Vencedor do 4º Concurso de Contos “Águas do Tijuco” de Ituiutaba e de Resende da Costa/MG

O 4º Concurso de Contos “Águas do Tijuco de Ituiutaba reconhecido nacionalmente, pela qualidade dos contistas participantes, da comissão julgadora e pela premiação paga ao vencedor, considerado um dos maiores prêmio literário do Brasil, teve como vencedor, o mineiro de Resende da Costa, Márcio André Oliveira Santos, com o conto “Coisas de minha avó”. Esse ano, na quarta edição, o concurso teve à participação de mais de quinhentos contistas escritos, numa disputa que deu muito trabalho a comissão julgadora para se chegar ao vencedor, devido à qualidade dos contos inscritos. Contos vindos de quase todos os estados brasileiros e do exterior, inclusive, de contistas de Ituiutaba.
Para o presidente da Fundação Cultural, advogado e professor Francisco Roberto Rangel, entre as várias atividades exercidas pela Fundação, destaca com muito brilho esse concurso, que segundo ele conta em média de participação de quinhentos contistas, em cada edição; contistas até do exterior, que tem levado realmente, o nome de Ituiutaba além fronteiras.
“Nessa oportunidade nós queremos agradecer a todos os parceiros, os responsáveis pelo sucesso desse concurso. Agradecer em especial ao prefeito, Luiz Pedro que é o grande incentivador da cultura aqui em Ituiutaba, ele não tem medido esforços no sentido de ajudar a nossa entidade, a realizar eventos com é esse concurso literário “Águas do Tijuco”, sucesso em todo país, destacou o presidente Rangel e aproveitou para cumprimentar o vencedor da quarta edição do concurso, Márcio André Oliveira Santos.
Segue abaixo a relação dos dez contos selecionados pela Comissão Julgadora, que fará parte do livro editado pela promotora, Fundação Cultural, porém, sem ordem de classificação, destacando apenas, o conto vencedor, “Coisas de minha avó”, que além da publicação, vai receber o prêmio de R$ 3.000,00 (três mil reais).
1º lugar: “Coisas de minha avó” – Márcio André Oliveira Santos – Resende da Costa – Minas Gerais
– Com as mãos vazias – Edileuza Bezerra de Lima Longo – São Paulo/SP
– A hóspede – Delmar Bertuol Alves da Silva – Matril Feliz/RS
– Córrego Sujo – Luiz Eduardo de Carvalho – Tatuapé/SP
– Rosário – Lilian Almeida de Oliveira Lima – Salvador/BA
– O Anjo e a Bola – Luiz Carlos Picinini – Sorocaba/SP
– Indulto – Tatiana Alves Soares Caldas – Rio de Janeiro/RJ
– Vestido de Estrelas – Aline Naomi Sassaki – São Paulo/SP
– Ecce Homo! – João Wilson Savino Carvalho – Macapá/AP
– Festa a São João na Vila de São Damião – Paulino Sales Abranches – Itajubá/MG

 
Saiba mais sobre Ituiutaba, acesse: www.portalituiutaba.com.br
(Ituiutaba, 4 de janeiro de 2016).

X Concurso Contos do Tijuco “VALNICE PEREIRA”

A L A M I
Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba.
Entidade de utilidade publica municipal – lei 3896.
Ano de fundação 1.996.
alamiacademia@yahoo.com.br
www.alami.xpg.com.br

X Concurso Contos do Tijuco
“VALNICE PEREIRA”

A ALAMI e a Fundação Cultural de Ituiutaba agradecem a imensa participação dos escritores (440 contos inscritos) e garantimos que sempre faremos o máximo esforço para continuarmos merecendo essa confiança que depositam em nosso trabalho.

Agradecemos, também, aos sites que divulgam os nossos concursos, em especial ao escritor Rodrigo Domit (RJ) que dirige o site – http://concursos-literarios.blogspot.com.br/
Nossos agradecimentos a Comissão Julgadora que suaram a testa para
escolherem os contos premiados.

Resultado

Primeiro lugar – O urubu e o gavião
Autor – Luiz Fernando Lima Oliveira

Dados biográficos: O autor é pernambucano, do Recife, nascido em 22 de agosto de 1978. Formou-se em Direito pela UFPE e trabalha como advogado em Porto Alegre – RS, para onde se mudou em 2007. Participa de Oficinas Literárias, de contos e poesias. No âmbito das letras, foi agraciado com o prêmio SESC/DF 2015 de melhores crônicas (3º. Lugar) e classificado no 5º. Concurso de Micro contos de humor de Piracicaba/SP, edição 2015.

Nove selecionados – nomes do conto e autor –
Ordem alfabética:
A Casa dos espelhos
Autor: João Lisboa Cota – Ponte Nova – MG
A gaita
Autor: Whisner Fraga – Ituiutaba – MG
Amor de Comer
Autora: Ana Cristina Moital Martins Luiz – Lousa LRS/Portugal
Estenda tuas mãos em forma de concha
Autora: Giovanna Artigiani – Campinas – SP
Desconectados
Autor: Edweine Loureiro da Silva – Manaus – AM
Destroços
Autor: José Eugênio Borges de Almeida – Maragogi – AL.
Mosaico
Autor: Felipe Cattapan – Rio de Janeiro – RJ
Os dois lados de um mesmo erro
Autor: Gustavo Fontes Rodrigues – São Paulo – SP
Rota de Fuga
Autora: Tatiana Alves Soares Caldas – Rio de Janeiro – RJ

COMISSÃO JULGADORA DO X CONCURSO CONTOS DO TIJUCO

Arth Silva
Redator, ilustrador, publicitário, escritor, poeta, crítico literário,
Blog: www.sonhandoaderiva.blogspot.com.br
e-mail – fsarthur@yahoo.com.br

Sandra Modesto
Pós-graduada em Educação – FEIT/UEMG
Graduada em Letras- (Português/Inglês) – FEIT/UEMG
Coordenadora do projeto: Oficina literária para a terceira idade.
Escritora.
e-mail: modestosandralucia@gmail.com

Dr. Jarbas Wilson Avelar – advogado – professor – escritor – cronista do Jornal do Pontal
e-mail – jarbasavelar@yahoo.com.br

EDITAL DE INCINERAÇÃO DE DOCUMENTOS

EDITAL DE INCINERAÇÃO DE DOCUMENTOS
FUNDAÇÃO CULTURAL DE ITUIUTABA/FCI – N° 001/2015

O Ilmo Sr. Dr. Francisco Roberto Rangel, Presidente da Fundação Cultural de Ituiutaba, no uso de suas atribuições legais e constitucionais, especialmente escudado no art. 1.215 e parágrafos do Código de Processo Civil, para incineração de arquivos e processos referentes aos Concursos de Canto de Ituiutaba, dos exercícios 2003 e 2004. Considerando, a impossibilidade de microfilmagem, digitalização ou outro processo congênere, não obstante inexistir atualmente espaço para guarda de novos documentos, faz saber a todos os interessados ou que do presente edital tomarem conhecimento, que no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data de sua publicação, serão INCINERADOS. Ressalta-se, que no prazo de publicação do presente edital, será facultado a eventual interessado o desentramento, às suas expensas, ou a microfilmagem total ou parcial dos arquivos. Eventual documento de valor histórico deverá ser recolhido ao arquivo da Galeria de Antiguidades, por servidor especialmente designado para esse fim. Finalmente, para que não seja posteriormente alegado o desconhecimento ou ignorância do teor do presente edital, determino a fixação de cópias do mesmo nos locais de costume da Fundação Cultural de Ituiutaba, bem como publicação em órgão de imprensa on-line, de forma a assegurar a mais ampla publicidade. Dado e passado na comarca de Ituiutaba-MG, na sede da Fundação Cultural de Ituiutaba, aos 11 dias do mês de dezembro de 2015.

Dr. Francisco Roberto Rangel
Presidente da Fundação Cultural de Ituiutaba

FUNDAÇÃO CULTURAL DE ITUIUTABA CONCURSO DE CONTOS ÁGUAS DO TIJUCO

FUNDAÇÃO CULTURAL DE ITUIUTABA
CONCURSO DE CONTOS ÁGUAS DO TIJUCO

O Presidente da Fundação Cultural de Ituiutaba – FCI, no uso de suas atribuições legais, COMUNICA aos candidatos do CONCURSO DE CONTOS ÁGUAS DO TIJUCO, seu sobrestamento e dá outras providências:

DOS MOTIVOS
Em Face, da greve dos servidores administrativos da FACIP/UFU, campus do Pontal, e IFTM – Instituto Federal do Triângulo Mineiro, que impede a indicação de docentes das Instituições para análise e julgamento dos trabalhos inscritos;
Fica estabelecida a retomada das fases de leitura, análise e julgamento dos contos, tão logo sejam retomadas as atividades das Instituições citadas com a conseqüente indicação dos jurados avaliadores e, ao final, a comunicação do conto vencedor.

 

Ituiutaba, 21 de Setembro de 2015.

 

Francisco Roberto Rangel
Fundação Cultural de Ituiutaba

Domingo, pela manhã

Whisner Fraga é escritor.

 
Nasci num domingo, o que talvez explique um pouco essa melancolia levemente pragmática e esse vazio indômito e persistente. Corro ao calendário: Helena veio à luz em uma terça. Preocupo-me com o que deixarei para a menina, porque aquela utopia de mundo melhor e pessoas mais civilizadas caiu por terra, como esperado. Pergunto a Ana se o fato de termos tão poucos amigos não seria muito prejudicial para uma filha única. Aparentemente seria. Mas o que fazer?
Apelo para a memória e não consigo encontrar o momento em que a timidez me forçou a essa convivência limitada. Não que eu não goste do silêncio e da solidão. Até porque todos concordam que o isolamento é muitas vezes necessário, para que consigamos raciocinar longe do ruído recriminador e moralista dos outros. Helena aprenderá isso, mas espero que saiba dosar essa necessidade.
– Você não quer que busquemos a Duda para ficarem aqui em casa?
Dá de ombros a menina e sai em disparada para o quarto. Pouco depois traz alguns bonecos e pede para que brinque com ela. Sou ruim de brincadeiras infantis, mas cedo. É quase um sacrifício abandonar o livro, mas ela já não me deixava seguir a leitura.
– Papai, não é verdade que as folhas parecem pássaros?
Helena e sua curiosidade nos arrastam para outras suposições, para outros desdobramentos. Então está frio e, uma criança, o apartamento fechado, os gatos indóceis e a poluição são ingredientes certeiros para a rinite. Helena chega com o nariz entupido e decido que precisamos sair. São Paulo não é boa com as crianças: tudo é longe e demorado. Mas devemos passear: a casa se enjoou de nós e também precisa de solidão.
Vamos para o parque da Água Branca. Lá, a feira de alimentos orgânicos, as copas das árvores, o cheiro de bosta de cavalo, a companhia dos pombos, pavões, patos e gansos nos trazem de volta uma harmonia quase desesperada com a realidade. Tomamos um café supostamente mais puro, comemos um ovo mexido supostamente livre de antibióticos e outras ameaças. Em determinando instante, não temos escolha: o que havia para ser feito foi feito e precisamos voltar para o ar insalubre de nossa sala.
– Papai, você me ajuda a escolher outra meia, que esta molhou?
Não há meias o bastante no baú: esta não serve, esta também não. Ela quer uma antiderrapante com o desenho da Marie. Só que essa não existe, talvez nunca tenha existido. Se ela tivesse alguma amiga por perto talvez pudesse falar de sua frustração por não ter uma meia antiderrapante com o desenho da Marie. Decidimos que vamos ligar para a mãe da Duda e que buscaremos uma companhia para nosso domingo. Vamos contar a novidade para Helena, mas ela está encostada em uma almofada. E dorme.

JOSÉ MANUEL PINHEIRO

Saavedra Fontes

O dia 25 de Junho, um sábado, amanheceu sem o rigor do verdadeiro inverno, mas com a face travessa de que havia aprontado alguma. Um sol fraco tatuando nosso espírito com a imagem antecipada da saudade exibia a nossa tristeza, diante de mais um golpe do destino, inevitável na sua função de transportar no sono eterno as almas solicitadas por Deus. O homem após nascer faz sua própria história, enriquecendo-a de bons exemplos e deixa sua marca, que supera a ausência e o reintegra na memória dos que ficam. O dia amanheceu surpreendendo-nos com a despedida de José Manuel Pinheiro…
Admirado e respeitado pelas suas qualidades empresariais, poucos o tinham como homem comum, dotado de sentimentos simples e romântico. Ele o era. Herança de sua origem portuguesa de típica linhagem sentimental, que alimentava sua inteligência sempre ávida de conhecimento e cultura. Deixou sua terra natal aos 14 anos de idade, talvez nem tenha tido muito tempo para guardar na lembrança sua convivência com a vila de Torre de Dona Chama, o velho pelourinho e a ursa de pedra, que ornamentavam a praça principal. Ou de molhar os pés no rio Tuela, se limitando quem sabe aos ribeiros, muitos, que serpenteavam na freguesia rural de Mirandela em terras de Bragança. Menos ainda se lembrar da lenda da mulher promíscua de pés de cabra, morando na torre e que deu origem à lenda e ao nome da localidade.
Recordar José Manuel Pinheiro como empresário bem sucedido é repetir um refrão que vem sendo cantado há anos, sempre em ocasiões especiais. Melhor fizeram aqueles que o homenagearam, oferecendo-lhe inúmeras condecorações, títulos e citações no decorrer de sua vida exemplar e profícua: Cidadão Honorário de Ituiutaba, Cidadão Honorário do Estado de Minas Gerais, Medalha Santos Dumont, Homem do Ano pela Associação de Imprensa e Cultura do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, Empresário do Ano pela Associação Comercial e Industrial de Ituiutaba e considerado pela Revista Veja entre os Maiores e Melhores.
Retratar José Manuel Pinheiro é o mesmo que falar de trabalho e determinação, é reproduzir com méritos a luta pelos ideais, é lubrificar com o amor todas as engrenagens dos sonhos imaginados e dos objetivos
planejados para sair vencedor. Suas empresas ainda geram empregos e impostos, que movimentam a economia de nossa cidade e região. Os que participavam de sua companhia reconheciam seu amor a Ituiutaba, sua brasileirice bem humorada, sua preocupação política, seu vigor empresarial e só o viam como português de origem através do sotaque lusitano, que o marcou a vida inteira.
Falar de José Manuel Pinheiro é consolidar nossa admiração e respeito por um homem que estava à frente de seu tempo, disposto a estruturar suas empresas de maneira a consolidá-las como veículos propulsores do progresso, através do ponto de vista econômico, político e social de Ituiutaba e do Pontal do Triângulo Mineiro. Não é com uma simples crônica que poderemos alcançar todos os méritos deste homem extraordinário. Teríamos que recolher a opinião e a gratidão de milhares de pessoas, que usufruíram de suas virtudes no decorrer deste e do século passado, muitos dos quais já se foram. Só a história poderá fazer justiça a este indômito português, que descobriu Ituiutaba e dela fez seu porto seguro e a razão de seu trabalho. Seu nome ficará sempre ligado às revendedoras FORD e às emissoras de rádio Cancella, empresas que se tornaram orgulho tijucano.
Se me permitem, hoje eu quero erguer a taça transbordando de vinho tinto, Periquita, português por excelência, que me foi presenteado pelo ilustre e saudoso amigo para brindar e homenagear José Manuel Pinheiro, cujos passos eu persegui em silêncio, absorvendo sua sábia forma de viver honrando o trabalho e a família.
Deus o tem, por certo, em Sua companhia.
A Fundação cultural de Ituiutaba, por seu presidente, professor Francisco Roberto Rangel associa-se as manifestações de pesar pelo passamento do grande empreendedor e empresário, José Manoel Pinheiro e endereça aos familiares, os mais profundos sentimentos por essa irreparável perda.

Convite

José Maria Franco de Assis, ALAMI – Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba, FCI – Fundação Cultural de Ituiutaba, Scortecci Editora e Livraria Associadas convidam para o lançamento do livro “Juca Izé”, a realizar-se no dia 02/07/2017, às 19h30, no Conservatória Estadual de Música de Ituiutaba Dr. José Zocóoli de Andrade, na Rua Mauro Marquez de Sá, nº 44 – Bairro Universitário, Ituiutaba-MG.

Relacionamento humano

 

Carece-nos de refletir um pouco sobre um fato muito importante para humanidade, principalmente nos dias atuais, que é o relacionamento humano. Para isso precisamos partir do princípio que homem algum é uma ilha, aliás, título de um livro do famoso escritor espiritualista Thomas Merton.
Bem, é preciso aceitar que estamos, ou sempre estivemos submissos à influência de quatro formas de poder: o poder econômico, o poder político, o poder religioso e o poder moral. O mais influente deles, sem dúvida, no mundo capitalista em que vivemos, é o poder econômico. Tudo gira em torno do dinheiro, a ponto de alguém dizer – quem não tem dinheiro não tem dignidade. Testes feitos com pessoas tentando entrar em restaurantes primeiramente maltrapilhas e em seguida bem trajadas, provam essa tese. A recepção é totalmente diferente.
Quanto ao poder político, podemos dizer que é irmão gêmeo do econômico. Vem atrelado a ele. É comum vermos na televisão crimes envolvendo altas somas de dinheiro patrocinados por políticos. E até governantes sendo condenados e presos, o que é um bom indício, embora vergonhoso.
Já o poder religioso é muitas vezes embalado pela vaidade, quando não também para fortalecer o econômico. Sabemos que certas seitas religiosas colocam sua estrutura administrativa à disposição de quem quiser aumentar patrimônio numa relação conveniada a título de franquia.
O moral sim, é que deveria sustentar todos os outros. O poder político teria muito mais sustentabilidade caso se firmasse na solidez de posturas corretas, coerentes e éticas. Por que o nosso Congresso está na UTI? Isso tem sido atestado diariamente no Brasil por atos, palavras e comportamentos de nossos políticos, que andam com seu ibope a zero. Por que tanta falta de dignidade, de honradez e de caráter?Poder econômico não lhes falta, nem mesmo o político, mas está apoiado em mentiras, em falcatruas, por isso desacreditado. Os noticiários estão cheios de detentores de poder político sendo algemados e enchendo os camburões da polícia federal. Alguém ainda se lembra da Operação Pasárgada? E hoje são tantas que é melhor englobá-las todas na OPERAÇÃO LAVA JATO. Quem sabe esse nome sugere uma verdadeira limpeza? Tudo isso, simplesmente porque não mesclam o seu poder político com a ética. Com uma conduta ilibada e patriótica.
É necessário levar em consideração esses poderes para mensurar a força do nosso relacionamento. Por que? Exatamente porque dependendo da forma e do grau do poder que tenho é que será a minha força de relacionamento. Quem não tem dinheiro, geralmente e infelizmente se sente inferior e se humilha, portanto se afasta e a força de seu relacionamento tende ao zero. Sua influência é nula ou quase. A não ser que algum outro poder que tenha, seja forte o suficiente para compensar as perdas de força com a falta do vil metal. E há pessoas assim. Infelizmente poucas, que construíram sua vida alicerçada em tanto poder moral, que dispensa quaisquer outros poderes para se situarem na sociedade.
Oportunamente estamos na época, em que, motivados pela proximidade de novas eleições, somos induzidos à reflexão. Somos levados a pensar nos problemas que enfrentamos, inclusive no preço do feijão. A preocupação deve se voltar para o fortalecimento do poder moral e não do econômico. É preciso trabalharmos a consciência de que me sentirei mais feliz, mais em paz se notar que todos têm melhor qualidade de vida. Que o que sobra na minha mesa pode suprir o que falta na do vizinho. E principalmente, que a solidariedade compartilhada não me empobrece, mas pode enriquecer a música tocada pela orquestra da humanidade no palco da vida.

 
José Moreira Filho
moreira@baciotti.com

“Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco” (123)

 

Para a essência infinita do Cosmos não existem erros, nem acertos.
Tudo simplesmente é. Mas nossa consciência se entope de paradigmas e
dogmas e nos estagnamos, tornamo-nos despreparados para seguir o fluxo
hipermutante da vida. Temos um medo extremo dessas mutações e
respondemos agressivamente tentando agarrar-nos a úteros ilusórios. Só
existe a mudança, a única verdade. (Ciberpajé)
*
Na vaga fria da noite, o velho cão doente e abandonado pelo “dono”, de
estômago vazio, assiste em silêncio a dama morte chegar. Enquanto
isso, do outro lado da cidade, a garota deitada em sua cama quente e
aconchegante, após a farta ceia da qual pouco comeu, chora de
desespero porque seu namoradinho “terminou” a relação, ela chega a
pensar em suicídio. (Ciberpajé)
*
Uma ONÇA ACORRENTADA, esse é sim o símbolo máximo desse lixo absoluto
chamado “olimpíadas”. Uma piada global de mau gosto, com um bando de
escravos de multinacionais globais patrocinadoras incentivando o
hiperconsumo e a hipercompetitividade entre nações. Alimentando o ódio
entre os povos, a manutenção das bandeiras que só impedem a real união
e a compreensão de que somos todos um único povo: a espécie humana!
Sim, os ditos “atletas” e os tais “torcedores” são apenas seres
domesticados e acorrentados que perderam toda sua capacidade selvagem
de insurgirem-se contra o poder das megacorporações e dos políticos
que lhes sugam todas as energias até a exaustão e lhes dão como
“prêmio” esse mirrado pão e esse ridículo circo que incita as massas a
odiarem-se devido a terem nascido em lugares diferentes do globo
terrestre. Assim a fúria e o ódio – que deviam ser voltados para os
poderosos – são revertidos para seus irmãos de espécie. Com certeza,
não existe mascote mais perfeito para a podridão absurda que chamam de
“olimpíadas”, a ONÇA ACORRENTADA!
*
Certas palavras foram completamente destruídas pela cultura midiática
e mercantilista contemporânea, tornaram-se sinônimos de apego e
bajulação, são ditas quase sempre com objetivos escusos. A mais
corrompida de todas é a palavra “amor” e todos os seus desdobramentos,
hoje é sinônimo de paixonite aguda e doentia, pregada pela publicidade
e por todas as mídias como a forma mais nobre de “amor”, lavando o
cérebro das massas ignóbeis, que passaram a eleger a doença grave da
paixão, que gera submissão cega e apego, como um “sublime amor”. Outra
palavra vulgarizada é o adjetivo “lindo(a)”, utilizado como forma de
bajulação, ou com interesses de ordem erótica, ou consumista. Essas
palavras corromperam-se completamente no seio de nossa cultura
hipercapitalista, perderam o seu significado original. Eram belos
frutos que apodreceram nas mãos de idiotas ávidos por poder e lucro.
(Ciberpajé)
*
Aconteceu sábado passado, no aeroporto. Ao passar pelo detector de
metais um dos funcionários, intrigado com minhas roupas e cartola,
perguntou-me: – Você é um mágico? Respondi: – Eu sou um mago! Ele
ficou em silêncio, olhando-me de forma ainda inquiridora. (Ciberpajé)
*
O que a universidade tem feito para transformar o mundo, melhorar as
relações entre as pessoas, entre os povos, e entre a espécie humana e
o meio ambiente? Praticamente NADA, quando notamos algo realmente
transformador acontecer é a partir da ação de indivíduos isolados no
contexto acadêmico. Vejo duas correntes que dominam o pensamento
acadêmico contemporâneo, uma pragmática e ligada aos meios de
produção, focada em criar mais objetos e coisas para alimentar o
hiperconsumo degradante; a outra obcecada com teorizações e criadora
de grupelhos ideológicos que só fazem digladiarem-se em seus inócuos
congressos e eventos pagos com dinheiro público. A primeira corrente é
focada no lucro a qualquer custo, a segunda só pensa em poder e nos
seus egos gigantescos, querendo alimentá-los insanamente. (Ciberpajé)
*
Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela
UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e
professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG.
Acadêmico da ALAMI, possui obras premiadas nacionalmente nas áreas de
arte e tecnologia e histórias em quadrinhos. ciberpaje@gmail.com

Lázaro do acordeon e seu conjunto o melhor para sua festa junina

Influenciado por Luiz Gonzaga e outros nomes importantes da cultura nordestina, Lázaro do acordeon que conta com o apoio da Fundação Cultural continua animando os famosos festejos juninos desta cidade e região. Forrozeiro de raiz com muitos anos de carreira, Lázaro continua trabalhando com bastante dedicação em suas apresentações onde segue tocando forró da melhor qualidade, animando as festas que participa.
Quem quiser contratar Lázaro do Acordeon e seu Conjunto para animar festa junina deve entrar em contato pelo fone (34) 99925-4027, pois nesse mês junho ele está totalmente à disposição para animar os festejos juninos, que além de trazer a magia dos santos torna-se festa bastante popular, onde as pessoas se encontram para dançar forró. É uma festa aqui outra acolá apesar da comentada crise todos querem comemorar.
Contato para show de forró (34) 99925-4027 – Músicas regionais e forró nordestino para todos os gostos.

 
Saiba mais sobre Ituiutaba, acesse: www.portalituiutaba.com.br
(Ituiutaba, 22 de junho de 2016)

Trabalho realizado pela Fundação Cultural de Ituiutaba aumenta pontuação do ICMS Cultural em quase 100%

Desde quando assumiu o comando da Fundação Cultural, em 20 de janeiro de 2011, o atual presidente da entidade, advogado e professor, Francisco Roberto Rangel tem se preocupado em buscar alternativas para criar receitas para serem investidos em cultural no município. Porém poucas opções foram encontradas para concretizar esse objetivo. Uma das opções existentes era o ICMS Cultural criado pelo Governo de Minas, através da Lei Rob Hudson que beneficia os municípios mineiros que se preocupa com a preservação de seus bens patrimoniais, históricos e cultuais. A cidade nessa ocasião não contava com nenhum ponto oriundo dessa lei, mas sabendo a importância desse processo para o município, iniciou o processo de catalogação de seus bens patrimoniais, buscando enquadrar o município a essa lei estadual, o que possibilitou já em 2012, o início do primeiro processo 2012/2014, em busca de pontuação do ICMS Cultural para o município. Em razão desse trabalho foram conquistados os primeiros pontos para o município, ou seja, 1.9, o que representava algum recurso financeiro para ser investido em cultura. Já em 2015, em razão do processo 2013/2015, a cidade conseguiu aumentar essa pontuação de 1.9 para 4.7, um aumento de mais de duzentos por cento, nessa pontuação. Agora, em razão do processo realizado 2015/2017, a pontuação do ICMS Cultural de 4.7 passa para 8.3, um aumento de quase 100%, nessa pontuação, o que resultará em mais recursos financeiros para o município investir em cultura, especialmente na preservação dos bens inventariados e tombados, mas, esses recursos, só serão liberados para o município em 2017.
Por solicitação do IEPHA, foram repassadas informações adicionais sobre o já concretizado processo de registro da Congada, sobre o pedido de tombamento da gráfica da Fundação, bem como, o processo do projeto Educar 2015, que teve a participação de alunos, professores e diretores das escolas municipais Cime Tancredo de Paula Almeida, através dos alunos de 4º e 5º anos que pesquisaram a dança Afro-braileira, do grupo de Moçambique Camisa Rosa desta cidade, enquanto que os alunos da Escola Estadual Rotary, outra participante pesquisou o MUSAI e os bens patrimoniais lá expostos.
Para o presidente da Fundação, professor Rangel, o aumento dessa pontuação do ICMS Cultural representa uma grande conquista para o município, especialmente para a cultura, significa mais recursos financeiros para serem investidos na preservação dos bens patrimoniais existentes na cidade, mas, sobretudo, significa uma grande vitória de sua gestão à frente da entidade, de sua equipe de trabalho e dos parceiros que tem contribuído de forma decisiva, para o engrandecimento da cultura no Município.

 
Saiba mais sobre Ituiutaba, acesse: www.portalituiutaba.com.br
(Ituiutaba, 21 de junho de 2016).

Trabalho realizado pela Fundação Cultural de Ituiutaba aumenta pontuação do ICMS Cultural em quase 100%

Desde quando assumiu o comando da Fundação Cultural, em 20 de janeiro de 2011, o atual presidente da entidade, advogado e professor, Francisco Roberto Rangel tem se preocupado em buscar alternativas para criar receitas para serem investidos em cultural no município. Porém poucas opções foram encontradas para concretizar esse objetivo. Uma das opções existentes era o ICMS Cultural criado pelo Governo de Minas, através da Lei Rob Hudson que beneficia os municípios mineiros que se preocupa com a preservação de seus bens patrimoniais, históricos e cultuais. A cidade nessa ocasião não contava com nenhum ponto oriundo dessa lei, mas sabendo a importância desse processo para o município, iniciou o processo de catalogação de seus bens patrimoniais, buscando enquadrar o município a essa lei estadual, o que possibilitou já em 2012, o início do primeiro processo 2012/2014, em busca de pontuação do ICMS Cultural para o município. Em razão desse trabalho foram conquistados os primeiros pontos para o município, ou seja, 1.9, o que representava algum recurso financeiro para ser investido em cultura. Já em 2015, em razão do processo 2013/2015, a cidade conseguiu aumentar essa pontuação de 1.9 para 4.7, um aumento de mais de duzentos por cento, nessa pontuação. Agora, em razão do processo realizado 2015/2017, a pontuação do ICMS Cultural de 4.7 passa para 8.3, um aumento de quase 100%, nessa pontuação, o que resultará em mais recursos financeiros para o município investir em cultura, especialmente na preservação dos bens inventariados e tombados, mas, esses recursos, só serão liberados para o município em 2017.
Por solicitação do IEPHA, foram repassadas informações adicionais sobre o já concretizado processo de registro da Congada, sobre o pedido de tombamento da gráfica da Fundação, bem como, o processo do projeto Educar 2015, que teve a participação de alunos, professores e diretores das escolas municipais Cime Tancredo de Paula Almeida, através dos alunos de 4º e 5º anos que pesquisaram a dança Afro-braileira, do grupo de Moçambique Camisa Rosa desta cidade, enquanto que os alunos da Escola Estadual Rotary, outra participante pesquisou o MUSAI e os bens patrimoniais lá expostos.
Para o presidente da Fundação, professor Rangel, o aumento dessa pontuação do ICMS Cultural representa uma grande conquista para o município, especialmente para a cultura, significa mais recursos financeiros para serem investidos na preservação dos bens patrimoniais existentes na cidade, mas, sobretudo, significa uma grande vitória de sua gestão à frente da entidade, de sua equipe de trabalho e dos parceiros que tem contribuído de forma decisiva, para o engrandecimento da cultura no Município.

 
Saiba mais sobre Ituiutaba, acesse: www.portalituiutaba.com.br
(Ituiutaba, 21 de junho de 2016).

“Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco” (122)

 

Mais 50 inocentes trucidados pelo dogma, sempre ele. O dogma que
embriaga, entorpece, adoece, o dogma que não tolera a diferença e cega
os corações da percepção de que somos todos um só ser, uma só espécie.
Não importa se foi o dogma religioso, cultural, ou ideológico, pois
toda forma de dogma é um caminho para o ódio, a crueldade, a
destruição e a morte. Por isso eu conclamo que joguemos todos os
nossos dogmas no lixo da história, para percebermos que somos todos
humanos, irmãos, vivendo a mesma jornada nesse planeta. Só sem os
dogmas o mundo poderá compreender a verdadeira tecitura do amor.
(Ciberpajé)
*
A viagem mais importante e transformadora é a do autoconhecimento, a
descoberta das múltiplas dimensões que nos compõem, o mergulho nos
abismos incomensuráveis do ser. Vivemos em um mundo dominado por
valores decadentes, todos com base no hiperconsumo e no poder. As
pessoas distanciam-se cada vez mais de si mesmas e seguem condutas de
rebanho, mesmo com o esfacelamento da cultura em milhões de tribos
ideológicas, as pessoas ainda sentem extrema necessidade de estarem em
um desses grupos. Assim cometem suicídio interior ao consentirem com a
destruição gradativa de sua individualidade para servirem às
ideologias de seus grupelhos. É importante não confundir
individualidade com individualismo, o segundo está muito mais ligado
ao sentido de ser alguém apartado do todo e por isso egoísta. O
individualista joga sua individualidade no lixo, para alimentar seu
ego, em busca da aceitação dos outros e de um falso amor. Ele
necessita ser amado pelos outros, pois não consegue amar-se, e essa
necessidade é egoísta e egoica, então mesmo dentro de seu grupelho,
todas as suas relações são barganhas; ele é um egoísta que joga o jogo
do grupo visando ser amado e aceito. Ao agir assim já está
completamente morto interiormente, é um zumbi com alto potencial de
destruição dos outros e do planeta, nada mais lhe importa a não ser
ele mesmo. (Ciberpajé)
*
A degeneração de nossa espécie é resultado direto do afastamento
gradativo do homem de si mesmo, de suas dimensões profundas, da
verdadeira transcendência que não pode ser encontrada nas religiões.
As religiões são estagnadas, e vivem de ludibriar e prometer futuros
paraísos, não existe mais nada de absolutamente transcendente nelas.
Nunca conheci uma única pessoa dogmática que vislumbrou uma
experiência realmente transcendente no seio dessas seitas. O sentido
de unidade está sendo completamente perdido, ainda existem raras
pessoas buscando-o, eu sou uma dessas pessoas. Todo o meu esforço como
ser e como artista é o de buscar ser eu mesmo, e para isso preciso
realizar esse mergulho interior que na verdade é um mergulho Cósmico,
já que parafraseando Stanislav Grof: “Somos hologramas do Cosmos!”
(Ciberpajé)
*
Eles sempre querem mais, mais e mais. Nada os satisfaz, mergulhados em
seus vazios que só podem ser aparentemente preenchidos com coisas,
dinheiro, barulho, som, elogios, poder. Eles sempre precisam de mais
em sua sanha devastadora e sem escrúpulos, mais ostentação, mais
consumo, mais desejos. Mais, sempre mais, mais, mais, mais, mais,
mais. É deplorável quando eu os vejo no espelho, é triste perceber que
somos todos um só, manifestações múltiplas da controversa espécie
humana. (Ciberpajé)
*
As pessoas se esquecem da grande toxidade da música dita “romântica”.
Trata-se de um veneno altamente nocivo que desperta sensações obscuras
de apego, dependência, passividade, degenerando a capacidade crítica e
implantando mensagens subliminares de que o dito “amor romântico” é um
sentimento nobre, de que “sofrer por amor” vale a pena. Elimine de sua
vida toda essa música tóxica, e não se engane, ela está disseminada em
TODOS os gêneros musicais, do samba ao black metal, não é uma questão
de gênero musical. Ouça músicas que transmutem suas energias
positivamente, tornando-o mais focado, certeiro e selvagem.
(Ciberpajé)
*
Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela
UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e
professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG.
Acadêmico da ALAMI, possui obras premiadas nacionalmente nas áreas de
arte e tecnologia e histórias em quadrinhos. ciberpaje@gmail.com

Ontem, hoje e amanhã

Saavedra Fontes

Hoje eu fui capaz de um salto notável. Extraí da minha memória os dias mais felizes da
minha vida, os da minha juventude. Recordei fatos incríveis, que viviam armazenados
no cérebro, quase esquecidos. Episódios vividos e que marcaram minha existência de
jovem rebelde sempre em duelo com as convenções. Estou surpreso porque veio à tona
lembranças muito antigas. E o curioso é que cheguei à conclusão de que não me
arrependo dos erros, só lamento o que eu deixei de fazer. Certo ou errado foram muitas
coisas, diversas das quais me fazem perguntar, mas como foi possível? A resposta está
no fato de nós sermos capazes de sofrer mudanças nas fases da vida que se sucedem. É
por isso que vivemos o “ontem”, o “hoje” e com um pouco de sorte viveremos o
“amanhã”.
Não condeno ninguém pelo que foi ontem e menos ainda pelo que é hoje. O problema é
o amanhã, que pode ou não chegar a tempo de nos encontrar melhor. Precisamos nos
esforçar, procurando entender a razão de estarmos vivendo neste mundo. Não é difícil
perceber que temos missão especial a cumprir antes de viajarmos de volta, para onde
vamos é que é um mistério. As respostas estão por aí, no vazio de nossa existência ou na
riqueza de nossos pensamentos. Melhorar é preciso, pesquisar é necessário e acreditar é
extremamente indispensável.
Cobram-nos os valores que possuímos ou que podemos adquirir, sem precisarmos crer
que somos os piores entre os seres humanos. Um coração generoso e uma alma boa,
reconhecidamente pura, podem não serem perfeitos para os padrões Divinos. Se por
porventura me alcançarem a piedade dos bons espíritos, julgando por bem me
conduzirem ao Paraíso hipotético, não quero chegar sozinho. É preciso que eu leve
também os meus defeitos, para testar as virtudes dos anjos e dos santos. Só assim eu
poderei, no último momento, crer definitivamente. Ontem eu fui ateu, repudiava-me a
ideia de crer em um Deus invisível e distante. Hoje, tento entendê-Lo reconciliando-me
com a fé. Melhor com ela do que sem ela.
Não precisamos entender o ontem como um passado distante, a vida é tão curta que hoje
deixa de ser agora em questão de minutos. E o amanhã passa a ser hoje da mesma
forma. O importante é deixar o tempo avançar carregando as sombras de nossa
ignorância, para que a luz da inteligência e compreensão nos ilumine sempre. Passado,
presente e futuro é o tripé que sustenta o nosso destino, uma estrutura digna de uma
história de vida. Acredito que quando eu partir não irá comigo recordações, lembranças,
por mais auspiciosas que sejam. Levarei apenas e tão somente a minha consciência
ampliada com as experiências que amealhei em vida, para trazê-las de volta numa
próxima existência. Esta é a melhor forma de acreditar em um Deus misericordioso e justo.