela e madeira, na oficina do Espaço Cultural Benedito Santana. Torne-se um artista plástico. Faça hoje mesmo a sua inscrição e seja um grande profissional das artes plásticas.

Pessoas de ambos os sexos interessadas em aprender pintura em tela e madeira, deverão fazer suas inscrições no Espaço Cultural Benedito Santana, no horário das 8h às 11h e das 13h às 17h30.

Alunos na oficina de pintura em tela e madeira. Foto ilustrativa

A artista plástica, Mara Rúbia que ministra a oficina de pintura em tela e madeira, lembra que qualquer pessoa pode se tornar um grande profissional nesta área, basta apenas deixar fluir a sensibilidade que existe em qualquer pessoa. Oficina de pintura em tela, madeira e Reciclagem, pode ser assimilada por pessoas de todas as idades: crianças, adolescentes, meia idade, adultos e da terceira idade.

Pintar significa, à técnica de aplicar com sensibilidade tinta líquida, pastosa ou em pó a uma superfície, a fim de colori-la, atribuindo-lhe cores, tons e texturas.

“Qualquer pessoa pode dominar a técnica de pintar, basta deixar fluir as emoções e transmitir para tela a sua imaginação”, disse Mara.

A artista plástica está ministrando oficina de pintura, em tela e madeira, nos seguintes dias e horários:

Pintura em Tela – para crianças, de 7 até 11 anos, as quartas e sextas-feiras – das 9h às 10h15 e das 15h às 16h15 (Salão);

Pintura em Madeira e reciclagem – Quartas e sextas-feiras, das 13h30 às 14h55 (Salão).

Faça a sua inscrição. Maiores informações no Espaço Cultural Benedito Santana, na Rua 24 com 19 e 21, nº 1342, fone (034) 3261-4113 – Centro.

Saiba mais sobre Ituiutaba, acesse: www.portalituiutaba.com.br

(Ituiutaba, 27 de março de 2015).

 

 

Triste e melancólico final de semana sem Dr. Noé…!

Partida muito sofrida e condoída… Muito sentida mesmo…! A cidade em sua totalidade demonstrou sentimentos nobres pela perda irreparável desse jovem tão carismático e envolvente que a todos cativava, pela forma de ser. Embalamos por todo tempo, muitas esperanças, aguardando sempre pelo melhor… Profissional competente, ser humano fabuloso, amigo muito querido, de uma beleza interior imensurável; equivalia-se à exterior… Generoso ao extremo, principalmente com carentes… Bastava um telefonema, e recebíamos as coordenadas… Quantas pessoas encaminhadas… Brindava-nos sempre com sua presença agradável e marcante, mesmo depois dos problemas… Eram trocas de idéias, sempre recobertas de esperanças, até se recolher ao leito novamente… As notícias sempre chegavam… As orações também, e ele sabia e agradecia… Noé enfrentou luta ferrenha, porém com ele, além dos familiares os amigos que o queriam muito… Partiu, porém para os braços do Criador… Sem a sensação de sofrimento e de dor… Livre como um pássaro, e desfrutando de muita paz… Do sono profundo, acordou para a vida eterna, e com os anjos já povoa o espaço celestial. De onde está enviará forças para seus familiares tão queridos. Deixa o planeta terra muito jovem, porém sua capacidade criadora e renovadora, seus feitos ficarão na lembrança daqueles que sempre o amaram… Jamais será esquecido… A aceitação faz parte da Fé, dos Dogmas Divinos, e quem os vive encontra sempre a consolação… Rogamos ao Criador, que renove as forças de sua família, em especial de seus pais, que de forma perfeita educaram e os conduzem. Não temos dúvidas em reafirmar, que o querido Noé já esta se beneficiando das mordomias e belezas do paraíso, pelo bem que prestou à humanidade dentro de uma postura digna, criteriosa e muito generosa.
A homenagem carinhosa de toda nossa família, a esse ser tão especial, e tão querido…

 
Adelaide Pajuaba Nehme
CP: HD – FCI/ALAMI – março/2015

O passado e o progresso

A muitos anos atrás existiam estradas de terra batida, depois surgiram os primeiros Arrais sem estruturas e planejamento. Mesmo assim foram crescendo e tornaram cidades, muitas até hoje sem estruturas, sem asfalto, mas sobrevivem.
Ituiutaba, ah… Ituiutaba que convivo há cinquenta anos, as primeiras moradias eram simples, de pau pique no Bairro Natal, chão batido, fogão de barro, mas tudo muito limpo, pois, minha mamãe sempre fora muito organizada. Muitas vezes mudávamos, e sempre morávamos em ruas de terra batida que era varrido e catado o lixo todos os dias “ordem da mamãe”. Desde esta época ela já nos ensinava o cuidado com o lixo
Foi até que meus pais resolveram mudar de vida e compraram uma pensão no centro da cidade e lá se foi a família Marques tentar novas experiências. A rua já era calçada de paralelepípedo.
Aliás, muitas ruas eram calçadas assim, até as praças de pedrinhas trabalhadas enfeitavam a cidade.
Como foi bom ver o crescimento de Ituiutaba, o progresso chegou e o passado foi ficando nos registros históricos, pois, para existir melhorias, prosperidade, é necessário que as coisas modifiquem daí as mudanças necessárias para que Ituiutaba tomasse um novo rumo, aspecto de uma nova cidade, ruas com veias negras sinalizadas enfeitavam a metrópole ituiutabana, e eu tenho muito orgulho de fazer parte desta história. De poder falar dela de peito cheio de emoção.
Lembro-me da avenida quinze, onde tomávamos sorvete depois da primeira sessão do cine Capitólio, as voltas que dávamos no quarteirão paquerando os meninos, tudo era mágico, adolescência idade de sonhos. Quanta saudade!
Hoje, já com idade para contar histórias vejo uma Ituiutaba enorme, casas nos mais inusitados lugares, famílias abrigadas, parques, CEU, praças, enfim,,, infinitas benfeitorias faz de nossa cidade uma cidade melhor parta se viver.
Não sou política, sou um ser politizado que ama a sua cidade e reconhece o que está sendo feito de bom para todos nós.
Parabéns as lideranças de Ituiutaba que no silencio do discurso alienado faz a diferença. Parabéns Dr. Luiz Pedro e Equipe!

 
Que Deus abençoe a nossa terra amada.
Esta foto me sensibilizou, portanto, o motivo deste texto.
Av. 15 com ruas 20 e 18 recebendo massa asfáltica, uma glória,
CP: HD – FCI/ALAMI – MARÇO/2015

Velha amizade

Whisner Fraga é escritor. Contato: whisnerfraga@gmail.com

 
Parece ser corriqueiro, acontece com todos: dormimos um dia, trabalhamos no outro, almoçamos, resolvemos problemas, buscamos os filhos na escola e, de repente, se passaram quinze anos. Nessa brincadeira desfilaram prefeitos, governadores, deputados, presidentes e nos posicionamos segundo nossa cultura e nosso interesse. Amigos vêm e vão e nossa preocupação se concentra mais na família e nos colegas de trabalho. Nossos círculos se estreitam, esquecemos temporariamente os companheiros da infância, perdidos, como zumbis, no cotidiano.
Naquele dia meu amigo Joãozinho chegaria a São Paulo e combinamos que eu passaria mais tarde no hotel onde se hospedara. Nós, humanos, sempre falamos sobre o valor da amizade, mas o fato é que, depois de um certo tempo, parece que pregamos para paredes e as paredes somos nós. Talvez seja a correria da capital, o cansaço, não sei. É como se não tivéssemos mais toda aquela disposição para cultivar as amizades. Então se passaram quinze anos, talvez, sem que nos encontrássemos, nós, que fomos como irmãos na infância.
Continuamos irmãos, é claro. Considero Dib, Merched também minha família. Não canso de dizer que parte de minha educação me foi passada por essa família libanesa, que tanto me ensinou. Aprendi com eles o amor aos animais, o respeito ao mais velho, a reverência à cultura de seu país, o apreço ao trabalho, à justiça. Aprendi muito mais e não tenho receio de dizer que parte do que me tornei devo a eles.
Fomos para um restaurante e lá, é óbvio, nos lembramos de como foi uma parte de nossas vidas. Não com aquele saudosismo doentio, mas com alegria. É bom encarar o passado como o que ele é: algo que passou e que deve ficar lá mesmo, para pesquisas eventuais. Muito do que passamos se perdeu: pessoas morreram, sumiram, foram tragadas por suas urgências, mas de alguma maneira ainda estão lá, no que viveram conosco.
Mas nada parecia superar as lembranças sobre futebol. Acordávamos às cinco da matina para jogar bola. Quando acordávamos, é claro. Muitas vezes eu não conseguia e chegava às sete, oito, para a pelada. Batíamos bola durante 8 horas seguidas, debaixo do sol escaldante de Ituiutaba. O Sílvio, diretor da escola Polivalente, amante do futebol, incentivava. Era sábado e ele nos deixava entrar – os colégios eram mais abertos à comunidade do que são hoje.
Ainda jogo. Dois dias por semana alguns colegas se reúnem aqui para uma pelada. Claro que aguentamos correr apenas uma hora, no máximo. Não temos mais aquele pique da pré-adolescência. Naquela quarta faltei ao compromisso para jantar com meu amigo. O futebol da memória foi mais empolgante do que o verdadeiro. Ficamos lá por horas, cada qual se lembrando de episódios daqueles anos 1980. Parecia que éramos vizinhos novamente e que as madrugadas de sábado seriam reservadas para as peladas no Polivalente.

 
CP: HD – FCI/ALAMI – março/2015