Arquivo público da Fundação Cultural conta a história de Ituiutaba, através de jornais, revistas e fotos

Um rico acervo cultural e histórico, formado por jornais que datam à década de trinta e revistas, esta a disposição dos pesquisadores e do público leitor na Galeria de Antiguidades da Fundação Cultural, em sua sobre loja.
Jornais como: Jornal Folha de Ituiutaba, “Jornal Cidade de Ituiutaba (1934) que tinham naquela época a direção de Ercílio Domingues, e em 1935, “Jornal o Vencedor”, fundado e dirigido por Álvaro Brandão de Andrade, ex-diretor do Instituto Marden.
Outros jornais que conta o dia a dia do povo, de grande circulação, a partir da década de setenta foram: o Jornal Diário Regional e Jornal Esteio, mas a história não pára ai, pois essa narrativa continua em nosso tempo pelos jornais: Jornal do Pontal, Jornal Gazeta do Pontal, Jornal Hoje em Dia e Jornal Folha da Região.
É bom salientar que o primeiro jornal a escrever sobre a história de Ituiutaba, a partir de 1907, foi o “Jornal Vila Platina”, fundado e dirigido por, Pio Augusto Goulart Brun (primeiro presidente da Câmara Municipal de Ituiutaba). E revistas como Cidade em Foco, revista Página da Semana, Revista Impacto e Revista Esplendida traçam um retrato vivo de nosso comércio, indústria, turismo e da sociedade local.
O pesquisador irá encontrar fotos de figuras históricas e folclóricas desta cidade como: Bem Preto, Zé do Óleo, Maria Rosa, Vó Antônia, Pula, carnavalesco Carício Tannus, Lurdinha, sindicalista João Sergio de Medeiros, várias fotos da família árabe, dentre outras. É bom lembrar que além desse arquivo público a disposição de estudantes, professores, pesquisadores e população em geral, os visitantes encontrarão um grande acervo de objetos e artefatos históricos, uma verdadeira viagem ao passado. Após a visita, o visitante receberá um ou mais livros, do projeto “Ler Mais”.

 
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(Ituiutaba, 20 de novembro de 2014)

Comissão julgadora do Concurso de Contos “Águas do Tijuco de Ituiutaba” pede prorrogação de prazo para entregar resultado

O presidente da Fundação Cultural de Ituiutaba, professor Francisco Roberto Rangel recebeu pedido assinado pelos integrantes da Comissão Julgadora, encarregada de selecionar os melhores contos, do Concurso de Contos “Águas do Tijuco de Ituiutaba”, solicitando prorrogação de prazo para entrega dos resultados, devido a complexidade da analise que está sendo feita por cada membro da comissão, nos contos inscritos.
Segundo o presidente Rangel, esse pedido traz atraso no recebimento do resultado, mas por outro lado, mostra o cuidado que a comissão está tendo na analise de cada conto inscrito, valorizando cada participante, reforçando a sua importância junto aos contistas de todo pais, que ao participar do mesmo, o faz, acima de tudo, pelo zelo e pela forma, que o mesmo é conduzido. O pedido não determina os dias que a comissão precisa para terminar o julgamento dos contos inscrito, mas o professor Rangel acredita que até o dia 15 de dezembro a Fundação Cultural esteja em condição de divulgar o nome do vencedor desta terceira edição do concurso.
A Fundação deveria ter recebido o resultado no último dia 15/11, para poder divulgar esses resultados para todo país até o dia 01/12/2014, de acordo com o edital do concurso.

 
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(Ituiutaba, 18 de maio de 2014).

É preciso voar

Saavedra Fontes

Ausentei-me de mim por algumas horas e parti para outras dimensões do espírito. Fui buscar no mundo dos sonhos a paz e a fantasia, acessórios da vida que ajudam a domar o cansaço e as frustrações. É uma viagem extraordinária e rápida, fácil de ser feita, confortável e linda… É um vôo sem escala ao espaço sideral, prático e gratuito. Como o fazer? Procure no porão de sua mente o par de asas que você esqueceu jogado nos tempos de criança. Exercite-o durante alguns dias para ver se ainda está funcionando. Geralmente está. Aguarde uma noite de luar imenso, chegue até a janela e ponha-o nas costas esperando pelo momento exato de saltar e bater as asas com vontade e vigorosamente. Leve com você a crença de que o momento existe, fecha os olhos e parta… Previno-o, entretanto, que é preciso ter um coração sensível.
Quem consegue fazê-lo descobre em cada constelação uma estrela especial, que o recepcionará com imagens vivas do passado, registradas nos grandes momentos da infância e da juventude. São as estrelas da saudade, que não perdem o brilho com o passar do tempo, antes aumentam de intensidade e irradiação. Uma coisa eu lhes digo, a saudade recuperada é o verdadeiro bálsamo, não só cicatriza como também cura as dores da ocasião. Substitui com vantagens os eufemismos comuns com os quais nos consolam: “os velhos são sábios”, “melhor viver bastante do que morrer antes”, “o senhor está bonzinho?” e assim por diante sempre no diminutivo – como se o velho fosse algo excêntrico digno de piedade constante.
Os moços talvez não possam voar, raramente têm saudades. É preciso envelhecer para senti-las. Na juventude o tempo passa muito rápido e as emoções são constantemente trocadas, não oferecendo espaço para os sentimentos da alma. No jovem o coração comanda e, por mais paradoxal que seja, aliado a uma racionalidade que expande as paixões e recolhe a sensibilidade do espírito. Por isso raramente voam… Somente os mais velhos o sabem fazê-lo com mais assiduidade e persistência, enquanto as crianças atingem outras estrelas, as que não guardam saudades, mas produzem fantasias.
Sonhar é fazer da vida um folguedo que sustenta o peso da realidade, normalmente suportável na juventude, mas que vai ficando difícil à medida que avançamos. Vamos, vá até o porão e pegue suas asas esquecidas, comece a partir de hoje a treinar, para amanhã chegar a tempo de revê-las e as fantasias, que são suas, totalmente suas. Não se envergonhe de perseguir seus sonhos e nem tenha medo de não conseguir alcançá-los, eles são como peças descartáveis de seu íntimo, que podem ser substituídas sem prejuízo de suas emoções. O segredo está em persegui-los de forma lúdica e permanente, aprendendo a voar. Ontem eu voltei de uma viagem assim, revi amigos, parentes e as minhas mais fascinantes fantasias. Imaginem, dancei com a Ginger Rogers e abracei a Marilyn Monroe. Não é fantástico?

CP: HD – FCI/ALAMI – novembro/2014

Quando nos tornarmos cidadãos

Whisner Fraga é escritor. Contato: wf@whisnerfraga.com.br

 

A cidade deveria ser nossa. Dividida entre a vontade do poder instalado e o desejo da iniciativa privada, ela agoniza em sua missão disfuncional. Queremos nos mover, mas nos sentimos impotentes diante da imobilidade de uma urbe caótica e sem diretrizes. Aqueles que nos representam precisam decidir entre o carro particular e o transporte coletivo. É tarefa deles escolher o que priorizar. Assim, precisamos estar conscientes que, quando elegemos políticos, investimos no aumento ou na diminuição de emissão de poluentes, no acréscimo ou não dos velhos privilégios para poucos, na venda ou na recuperação de lugares públicos.
Precisamos nos desacostumar com a visão de que somos donos de espaços coletivos. A calçada não é nossa, aquele trecho entre a sarjeta e o meio da rua, onde os carros normalmente estacionam, não é nosso. O patrimônio da prefeitura não é nosso. Cabe a ela, cabe aos políticos instituídos democraticamente decidir o que fazer com o que é do povo. Construir escolas para a população que delas precisa, erigir bibliotecas, centros de convivência, parques. Deixar a cidade mais acessível e mais bonita.
Tenho a impressão de que a cidade foi vendida. Um filme a vinte reais, uma peça a quarenta, uma caminhada a dez reais, tudo tem preço e poucos podem pagar. Quando ouço uma pessoa, contrariada, afirmar que “gasta” duas horas para chegar ao trabalho, sinto pena. Porque o tempo não se vende, o tempo é um bem não renovável, não retornável. O tempo, aliás, não é um bem e não deveria ser negociado. O tempo é nossa vida.
O que fazer para recuperar uma cidade que talvez nunca tenha sido verdadeiramente nossa? A senhora lava o quintal de sua casa, o rapaz enxuga o carro na garagem e ambos pensam que a água é deles, porque eles pagam as contas em dia. A água não é deles. Precisamos aprender a pensar coletivamente. Se desperdiço algo, mesmo que tenha condições de bancar esse desperdício, faltará para alguém, talvez até para mim mesmo. Então eles espalham o medo: privilegiar o coletivo pode levar ao fim do privado.
Essa falta de educação produz violência. O trânsito mata cada dia mais. Nas ruas, a criminalidade aumenta. A desigualdade semeia a insatisfação. Precisamos de escolas, de parques, de bibliotecas, de clubes, de ciclovias, de transporte público eficiente, de fraternidade. Precisamos exigir a cidade de volta. Precisamos de acessibilidade para aqueles com déficit de mobilidade, precisamos de escolas que abram aos finais de semana para a comunidade de seu entorno, precisamos de livros disponíveis gratuitamente em cada esquina, precisamos de internet de graça e de qualidade. Precisamos nos tornar cidadãos para depois reivindicarmos a posse de nossa cidade.

 
CP: HD – FCI/ALAMI – novembro/2014

Fama e importância

O que é mais consistente e duradouro? A fama ou a importância? Sabemos que a fama por sua natureza é fugaz, efêmera e decepcionante. Está sempre ligada a fatos e ações, que por sua vez, geram lucro e conforto, porém não o bem estar. Produz aplausos, não a alegria. É glamorosa e movimenta multidões, mas não evita a solidão. O famoso é prisioneiro de suas circunstâncias. Tem a liberdade cerceada pelos contratos milionários não podendo assim gozar das coisas simples, naturais e verdadeiramente prazerosas da vida. O perigo se torna maior quando a fama chega já na tenra idade. A criança ou adolescente não tem a sabedoria necessária para lidar com a glória e momentos faustosos. Nesse caso se não houver um acompanhamento dos pais, pode ser muito prejudicial para sua vida adulta. Mesmo os que têm anos de vivência na lide da fama, correm o risco de se enredarem nos laços capciosos do glamour e perderem o real sentido da vida. A história está cheia de famosos que se mataram, se ensandeceram pensando encontrar a paz nas drogas e nos prazeres profanos.

Já a importância tem outro sentido. Eu me torno importante quando sou importado para dentro do coração de alguém e ali permaneço. A importância não depende de riqueza e sim dos valores morais e espirituais que fazem com que minha companhia seja desejada. A importância me alia aos prazeres sólidos da vida. Me dá liberdade e paz. A importância da roupa que visto não é a grife que ela ostenta, mas o conforto que dá ao me proteger. A importância do meu calçado não está ligada ao preço e sim ao prazer e segurança do meu caminhar. ( A título de curiosidade: como disse Mário Sérgio Cortella, há pais que compram para seu filho um par de tênis que custa o preço de dois pneus do carro)
A importância está relacionada ao acolhimento, enquanto a fama está relacionada à tolerância. Eu acolho o que é importante para mim e tolero o que é famoso. Daí a importância ser duradoura, permanente e a fama passageira. A fama não deve me atrair, mas devo me preocupar em ser importante para alguém.
É relativamente fácil entendermos essa analogia se percebermos que a fama se atrela ao ter e a importância ao ser. E perceber que sendo, eu tenho. Mas nem sempre tendo, eu sou.

 
José Moreira Filho
moreira@bacioti.com
CP: HD – FCI/ALAMI – novembro/2014

“Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco “(42)

 

Viver é celebrar cada segundo, jogue no lixo toda angustia, ansiedade,
tristeza, olhe o Sol, uma árvore, um animal, tudo é tão mágico!
Perceba o milagre cósmico que é estar vivo, respirando, usufruindo
desse planeta esplêndido! VIVA! (Ciberpajé)
*
A compaixão só tem sentido se for ATIVA! Se você vê um cão na rua
passando fome e se apieda e sofre e vai embora, isso é idiotice e jogo
de cena. Se você sofre, mas vai lá e leva um pouco de comida a ele, aí
sim sua compaixão foi sincera, seu sofrimento levou a alguma
transformação da realidade! Mas se você sofre também por coisas
abstratas como “a paz mundial”, você continua sendo um menino mimado,
não há como ter compaixão ativa por coisas que você não pode mudar.
Você só pode mudar a si mesmo e assim transformar sua realidade e a
daqueles que te cercam. (Ciberpajé)
*
Ter desejos é maravilhoso, é instigante. Realizá-los é mágico! No
entanto sofrer por eles é pura e completa idiotice. O único sofrimento
legítimo provém das necessidades, jamais dos desejos. (Ciberpajé)
*
Para alguns o sofrimento é uma espécie de entorpecente altamente
viciante. Eles tornam-se dependentes das substâncias despejadas em sua
corrente sanguínea quando experimentam a sensação de serem mártires, e
terem dores enormes. Todos esses viciados em sofrimento sofrem apenas
por seus desejos não serem realizados, sofrem pois o mundo não é como
eles gostariam que fosse, um mundo moldado segundo seus desejos,
grande parte das vezes egóicos. Ou seja, seu sofrimento é puro jogo de
cena, comumente têm boas vidas, e todas as suas necessidades supridas.
No fundo são meninos mimados viciados em atenção e por vezes tornam-se
tão adictos dessa condição de sofredores vitimistas que geram doenças
em seu organismo para aumentar a compaixão dos que os amam e assim
alimentar seu vício nefasto. Apiedar-se deles é alimentar seu vício,
portanto ignore seus lamentos sempre. (Ciberpajé)
*
O único sofrimento que deve ser ouvido e merece compaixão ativa é o
sofrimento que surge das necessidades. Todo sofrimento que provém dos
desejos é falso e deve ser ignorado. (Ciberpajé)
*
Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela
UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e
professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG.
Acadêmico da ALAMI, possui obras premiadas nas áreas de arte e
tecnologia, performance e histórias em quadrinhos.

CP: HD – FCI/ALAMI- novembro/2014

“Projeto Árvore da Vida” – Extreia nesta quinta-feira no anfiteatro do IFTM

Nesse dia 13, quinta-feira extreia o espetáculo teatral, “Projeto Árvore da Vida, contemplando alunos das escolas rurais e das escolas urbanas de Ituiutaba que terão a oportunidade de assistir no anfiteatro do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), esse magnífico espetáculo teatral infantil. Apresentado pela Companhia de Teatro Sia Santa, vem numa parceria com o Governo de Minas, Fundação Cultural/Secretaria de Educação, Esporte e Lazer, Coopercitrus e FMC. Na extreia, o espetáculo, além das apresentações já anunciadas programou uma sessão extra às 19h30.

Além das apresentações teatrais, o projeto também prevê oficinas teatrais gratuitas aos Professores das escolas públicas que serão atendidas.
Este é um projeto de formação de plateias e promoção de acesso ao Teatro para crianças com idade entre 6 a 12 e seus educadores. É, portanto, um projeto de artes cênicas no segmento teatro.
Inclui a circulação de espetáculo teatral infantil do gênero aventura, que traz como personagens um grupo de insetos corajosos e dispostos a salvar a grande árvore que é a sua morada; o espetáculo tem como tema central o cultivo da terra e a necessidade de cuidados com a natureza de maneira que a produção de alimentos seja feita de forma sustentável. Em conjunto com a circulação desse espetáculo prevê a realização de encontros de sensibilização para integrantes das comunidades escolar incluindo educadores, agentes culturais e agentes de saúde, com o intuito de capacitá-los a atuarem como mediadores do processo de fruição artística que as crianças irão desfrutar na sala teatral, e logo após o espetáculo, diálogo promovido entre o público e elenco.
O presidente da Fundação Cultural, professor Francisco Rangel destaca a importância cultural do “Projeto Árvore da Vida”, em termos de sustentabilidade e por contribuir culturalmente com a formação de nossos alunos em suas faixas etárias, das escolas atendidas. “São parcerias como esta é que nos ajuda a engrandecer culturalmente o nosso município”, disse Rangel.

Atores em cena - Projeto Árvore da Vida

Segue abaixo no gráfico, o cronograma das escolas atendidas:

“PROJETO ARVORE DA VIDA”

APRESENTAÇÕES 13/11 – QUINTA APRESENTAÇÕES 14/11 – SEXTA
MATUTINO
09:30 VESPERTINO
14:00 MATUTINO
09:30 VESPERTINO
14:00
*Escola Municipal Rural Bernardo José Franco (50 alunos) Colégio Menezes
(100 alunos)
Escola Estadual de Educação Especial Risoleta Neves
(80 alunos) Escola Estadual de Educação Especial Risoleta Neves
(100 alunos)
*Escola Municipal Rural Quirino de Morais (75 alunos) APAE
(20 alunos) *Escola Municipal Rural Archidamiro Parreira
(50 alunos) Escola Municipal Nadime Derze
(75 alunos)
Creche Espírita Pouso do Amanhecer
(96 alunos) Escola Municipal Machado de Assis
(75 alunos) Escola Municipal Rosa Tahan
(75 alunos) Escola Dom Bosco
(50 alunos)

Saiba mais sobre Ituiutaba, acesse: www.portalituiutaba.com.br
(Ituiutaba, 12 de novembro de 2014)

Fundação Cultural/Secretaria de Educação, Esporte e Lazer, em parceria com Governo de Minas, Companhia de Teatro Sia Santa e Coopercitrus traz a Ituiutaba o espetáculo “Projeto Árvore da Vida”

Será realizado nos dias 13 e 14/11/2014, às 9h30 e 14h, no anfiteatro do IFTM – Instituto Federal do Triângulo Mineiro, o espetáculo teatral infantil “Projeto Árvore da Vida”, apresentado pela Companhia de Teatro Sia Santa, numa parceria com a Fundação Cultural/Secretaria de Educação, Esporte e Lazer, Governo de Minas, Coopercitrus e FMC.

 

O público alvo das apresentações são basicamente estudantes das escolas rurais desta cidade, no entanto devido à importância cultural do espetáculo, o projeto irá beneficiar também alunos das escolas da cidade, conforme cronograma abaixo:

 

 

CRONOGRAMA DE ESCOLAS ATENDIDAS

“PROJETO ARVORE DA VIDA”

APRESENTAÇÕES 13/11 – QUINTA APRESENTAÇÕES 14/11 – SEXTA
MATUTINO
09:30 VESPERTINO
14:00 MATUTINO
09:30 VESPERTINO
14:00
*Escola Municipal Rural Bernardo José Franco (50 alunos) Colégio Menezes
(100 alunos)
Escola Estadual de Educação Especial Risoleta Neves
(80 alunos) Escola Estadual de Educação Especial Risoleta Neves
(100 alunos)
*Escola Municipal Rural Quirino de Morais (75 alunos) APAE
(20 alunos) *Escola Municipal Rural Archidamiro Parreira
(50 alunos) Escola Municipal Nadime Derze
(75 alunos)
Creche Espírita Pouso do Amanhecer
(96 alunos) Escola Municipal Machado de Assis
(75 alunos) Escola Municipal Rosa Tahan
(75 alunos) Escola Dom Bosco
(50 alunos)

 

 

Informações sobre o Projeto “ÁRVORE DA VIDA”

O Governo do Estado de Minas Gerais aprovou o projeto cultural “ÁRVORE DA VIDA” – CA 0663/001/2012 da proponente Margarida M. Abrão Valente – VALENTE PRODUÇÕES, com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, sob o patrocínio da FMC Química do Brasil Ltda, que atenderá gratuitamente milhares de alunos e professores das escolas públicas de alguns municípios mineiros, com o espetáculo de teatro infantil “ÁRVORE DA VIDA”, da Companhia de Teatro SIA SANTA.

Previsto agora para apresentações em Ituiutaba, Frutal e Araguari, recebe apoio da Fundação Cultura/ Secretarias de Educação das Prefeituras e grande incentivo da COOPERCITRUS.

Além das apresentações teatrais, o projeto também prevê Oficinas Teatrais Gratuitas aos Professores das Escolas Públicas que serão atendidas.

Este é um projeto de formação de platéias e promoção de acesso ao Teatro para crianças com idade entre 6 a 12 e seus educadores. É portanto, um projeto de artes cênicas no segmento Teatro.

Inclui a circulação de espetáculo teatral infantil do gênero aventura, que traz como personagens um grupo de insetos corajosos e dispostos a salvar a grande árvore que é a sua morada; o espetáculo tem como tema central o cultivo da terra e a necessidade de cuidados com a natureza de maneira que a produção de alimentos seja feita de maneira sustentával. Em conjunto com a circulação desse espetáculo prevê a realização de encontros de sensibilização para integrantes das comunidades escolar incluindo educadores, agentes culturais e agentes de saúde, com o intuito de capacitá-los a atuarem como mediadores do processo de fruição artística que as crianças irão desfrutar na sala teatral, e logo após o espetáculo, diálogo promovido entre o público e elenco.

O Público alvo das apresentações teatrais são crianças matriculadas em escolas públicas da zona rural, conhecidas como Escolas Rurais, ou estudantes de escolas urbanas, que atendam grande número de crianças moradoras da zona rural. O número esperado é de cerca de 280 crianças por espetáculo, o que durante a realização dos 66 espetáculos chegará a um total estimado em 18 mil e quinhentas crianças, assistindo ao espetáculo Teatral “Àrvore da Vida”. O públlico alvo dos 07 encontros de sensibilização teatral são educadores, agentes culturais e de saúde das comunidades escolares. Cada encontro atenderá em média 30 pessoas estimando-se um total de 210 pessoas atendidas ao final. A cada espetáculo será distribuído um catálogo com atividades infantis de recreação com o tema do espetáculo, para cada criança.

As ações do projeto já foram realizadas nas seguintes cidades de Minas Gerais: Lagoa da Prata, São Sebastião do Paraíso, Araxá, Patrocínio, e Araguari e se encerra agora em Araguari (segunda temporada), Frutal e Ituiutaba. Em cada cidade são realizadas uma Oficina para a comunidade escolar e junto a apresentações do Espetáculo Teatral Infantil: ”Árvore da Vida”.

Atuando com Responsabilidade
O Programa de Atuação Responsável FMC visa promover a conscientização da família rural a respeito da preservação ambiental e de sua segurança. Muitas iniciativas foram tomadas com essa finalidade.
O Programa Atuando com Responsabilidade foi sintetizado de forma simples e objetiva na mensagem “Os 7 Hábitos da Atuação Responsável”, um passo-a-passo com as práticas agrícolas ambientalmente responsáveis.

 

 

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(Ituiutaba, 10 de novembro de 2014)

“Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco” (41)

Tanta gente vomitando teorias e filosofias, tanto conhecimento que

continua inócuo, pois o conhecimento só tem algum sentido quando
transforma-se em sabedoria e é levado para a vida. Todo o resto é jogo
de cena, empáfia, prepotência de ignorantes enciclopédicos que
insistem em ensinar para o mundo aquilo que não experienciam.
(Ciberpajé)
*
Se eu desse ouvidos às centenas de pessoas que me criticaram e
criticam ao longo de minha trajetória artística, que me vilipendiam, e
tentam humilhar, eu estaria enterrado em um buraco, derrotado pela
depressão e autocomiseração. Quanto você cria algo, hordas de idiotas
tapados e estéreis sempre estarão prontos a atacá-lo e criticá-lo. É
uma atitude de defesa contra a morte de sua capacidade de viver e
criar, uma forma de tentar absorver suas energias, entristecendo-o.
Ignore esses pulhas, siga criando, ouça só o seu coração, se assim o
fizer a arte o transformará interiormente, ela te curará, te fará ser
integral! (Ciberpajé)
*
Me disseram que tenho a mania de chamar outros seres humanos de
idiotas. É verdade! Mas não se preocupem, em muitas questões ainda
estou junto com os idiotas cometendo as mesmas idiotices, então quando
os chamo assim é também uma forma carinhosa de referir-se a eles ao
lembrar-me de mim e de minhas falhas! Um viva a nós, os idiotas!
(Ciberpajé)
*
Depois de sugarem os cofres públicos como sanguessugas insaciáveis e
pouco se importarem com a natureza ou o bem estar da população,
políticos adotam uma atitude pseudo-ecológica de “vamos economizar
água e cuidar de nossas nascentes”. Na surdina eles gargalham, pois
sabem que suas nascentes de dinheiro amealhado das massas ignóbeis
nunca secarão. E durante suas vidas podres, mesmo se a água tornar-se
tão cara quanto o ouro eles poderão banhar-se todos os dias – apesar
de jamais conseguirem retirar de si a imundície da alma. Mas ao final,
mesmo que eles não provem a fúria selvagem de mamãe Gaia, seus
descendentes não serão poupados pela violência da progenitora mor, que
jamais é cruel. (Ciberpajé)
*
Humanos que riem das atitudes idiotas de outros humanos você encontra
aos bilhões. Mas humanos que têm a capacidade de se observarem e rirem
de si mesmos e de suas próprias idiotices são seres raros. E toda
auto-revolução inicia-se com a auto-observação. (Ciberpajé)
*
Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela
UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e
professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG.
Acadêmico da ALAMI, possui obras premiadas nas áreas de arte e
tecnologia, performance e histórias em quadrinhos.

CP: HD – FCI/ALAMI – novembro/2014

Algo sobre os clássicos

Whisner Fraga é escritor. Contato: wf@whisnerfraga.com.br

 

Gosto de futebol. Muitos escritores esnobam o esporte e, talvez por isso, haja tão pouca ficção produzida sobre o tema. Não sou um fanático. Acho todo tipo de fanatismo uma afronta à democracia e ao direito do outro. Tampouco sou um expert no assunto. Gosto mesmo é de me sentar à frente da televisão e assistir às jogadas engenhosas dos atletas em campo. Considero este um momento de descanso das adversidades do cotidiano.
Não entendo essa “paixão” exagerada de torcedores que fazem do resultado de uma partida motivo para guerras. A imprensa divulga, após cada clássico em nossos estádios, o saldo dessas batalhas: mortes, violência, covardia. Como justificar que o fato de nosso time ter perdido é motivo o bastante para ameaçar outro cidadão? E não apenas amedrontar, mas ir às vias de fato. Culpam as torcidas organizadas, mas isso é buscar uma solução fácil para um problema maior: o espírito belicoso presente na natureza humana.
Por isso vou muito pouco a estádios. Não são lugares seguros, não caiam na besteira de levar suas crianças para assistir a jogos, principalmente os clássicos. Como regra básica de segurança, não vista a camisa de seu time, pois assim seu inimigo o achará mais facilmente. Não torça com muita veemência e, ao sair para a rua, pare de torcer. De preferência fique em casa.
Não consigo entender como uma pessoa elege uma equipe e passa a sofrer e a se deleitar tanto com ela. Como alguém decide que o seu time é o Santos? Ou o Cruzeiro? Ou o Palmeiras? Sei que tem muito aí de herança. Os pais que compram uniformes para os filhos, ainda bebês, os amigos que o convencem que tal jogador é um gênio e, coincidência, ele é um atleta do time X! Até aí conseguimos compreender. O que é estranho é testemunhar a adoração que se segue à escolha. Como explicar a depressão que aparece após uma derrota?
Tentei entender os motivos que elegi o Palmeiras como meu time preferido. E, diante até da situação do time nos últimos anos, acho que resolvi o enigma. Gosto de torcer pelo mais fraco. Acho que a história de Davi e Golias, que ouvi ainda muito criança, me influenciou muito. Torço descaradamente por aquele último colocado na corrida de fórmula 1, pelo lutador mais franzino no ringue, pelo pior atleta das olimpíadas. Sempre ao lado dos piores.
Lembro-me, assim, inevitavelmente, daquela corredora das olimpíadas de 1984, a Gabrielle Andersen. Cambaleia na pista, faz caretas, parece que podemos ouvir seus gemidos de dor. Qual ser-humano neste mundo que deixou de se afligir com aquele esforço descomunal? Todos queríamos ser ela, todos desejamos que ela se superasse e cruzasse logo a linha de chegada. Perdeu o sentido honrar o vencedor daquela prova. Curvamo-nos à beleza do esporte. E não poderia ser assim após cada partida de futebol?

 
CP: HD – FCI/ALAMI – novembro/2014