IX Concurso Contos do Tijuco “JACI DE ALMEIDA”

A L A M I
Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba.
Entidade de utilidade publica municipal – lei 3896.
alamiacademia@yahoo.com.br
www.alami.xpg.com.br

IX Concurso Contos do Tijuco
“JACI DE ALMEIDA”

.Regulamento

1 – A Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba – ALAMI – promove o IX Concurso Contos do Tijuco, uma atividade de caráter literário e cultural sem fins lucrativos, que nessa edição homenageia o saudoso Jaci de Almeida – gráfico.

2 – Poderão inscrever-se escritores de qualquer nacionalidade (desde que o conto seja escrito na língua portuguesa). A inscrição implica na concordância automática com todas as cláusulas desse regulamento.

3 – O conto deverá ser em língua portuguesa, inédito e apresentado em quatro vias digitadas em corpo 12. Cada participante poderá inscrever apenas um conto, sem limite de páginas e sem restrição quanto à forma e ao conteúdo. O concorrente é único e inteiramente responsável por garantir que seu conto seja inédito, sendo responsável, civil e criminalmente, em caso de plágio.

4 – O conto deverá ser enviado em um envelope grande e lacrado, identificado na frente com o nome do concurso. Dentro deste envelope os concorrentes deverão enviar um envelope menor, também lacrado, identificado na parte externa apenas com o título do conto e o pseudônimo utilizado e este envelope menor deverá conter uma folha com os seguintes dados: – nome do conto e pseudônimo, nome completo do autor, e-mail, telefone para contato e pequena biografia.

5 – O prazo para a inscrição termina, impreterivelmente, no dia 31 de outubro de 2014, valendo a data do carimbo do correio. Enviar a inscrição para o seguinte endereço:

ALAMI – Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba –.
Avenida Três, entre Ruas 18 e 20 nº 240 – Casa da Cultura -
Ituiutaba –MG – CEP 38.300.160.

6 – Os contos serão julgados por uma Comissão Julgadora formada por três membros, de notória competência na matéria, não pertencentes à ALAMI.

7 – Ao autor do conto premiado será oferecido como prêmio a quantia de R$400, OO (quatrocentos reais) e certificado e livros da biblioteca da ALAMI.

8 – O conto premiado será publicado no blog da ALAMI – solardaliteratura.blogspot.com.br – e outros sites literários que prestam serviços de divulgação de concursos de contos. A Comissão poderá selecionar mais nove contos, sem classificação, para possível publicação em livro.

9 – O resultado do concurso sairá numa data bem próxima do dia 11 de dezembro de 2014 ou, imediatamente ao término dos trabalhos da Comissão Julgadora. O resultado do concurso será divulgado no blog: www.solardaliteratura.blogspot.com.br – e outros sites literários que colaboram com a ALAMI na divulgação de concursos de contos.

10 – A entrega do prêmio ao ganhador do Concurso e a entrega do “Certificado de Participação” aos autores dos nove contos selecionados será em data a ser informada. – pelo telefone ou e-mail -.

1 – Poderá a Comissão Julgadora deixar de outorgar o prêmio se avaliar que a ele nenhum dos contos faz jus. (não haverá devolução dos contos recebidos, que serão incinerados logo após o julgamento).

12 – Poderá a ALAMI publicar um livro com o conto vencedor e os nove contos selecionados pela Comissão Julgadora.

13 – As decisões da Comissão Julgadora são irrecorríveis.

14 – Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela ALAMI

Ituiutaba, 1º de Agosto de 2014.
Comissão Organizadora:
Regina de Souza Marques Almeida – Coordenadora de Concursos-
Membros:
Sonone Luiz Vilela Junqueira
Adelaide Pajuaba Nehme
José Moreira Filho
José Maria Franco de Assis
Enio Eustáquio Ferreira

CP: HD – FCI/ALAMI – agosto/2014

 

Quando um homem chora

Saavedra Fontes

 

Moro em Ituiutaba há mais de 30 anos. Nesse período passaram pelo meu portão centenas de pobres excluídos, vítimas da crueldade do vício. Traziam no corpo e na alma as cicatrizes próprias do álcool e das drogas, escravos que eram da dependência. Muitos pelo dó que me causaram deixaram os nomes e as imagens só não deixaram saudades. Acho que foi melhor partirem do que suportar a vida que levavam. Eu não conseguia fazer muito por eles, atendia-lhes no que fosse possível, mas nunca deixava de lhes dar uns trocados ou um prato de comida, roupas usadas, cobertores, agasalhos, calçados, o que possuía na ocasião à disposição. Mas notei nesses anos todos que mais apreciavam a atenção que eu lhes dedicava do que qualquer outra coisa. Muitos se sentiam orgulhosos quando eu lhes estendia a mão devolvendo o cumprimento amigável ou lhes ouvia pacientemente as queixas. Reginaldo, alegre e fanfarrão tinha consciência de que seu destino seria trágico e não se entristecia por isso. Fabinho, que chorava diante das palavras de consolo não dava provas de remorso e mais um número enorme de pobres desconhecidos. Nenhum deles foi santo, sei bem disso. Mas eram Seres Humanos e poderiam ter levado uma vida diferente com a sorte e a oportunidade que não veio, porque uma vez o vício instalado é difícil erradicá-lo de certas pessoas. Entretanto nunca chorei por eles.
Mas hoje não consigo evitar a tristeza imensa que me invade, quando um novo tipo de pedinte me aparece sempre às sextas-feiras, dia de se drogarem suponho. Trata-se de uma mulher moça ainda, mas consumida em suas feições pelos estragos causados pelo “crack”. Não choro por ela, mas pela filha que traz consigo. Criança inocente levada em via-sacra pelos caminhos da depravação. Prostituindo-se para atender os apelos de sua dependência química, entregue à sua sorte através justamente daquela que tem por obrigação protegê-la. Faz algum tempo que não vejo mais as duas juntas. Talvez a criança, que aparenta ter de onze a doze anos de idade, tenha sido levada pelo Juizado da Infância e Juventude e entregue a um futuro melhor, não sei. Tomara que sim, pois foi um dos quadros mais triste da minha vida ver as duas perambulando pelas ruas de Ituiutaba, entregues a um destino cruel. Fabinho morreu assassinado e Reginaldo talvez de overdose ou de uma das muitas infecções malignas que existem por aí.
Quando vi essa menina pela última vez na companhia da mãe, não pude evitar as lágrimas pela revolta que se apossou de mim. Pois os seus olhos eram de uma criança triste, pareciam pedir o socorro que não vinha nunca, uma vez que paspalhos como eu não têm condição de agir e não sabem como fazê-lo. Penitencio-me pela autopiedade que se apossou de mim, tentando convencer-me de que a fragilidade de uma idade avançada pode oferecer-me a redenção. Talvez um dia, estando ainda vivo, eu possa reconciliar-me comigo mesmo e afastar o remorso de um crime que não cometi, mas pela omissão de não ter conseguido atender aquele olhar sofrido de uma criança maltratada e infeliz. Hoje eu sei que nada poderia fazer a não ser escrever uma crônica a respeito. Quem sabe alguém possa mais do que eu, vendo aquele olhar infantil carregado de mágoas, inspirado por Deus a encontre e a salve de uma vida miserável.

 

CP: HD – FCI/ALAMI – agosto/2014

“Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco” (28)

 

“A Droga das Drogas”! A droga mais potente, viciante e nefasta é
incentivada pelo governos globais, é liberada e começa a ser utilizada
ainda na primeira infância. Esqueça cocaína, heroína, álcool e
substâncias similares, elas não são nada perto do poder viciante e da
reação devastadora na química cerebral e na psique dos usuários da
droga aqui em questão. O seu uso contínuo gera um vício praticamente
impossível de ser curado e causa um torpor insano e idiotizante em
todos os que dela fazem uso, o vício é tão forte que eles passam a
dedicar integralmente suas vidas para essa droga. E ela é utilizada
pelos signatários do poder monetário, estatal e até religioso como
meio eficaz de controle absoluto das massas. Aldous Huxley e George
Orwell jamais imaginaram em suas obras ficcionais sobre totalitarismos
que pudesse surgir uma droga tão eficaz, tão cruel e devastadora da
humanidade. Essa droga maligna possivelmente será a razão do fracasso
e destruição de nossa espécie ; e ela conta com traficantes poderosos
a serviço das multinacionais e dos estados nacionais. Traficantes com
poderes de sedução e convencimento jamais vistos. Esses traficantes
têm acesso irrestrito à todos os meios de comunicação do planeta,
recebem cachês milionários para divulgar a droga e conquistar
multidões. Esses traficantes são chamados publicitários e a droga
nefasta, o consumo. Bilhões de adictos passam 24 horas do dia sonhando
e imaginando o que comprarão, os mais miseráveis sonham com produtos
menores/mais baratos e se comprometem com dívidas escravizantes de
anos e anos para pagá-los, invejando os viciados com maior poder
financeiro que podem comprar gadgets mais caros – com efeito
extasiante maior – e consumir quase que diariamente. O efeito causado
na psique dos viciados ao comprarem algo novo é quase mágico, se
sentem efusivos, felizes, alegres, sorriem e gostam de estar entre
outras pessoas para mostrarem o produto consumido. No entanto esse
efeito dura pouco e em algumas horas, ou poucos dias, o usuário passa
a um estado quase depressivo e sente uma profunda crise de abstinência
que o leva a desejar consumir novamente. Em certos casos ele se
tornará criminoso, matará e roubará para ter sempre a “mágica
sensação”, em outros casos se submeterá a rotinas escravizantes e
chefes cruéis e inescrupulosos só para ter o direito de comprar uma
vez por mês, quando receberá seu salário mixo. Em outros casos
concordará em ser vil, trapaceiro e inescrupuloso, sendo desleal com
colegas de trabalho, amigos e familiares só para obter mais dinheiro e
assim poder consumir cada vez mais. Quando observo o panorama global e
a quantidade de viciados em estágio avançado de deterioração mental
devido ao vício, não vejo muitas esperanças para a nossa espécie.
Bilhões de seres sem perspectivas, concentrados completamente na ação
contumaz de consumir. E pouquíssimos são os interessados em criarem
clínicas de reabilitação para consumistas crônicos vítimas desse
hipercapitalismo galopante abissal. Essas raras terapias curativas
tratam de uma retomada do aspecto transcendente do ser e de sua
capacidade criativa, mas atuar nesse sentido é muito perigoso, pois o
poder instituído dos traficantes e produtores da droga irá sempre
desacreditar os terapeutas anti-consumo e em último caso, se isso não
funcionar, irá exterminá-los sem nenhum escrúpulo ou pena.(Ciberpajé)
*
Somos feitos de nada, moldados de tudo pelas mãos inexistentes do
Cosmos infinito desse agora. (Ciberpajé)
*
Diante de tantos humanos desumanos, prefiro não ser humano, sou
pós-humano! (Ciberpajé)
*
Cada signo, cada marca, cada símbolo, cada cicatriz que traz junto ao
seu corpo demonstra claramente quem é você. (Ciberpajé)
*
Cientistas dizem que borboletas vivem pouco, para um poeta elas são
eternas. (Ciberpajé)
*
Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela
UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e
professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG.
Acadêmico da ALAMI, possui obras premiadas nas áreas de arte e
tecnologia, performance e histórias em quadrinhos.

CP: HD – FCI/ALAMI – agosto/2014

Panis et circenses

Whisner Fraga é escritor. Contato: wf@whisnerfraga.com.br
Meu irmão tem muitas histórias e acho que nunca falei sobre nenhuma neste espaço. Sei que devia ter feito, mas algum assunto de última hora certamente se tornou mais urgente e deixei os causos do Wildner para depois. Wild, como os amigos o chamam e a família também. Hoje vou esquecer o dia dos pais, o ataque americano no Iraque, as baixarias em torno das eleições presidenciais, os problemas de minha cidade natal, para narrar algo mais engraçado.

Sobre assuntos mais sérios, de interesse da população, recomendo a coluna do Anésio Azevedo, no jornal Folha da Região. Com propriedade, meu amigo trata de temas muito importantes. O último que li falava do Plano Municipal Cultural. Nem preciso dizer que nós, ituiutabanos, precisamos de muito mais do que pão e circo e é bom nos inteirarmos do assunto.
Voltando ao tema da crônica, neste dia o Wild olhou para o colega de trabalho e ambos tiveram uma revelação: precisavam de dinheiro para o final de semana. Ninguém consegue se divertir muito com os bolsos vazios. Assim, meu irmão propôs que fossem ao banco para sacarem o bastante para as distrações de sábado e domingo. Fecharam as portas da loja e foram rumo a um caixa-rápido. O trânsito estava terrível, como tem acontecido com frequência em Uberlândia. Nestes dias que passei por lá, lembrei-me de São Paulo. O bom do engarrafamento é que é mais ou menos democrático: nele param Fuscas maltratados e Porsches tinindo de novos.
Como não havia estacionamento ali perto, meu irmão sugeriu que o colega descesse e sacasse o dinheiro, enquanto ele dava uma rodeada no quarteirão, para pegá-lo em seguida. Então, como estava tudo meio lento mesmo, ele saltou. Havia filas lá também, o que de resto não foi grande surpresa, pois o brasileiro é craque em enfrentá-las por todos os cantos. Alguns bons minutos depois conseguiu os trocados salvadores: o fim-de-semana estava salvo.
Preocupado, Renato correu para a rua e se deparou com a caminhonete bem em frente ao banco, devagar diante do congestionamento. Não acreditava que tudo dera certo daquela maneira: um relógio suíço! Olhou rapidamente para os lados e, como não vinha nenhuma moto cortando caminho entre os carros, correu, abriu a porta e entrou, esbaforido. Quando olhou para o lado, não reconheceu meu irmão. Em seu lugar estava outro: mais gordo, mais velho, mais assustado. Imaginem o que se passou na cabeça daquele motorista: certamente assalto foi uma das alternativas. Apavorado também, Renato não se conteve e soltou um grito, que foi logo respondido com outro grito. Vejam como este mundo violento alvoroça as pessoas!
Não, não haviam roubado o carro de meu irmão. O que aconteceu foi que, naquele momento, passava uma caminhonete Idêntica: cor, ano, modelo, filmes dos vidros, rodas, tudo. Um pouco atrás, o Wild assistia a tudo, passando mal de tanto rir. Como não havia outra escolha, Renato abaixou os olhos, pediu desculpas e saiu do assento desconhecido, cabisbaixo, rua afora. Avistou com facilidade o carro certo e entrou, já também não se aguentando de rir.

 

CP: HD – FCI/ALAMI – agosto/2014

Oceano da vida

O mar não é nem grande nem pequeno, depende do barco em que você está. Se sua embarcação for um mero barquinho de velas rotas e lastros carcomidos pelo tempo, então as ondas são gigantescas e metem medo a quem quer que esteja ao leme. Mas se estiver num transatlântico ultramoderno, você dorme tranquilo e nem percebe o barulho dos vagalhões a estourarem nas paredes do navio.

Assim devemos estar no mar da vida, embarcados no poderoso navio chamado fé. Não apenas naquela fé do poder do santo protetor, ou na misericórdia divina, mas também na forte crença no poder da vontade. Principalmente da boa vontade. Da intenção sagrada do querer subir, sem usar ninguém como degrau, mas como corrimão. Estar ao lado, nem embaixo e nem acima de ninguém. Enfrentar os turbilhões das paixões desregradas com a serena maturidade da sabedoria. Vencer os redemoinhos da ganância e do ódio respectivamente com o bom senso e com o amor.
Remar, remar sempre, tendo às mãos a bússola da formação cristã e humana adquirida no porto seguro da família. Tendo, nas noites escuras e tenebrosas, o facho luminoso do farol da paz de consciência. E no traçado da viagem a certeza de onde quer chegar. Objetivo escolhido e buscado, de onde se retira as forças para vencer as procelas do mar da vida. Não temer os monstros marinhos da mentira e da inveja, pois não existem. Não existem para quem está protegido com a armadura da justiça e que tem como leme a verdade nesse oceano ora calmo, ora tormentoso, mas que pode esconder fabulosos mistérios, tesouros incalculáveis para quem souber navegar. Mas é importante levar em conta o cuidado com as aparências. O mar muitas vezes aparenta calmo, mas esconde terríveis perigos sob suas águas. O mar da nossa vida também pode esconder surpresas, ora agradáveis e ora maléficas. É nesse momento que o bom marinheiro mostra sua habilidade, não se desespera e confia na alta performance da embarcação e no que aprendeu durante outras turbulências. Conduz seu barco com firmeza de caráter navegando rumo ao infinito, porto desconhecido, mas esperado. Esperado com a certeza de encontrar a recompensa por ter feito uma viagem correta. E ter seguido todas as normas recomendadas.
A compensação então é a praia com areias brancas e paisagem frondosa da Eterna paz da alma.
José Moreira Filho
www.josemoreirafilho.com.br

CP: HD – FCI/ALAMI – agosto/2014

HOMENAGEM AOS PAIS

O PAI é geralmente o grande herói dos filhos. Não resta a menor dúvida que uns mais, outros menos. A figura masculina, principalmente na infância dos filhos, representa proteção, segurança, o orientador, o amigo de todas as horas e o condutor da família. Mudanças acontecem e acompanham paralelamente a evolução do tempo; porém o amor e o respeito aos genitores, é algo sagrado e vem se mantendo dentro dos limites da educação que se recebe. Vários escritores, poetas definem a figura do pai a sua maneira; Luis Alves, assim o define: “Aos olhos de uma criança, o Super Herói; aos olhos de um jovem um vilão; para o adulto um amigo, na velhice, apenas uma saudade. Quando te via como Herói , não sabia nada da vida. Sentia-me seguro ao seu lado. Quando te vi como vilão, pensava que sabia tudo, e nada sabia… Quando te vi como amigo, dei-me conta dos erros cometidos. Quando realmente te conheci, entendi o sentido da vida. Quando me dei conta de sua falta, a idade me alcançara. Você não era herói, nem vilão, nem amigo e nem solidão. Era a soma de tudo que foi, de tudo que eu pensei que fosse. A síntese da vida, que hoje eu vivo. A definição da palavra PAI… E prossegue: “ Honrar PAI e MÃE não é somente respeitá-los, mas também assisti-los em suas necessidades. No repouso da velhice, cercá-los de solicitudes como fizeram por todos nós na infância.” e continua: “Na longa jornada da vida, muitos mestres encontramos, alguns seguimos, outros abandonamos, dentre todos, um é o que mais amamos… Seu nome é simples e fácil de pronunciar, meu PAI, em meu coração você sempre terá um lar… ” Sigmund Freud deixa também sua mensagem, “Não me cabe conceber nenhuma necessidade tão importante durante a infância de uma pessoa, do que a necessidade de sentir-se protegido por um PAI…”
Rendemos nossas mais justas homenagens a esses grandes heróis pelo papel que desempenham junto à família… O grande referencial dos filhos…
O Dia dos Pais teve sua origem na antiga Babilônia, há milênios, por um jovem de nome ELMESU.
Adelaide Pajuaba Nehme- Acadêmica da ALAMI

CP: HD – FCI/ALAMI – agosto/2014

Parceria entre Algar Telecom, Prefeitura/Fundação Cultural traz a Ituiutaba Pato Fu e Grupo Emcantar, para show gratuito na Praça Cônego Ângelo Projeto “Diversão e Arte” acontecerá nos dias 23 e 24 de agosto de 2014

Ituiutaba receberá nesse mês, nos dias 23 e 24, o projeto Diversão e Arte – música para crianças de todas as idades, na Praça Cônego Ângelo, com a famosa banda mineira Pato Fu e o Grupo Emcantar. Em sua segunda edição, o Diversão e Arte, que já se apresentou o ano passado, em Divinópolis/MG, para um público de mais de cinco mil pessoas nos dois dias, convidou as bandas Pato Fu e o Grupo Emcantar para essas apresentações nesta cidade. No primeiro dia de evento, 23 de agosto, a partir das 20h, a Banda Mineira Pato Fu desembarca em Ituiutaba com o show “Música de Brinquedo”, onde as canções são produzidas com sons de caixinhas de música, realejos e pianos de brinquedo. O show conta também com a participação do grupo Giramundo. No dia 24 de agosto, a partir das 18h, quem sobe no palco é o Grupo Emcantar, que promete levar muita diversão com o espetáculo “Os Saltimbancos”. Contação de história O projeto além de teatro e muita música enriquece ainda mais culturalmente a cidade, com contações de história, fazendo muito sucesso nas escolas da cidade que sedia o evento. Durante quatro dias, de 19 a 22 de agosto, a turma da Trupe de Truões vai invadir 16 escolas de Ituiutaba, as quais estão em processo de agendamento. Segundo o coordenador do projeto, Marcelo Mamede, as histórias contadas por atores é sempre uma das atrações mais aguardadas do projeto. “As crianças e adolescentes das escolas cadastradas já ficam ansiosas pelo dia em que os atores transformarão o recreio em uma grande brincadeira. O melhor de tudo, é que para encerrar essa festa ainda temos dos excelentes shows na praça, gratuitos, para crianças de todas as idades”, acrescenta. O evento conta com o patrocínio do grupo Algar Telecom e a parceria da Prefeitura/Fundação Cultural, por meio da Lei Estadual de incentivo a cultura de Minas Gerais, com realização da Moinho Cultural. Para obter mais informações como curiosidades e outros detalhes do evento, os interessados podem acessar o site: www.diversao.art.br e também acompanhar a página do projeto no facebook: www.facebook.com.br/projetodiversaoearte.

PAI

Pai.
Homem de estatura mediana.
Tipo franzino.
Homem de poucas palavras.
Mas quando falava,não podiamos perder sua fala,falava com precisão.
Fumante inveterado,volta e meia,fuçava nos bolsos da calça,procurando o maço de cigarro.
Dizia que fumava para distrair,dizia que distraia com a fumaça do cigarro,como se o mundo
que vivia não satisfazia suas expectativas de distração.
De casa para o trabalho,do trabalho para casa.
Nunca reclamava de cansaço.
Reclamava dos calos doloridos,que fazia-o caminhar devagar.
Pai.
Homem simples,simplório,generoso,honesto.
Amigo dos seus amigos por louvor.
Discreto nos seus trejeitos,para passar despercebido.
Solidário.
Aprendi com ele a olhar os que precisam mais que nós,com olhar atento,disponivel para colaborar.
Pai.
Homem sem vaidade,sem mêdo de nada.
Sem grandes aspirações.
Para ele estar vivo já estava de bom tamanho.
Para ele desfrutar a vida com saúde,era motivo para celebrar.
Para ele lamentar por qualquer coisa,era perder tempo.
Sempre dizia:Aproveita o tempo,que não oferece segunda sessão como no cinema.
Certa vez aos nove anos,perguntei para ele:Pai onde mora o governo?
Ele respondeu com tom de voz grave: Mora muito longe de nós,nem sabe que existimos de fato.
Melhor estudar sempre,trabalhar sempre e contar com você e com DEUS.
Pai.
Morreu próximo aos 100 anos,lúcido,quieto,pensativo,sem mêdo,sem pedir arrego.
Morreu mansamente como morrem os passarinhos.
Pai.
Viveu como quis,acreditando nas suas verdades.
Vaidade é bobagem,cobiça é doença,egoísmo é mácula.
Pai.
Foi embora,mas deixou saudades.
Deixou normas para viver alegre e em paz.
Dia dos pais aproxima e eu queria dizer que tenho orgulho, e prazer de ser filha sua.
Se pudesse pediria a DEUS para ver você só mais uma vez,na velha imagem,quando atentamente,
ouvia pelao rádio sua canção preferida,”Cafezal em Flor” com Pena Branca e Xavanatinho é claro,porque se outro cantor
interpretasse a música,você desligava o rádio e dizia vou dormir,esse ai não chega nem perto do Pena Branca e Xavantinho.
Pai.
Saudades.
Saudades da sua ímpar paz e simplicidade…
Pai.
Não sei onde está.
Nem como está.
Não sei ai,onde está faz frio ou calor.
Se chove ou se faz bom tempo,mas sei que em qualquer lugar e tempo em que esteja vivendo,está vivendo muito bem,
por era eximio aprendiz, e autor da vida…

Maria Adelina Vieira Cardoso e Gomes
Academica da Alami.
Pai: Zoroastro Cardoso de LIma,nascido em Uberaba-Mg em 1914.

CP: HD – FCI/ALAMI – agosto/2014

Sociedade in trânsito

A massa amorfa da sociedade, como que impelida por forte fermento, não para de crescer. Está em constante transformação. Já o espaço por onde trafegam a maioria dos veículos motorizados nos centros urbanos, não tem como expandir. Assim os gargalos no trânsito das cidades se tornam inevitáveis.

Em Ituiutaba, como sói acontecer em muitas outras cidades, o trânsito urbano tem se tornado uma preocupação para administradores e usuários do mesmo. Tanto pedestres como proprietários de veículos automotores, necessitam de muita atenção e paciência para trafegarem em nossas ruas. Aos administradores é necessário ciência e muita técnica para fazer caber em espaço constante objetos em ampliação. Pois as ruas são praticamente impossíveis de se alargar e o número de veículos aumenta em progressão geométrica. Daí é o caos.
Com tudo isso, quem mais padece somos nós população em geral e pedestres em particular. Estes são obrigados a fazer malabarismos, quando podem, para se desvencilhar de armadilhas causadas por carros em fúria. Já foi notícia mais de uma vez em âmbito nacional o atropelamento de pessoas nas calçadas. Muitas vezes vidas de crianças são ceifadas por carros dirigidos por pessoas irresponsáveis, inabilitadas, quando não também bêbadas.
Em nossa cidade ainda estamos na fase de dificuldades, arrocho e indisciplina. Portanto ainda é tempo de nos educarmos para não chegarmos, ao que acontece todos os dias nos grandes centros, presenciarmos lágrimas de mães pelos seus filhos, de viúvas pelos seus maridos e de todos nós por nossos concidadãos, mortos por um veículo transformado em arma nas mãos de inconsequentes, que raras vezes pagam devidamente pelo seu crime.
Sabemos, conforme o promotor de Justiça Carlos Roberto Zarour César do Estado do Mato Grosso, que está previsto no CTB (Código de Trânsito Brasileiro) que é de competência dos municípios o planejamento, a projeção e a regulamentação do trânsito na área urbana, mas eu entendo que compete a todos, a educação, a gentileza e a paciência no trânsito. Além do respeito dos senhores motoristas, às faixas de pedestres, às vagas com reservas especiais e a todas as leis de trânsito que são criadas com o objetivo de preservar a vida.
Não é por acaso que vemos surgir em muitos municípios, assembleias e órgãos privados, campanhas, projetos, ciclos de estudos, todos voltados para as questões da mobilidade urbana, transporte coletivo e estacionamento seguro. Não seria o caso de nossa comunidade se preocupar mais, enquanto há tempo, com nossa mobilidade?
Navegar é preciso, mas viver é bom!

 

José Moreira Filho
www.josemoreirafilho.com.br

 

CP: HD – FCI/ALAMI – agosto/2014

Elegância do comportamento

Há pessoas que acreditam que magreza no superlativo, andar retumbante, ombros e queixo para o alto é ser elegante… Algumas até o são, principalmente, quando seus dotes comportamentais, e educação, integram-se à sua postura de modelo. Uma profissão como qualquer outra, em que conhecimentos básicos são exigidos para exercê-la… Acrescentaria ainda que a gratidão como vários outros sentimentos, são peças fundamentais na elegância. Jamais se deve esquecer, dos favores que se recebe, em ocasiões que representam vital importância. As pessoas têm o péssimo costume de se esquecerem… Um abraço apertado em um momento difícil, a solidariedade, até o perdão, é uma atitude elegante de pessoas nobres, uma forma de ser… Elegância e Educação devem caminhar juntas, são gêmeas. Não se admite jamais chamar de elegante quem desconhece educação… A propósito, gostaria de repassar aos leitores, artigo do pintor francês impressionista Toulouse Lautrec, que aborda alguns tópicos da elegância.
“Existe uma coisa difícil de ser ensinada, e que talvez por isso esteja cada vez mais rara: elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres, e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma e nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada… Possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam; que sabem escutar, e quando falam não ficam a julgar sentindo-se o dono da verdade. É possível detectá-las nas pessoas que não usam um tom superior de voz quando se dirigem aos mais simples… Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros… É possível detectá-las em pessoas pontuais; em pessoas que sabem que os mais velhos, muitas vezes são rabugentos, mas mesmo assim os tratam com a diferença que merecem. Elegância é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece; pelas datas festivas; é quem presenteia fora das datas festivas, e quem cumpre o que promete… É não recomendar à secretária, quando receber ligação, que pergunte antes quem está falando para depois dizer se está ou não… Oferecer flores é sempre um gesto de elegância… Elegante é não ficar espaçoso demais, é fazer algo por alguém e esse alguém jamais saber que foi você que antecipou o feito… É elegante não mudar seu estilo apenas para agradar o outro…”
As pessoas que são elegantes, geralmente nascem elegantes…

 
Adelaide Pajuaba Nehme- Acadêmica da ALAMI
CP: HD – FCI/ALAMI – agosto/2014