Visite a Loja do Artesanato e presenteei com carinho a sua mãe querida

A Fundação Cultural lembra: Vem aí o dia das Mães

 

Para a mais importante criatura que Deus criou para a alegria e felicidade dos filhos, a Mãe querida, a Loja do Artesanato tem as mais lindas sugestões em artesanato feito à mão, para cama, mesa e banho, para você presentear com amor.

Presidente da Fundação Cultural visitanto a Loja do artesão

Mas não é só isso que você pode encontrar lá… A Loja do Artesanato tem também outros produtos, como: comida típica, doces, conservas, tapetes de cordão, panos de prato, jogos de cozinha, jogos de mesa, vasos, bandeja, boneca de pano (em madeira) – carinho, helicóptero, Jogo de xadrez, carro de boi, caixinha de música, relógio de parede, todo trabalhado em madeira e vários outros artesanatos. Realmente são presentes que deixarão lembranças, marcas inesquecíveis para a rainha do lar, ou para quem recebe, pois são lindos e feitos com muito amor e carinho. E o mais importante: cabe em qualquer bolso. Vale à pena visitar a Loja do Artesanato e conhecer o que é feito com muito dedicação e carinho.

Presenteei a sua mãe querida ou a pessoa amada, visite a Loja do Artesanato que funciona na Rua 20, com 13 e 15, nº 1016, centro.

Loja do Artesanato conta com o apoio físico e cultural da Fundação Cultural de Ituiutaba.

Saiba mais sobre Ituiutaba, acesse: www.portalituiutaba.com.br

(Ituiutaba, 17 de abril de 2015).

“Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco” (62)

Certas pessoas confundem a seriedade e o comprometimento para com seu

trabalho com sisudez, petulância e rigidez de expressão. Normalmente,
isso é um escudo pra tentar esconder a sua incompetência e medo. Pois
eu creio na leveza, no sorriso, na camaradagem e na amizade como
pontos cruciais para a realização de um trabalho sério e comprometido.
(Ciberpajé)
*
Toda dor, toda tristeza, toda lástima, toda doença nasce dos problemas
de relacionamentos humanos. O ódio é só um fruto podre do desamor
cultivado, da rejeição, do apego, do medo, do horror à necessária
solidão. Portanto, perdoe a todos, principalmente seus pais,
perdoe-os, estão tão perdidos quanto você, ame-os sem pedir nada em
troca. Perdoe profundamente a todos que porventura lhe feriram,
liberte-se deles ao perdoá-los, liberte-se amorosamente, como se lhes
desse um abraço apertado e os deixasse com uma bela flor nas mãos para
seguir sereno e vivo, sem nenhuma dor, sem nenhum sofrimento.
(Ciberpajé)
*
As pessoas temem profundamente tudo que é diferente e estranho. E
nesse mundo formatado do hipercapitalismo tudo que contrarie os
valores vigentes dessa máquina robotizadora e idiotizante será
estranho. Os servomecanismos humanos abandonam o útero biológico para
serem seduzidos imediatamente pelo útero hipercapitalista, e tornam-se
fatalmente burros de carga correndo atrás de uma cenoura amarrada em
seus narizes, cada dia correm mais, cada dia ela fica mais distante.
Só lhes resta consumir coisas e entreter-se com paspalhices para
descansar alienadamente e voltar a produzir lixo para alimentar a
serpente oligopólica. (Ciberpajé)
*
A mídia, regida pelas multinacionais e coordenada por muitos
feiticeiros obscuros da publicidade, criou um amor inexistente, um
amor asséptico que só se concretiza no ato da compra. O amor midiático
que só se realiza ao entupir o “ser amado” de objetos e coisas
adquiridas à prazo nos dias criados pelos feiticeiros venenosos: dia
das mães, pais, avós, namorados, crianças, etc. Pois eu declaro, todos
os dias são os dias dos escravos, dos robôs de carne formatados para
serem moídos pelo sistema que lhes impõe valores e crenças. Não existe
nenhum amor possível no contexto da alienação robotizante, é tudo jogo
de cena, apego e barganha afetiva entre mortos que caminham e
inocentemente acreditam viver. (Ciberpajé)
*
A paz é um estado interior. O caos é um dos ditames cósmicos,
inevitavelmente você terá que conviver com ele, pois estará à sua
volta. Mas se for perseverante conseguirá blindar-se a ponto de jamais
permitir que penetre em seu coração, mantendo sua alma serena e
selvagem. (Ciberpajé)
*
Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela
UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e
professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG.
Acadêmico da ALAMI, possui obras premiadas nas áreas de arte e
tecnologia, performance e histórias em quadrinhos.

 
CP: HD – FCI/ALAMI – abril/2015

O andarilho

(do livro “Antologia de contos do II Concurso Contos do Tijuco, edição da ALAMI)

 
Quando vão chegando agosto e setembro, as folhas amareladas começam a cair das árvores, nuvens escuras barram o horizonte distante. Dão-me uma dor no peito e um arrocho no coração, tenho de pôr os pés na estrada rumo ao sertão. Saudade dos rios, das matas, da passarada, do cheiro da terra… e assim saio para mais uma pescaria.
Dessa vez, nosso destino era os pantanais do Coxim, no alto Taquari. Rodávamos o planalto da Serra da Petrovina, bem antes do Posto do Gaúcho, quando passamos por um pobre andarilho. Era um homem de compleição forte, barbudo, ereto, um tom grisalho na crespa barba, cabelos esvoaçantes, calças dobradas até as canelas e alpercatas em tiras. Na mão direita, um cajado de cabo volteado, à guisa de bengala. Sempre de cabeça erguida, olhava o distante horizonte, seguindo nossa direção. Por ele, passamos relativamente devagar, donde fiz minhas considerações.
Portamos no restaurante do posto para uma cerveja. quando o ancião andarilho passou por nós. Com o olhar distante, ignorando nossa presença no galpão à beira da rodovia, continuou sua caminhada de itinerante.
No galpão da lanchonete, permanecemos até o pôr-do-sol. Era noite escura quando descemos os brocotós da serra, vendo, muito distante, à nossa direita, o clarão da cidade de Rondonópolis. Descida perigosa, estrada de terra escorregadia, fraldeando pirambeiras; lá embaixo, o abismo do precipício.
No pé da serra, já no vale pantaneiro, a pensão do negro sem braço. Ranchão espaçoso de pau-a-pique, coberto com folhas de bacuri, onde tocava sua pensão e a vendola. Portamos para jantar e um pernoite. Na biquinha da cascata, tomamos um banho reparador e fomos para a mesa. Com simplicidade e singeleza, o bom pensionista serviu-nos um franguinho caipira ao molho pardo, arroz tropeiro e bananas fritas. É, sem dúvida nenhuma, a melhor comida caseira daqueles cafundós; conheço sobejamente aquelas bibocas.
No salão de jantar, sobre a mesa, um lampião Aladin; no balcão da vendola, uma lamparina fumarenta, luz bruxoleante em que mal se via o puxado da frente. Em dado momento, ouvi um gemido no canto da varanda. Era o andarilho deitado no chão, envolto em trapos. Já saciado, com a barriga cheia, fui onde estava.
— Meu bom velho, aceita um prato de comida?
Serenamente me respondeu com um sotaque alemoado, falando correntemente:
— Agradeço de bom grado, meu Senhor. O taberneiro já me deu o suficiente para meu sustento. Na vitrine do balcão, tem quatro pães de milho. É o que lhe peço para continuar minha caminhada.
— O Senhor está indo para onde?
— Meu bom Senhor, estou vagando pelo mundo à procura de perdão. Cometi crimes absurdos, eu era subalterno. A mando de meus superiores, pratiquei inúmeras crueldades que nunca saem da minha mente. No fim dos conflitos, consegui um visto para a Argentina, onde fiquei escondido por vários anos. Estão à minha caça. Antes de ser extraditado para minha pátria, vagueio pelo mundo, procurando um lenitivo para o remorso que não sai da minha consciência.
Virou-se para o canto, embrulhou-se em seus trapos e nada mais falou.
Comprei os quatro pães, coloquei-os sobre sua mochila e fui para meu quarto. Pouco depois das cinco, acordei com o claro da lua cheia, coando sua luminosidade nas frestas da parede de pau-a-pique. Olhei no canto do puxado, não mais estava. Aproveitou o clarão da madrugada para continuar sua caminhada. Por ele, não mais passamos, nunca mais o vi.
Para as dores da matéria, há lenitivo… para as dores da consciência, é difícil encontrá-la…
João Corrêa de Almeida, 1927, é acadêmico da ALAMI desde 1997 – ocupa agora a Cadeira da Saudade. Publicou dois livros de contos: “Arrocho no coração”, 1996, e “Eu era o fotógrafo”, 2006. Colunista do Jornal do Pontal, de Ituiutaba, publicava semanalmente contos, causos e crônicas, sempre dedicados a alguém de seu universo pessoal ou da sociedade tijucana. Com estilo enxuto, fluido, leve e cativante, marcado pela brasilidade e pela mineiridade, João Corrêa entrelaça memória, poeticidade e ficção, num jogo sensorial e polifônico. Partiu para o Oriente Eterno no dia 06/12/2011.

 
Postado por Enio Ferreira – ALAMI
CP: HD – FCI/ALAMI – abril/2015

Céu de fazenda

Saavedra Fontes

Admiro as obras modernas da arquitetura vigente. Quando vou a São Paulo para a revisão periódica do velho coração, de dentro do carro fico o tempo todo embevecido, olhando prédios antigos e recém-construídos, sob o olhar atento de minha filha que é arquiteta e vai atendendo a minha curiosidade, explicando os porquês da forma desta ou daquela construção. À noite, da janela do apartamento, fico decepcionado com os majestosos prédios encobertos pela neblina ou pela poluição, despojados de sua grandeza pela iluminação que nunca está à altura deles. Inconscientemente traço um paralelo entre os grandes edifícios urbanos e as grandes fazendas antigas, hoje quase todas transformadas em hotéis. Naqueles há pouco o que comemorar, nestas temos toda uma história de famílias, tragédias e miséria moral envolvendo o país dos escravocratas.
Supersticioso como sou, não sei se conseguiria dormir em um dos quartos improvisados nos locais onde poderia ter existido a senzala. Não seria por medo de supostos espectros que vagueiam em suas galerias, gemendo pelos açoites sofridos no corpo e na alma, mas dos meus próprios fantasmas autopunitivos, que me incluem entre os brancos capazes de tamanha atrocidade. Quando criança na casa de meu avô materno, acompanhei o drama de uma velha descendente de escravos que falava sozinha o tempo todo, remoendo o sofrimento de sua vida. Era só parar para ouvir e descortinávamos sua história passada a limpo.
Felizmente, a beleza arquitetônica desses hotéis-fazendas, continua intacta aqui em Minas Gerais ou no interior de São Paulo. A gente os vê com o coração tomado da mais pura emoção, se formos daqueles que dão aos fatos históricos a devida dimensão. Portas e janelas amplas, varandas imponentes, móveis da época e um cheirinho de saudade que não nos poupa nem as narinas e muito menos nossas fantasias. De fora chega o vento com o perfume da flora e a paisagem não limita a nossa visão. Por isso, levado a escolher não me faço de rogado, vou pra roça.
Eu quero um céu de fazenda, onde a luz elétrica não interfira com a luz natural e a lua se faz visível por inteira. A abóbada celeste seja um relicário de veludo muito azul e, as estrelas, diamantes debruados sobre ela. O brilho seja uma constante, cortado muitas vezes pela chuva de meteoros. E a mãe do ouro com seu vestido fino e transparente, da cor da lua atravesse o espaço e caia próximo, onde meus olhos possam apanhá-la e confirmar sua presença real.
Não há nada mais lindo do que um céu de fazenda!
O único que consegue entregar aos nossos olhos nus o maior número possível de estrelas. Sentado em uma antiga cadeira de vime ou em uma poltrona de madeira centenária, eu poderia constatar como somos pequenos diante da imensidão e beleza do universo.

 

 

CP: HD – FCI/ALAMI – abril/2015

A ÁGUA

Bem precioso que está desaparecendo

Culpa do mau uso do ser humano
Que nunca respeitou e cuidou das nascentes
Agora o corre-corre com medo de fica sem.

A água é vida, e nos alimenta, nos fortalece,
Podemos ficar sem comida, mas jamais sem água
Vemos hoje os rios transformados em riachos
Quase secando, e os animais morrendo de sede.

Água cristalina, em grandes proporções jamais.
Os peixes em cardumes também desaparecendo
E os homem assustados procuram desculpas
Para amenizar o grande problema.

O que fazer? Até aproveitar a água da chuva é real
Mas lá atrás, bem distante já começaram a destruição
Desmatando, não cuidando das encostas dos rios
Poluindo as nascentes, enfim, destruindo o bem maior,

Água, o homem de hoje precisa de pressa
Para que este racionamento não vire calamidade
Reconstruindo as nascentes, economizando
Uma gota vale muito, é só dar a dimensão necessária;

Agua limpinha corre pelo leito marulhando
Poeticamentea grandeza da sua importância
Para a humanidade, cuide de tudo, preserve
O lixo, os desmatamentos, os gastos tudo é responsável.

Vamos mudar a consciência sobre a riqueza da água
Nada funciona sem este bem precioso, portanto,
Homens de bem façam alguma coisa,o mínimo
Já resolve, não podemos cruzar os braços.

 
Regyna Marques – 2015
CP: HD – FCI/ALAMI – abril/2015

O escravismo do trabalho

Aprioristicamente, podemos imaginar uma definição para trabalho como sendo toda ação do homem sobre a natureza, usando suas forças físicas e mentais. É claro que essa definição se liga exclusivamente à força humana, pois um objeto também pode realizar um trabalho. Um automóvel, por exemplo, pode subir uma ladeira, realizando um grande esforço, gastando energia, porem, é um trabalho estritamente mecânico.

Que conceito a sociedade contemporânea tem sobre o trabalho? É algo agradável, gratificante, compulsório, necessário, estressante? Se raciocinarmos etimologicamente, vemos essa ação ligada a uma explicação nada agradável. Sua origem está no latim, tripalium, literalmente três paus que formavam um tripé usado para tortura. Assim, antigamente o trabalho era realmente algo degradante, quem trabalhava era escravo, nobre não se sujava. Cícero e Sêneca brindam ao ócio. Porém, com o advento da indústria (revolução industrial), interessadamente esse conceito assume a conotação de dignificar o homem. Mas não é por acaso que vemos, historicamente, as relações de trabalho marcadas por muito sacrifício. Opressões, revoluções, greves e mortes foram sempre uma constante nesse processo.
Acredito ser necessário, nos desprendermos um pouco da vaidade, para aceitarmos o trabalho como algo estritamente prazeroso, não nos iludindo ingenuamente que devemos trabalhar até morrer. Que sem trabalho não vivemos. Que aposentadoria é sinônimo de não se fazer nada. Pois onde estaria a minha imaginação, minha capacidade criativa, inventiva? Embotou-se, depois de trinta ou trinta e cinco anos entre quatro paredes, escrava dos ponteiros do relógio? Quanta coisa posso realizar, ao ser dono do meu nariz. Ao ter um tempo sobre o qual tenho total poder. Vou estar trabalhando, sim, se é isso que meu consciente exige para me trazer paz. Posso até estar realizando uma ação não remunerada, que ela não deixa de ser trabalho. É simplesmente uma questão de ótica. De como vejo minha ação no mundo. E como ser histórico, a minha ação deve ser vivificante. Deve ser embasada na amorização plena e libertadora, não só para mim, mas para a coletividade. E olhando o mundo dessa forma, sob a perspectiva filosófica, vamos encontrar razão e lógica para o trabalho, mesmo gratuito e voluntário.
O que faço por escolha, por opção, com certeza será mais produtivo e mais gratificante. E esse é o pagamento mais valioso. É o que supre a alma e lhe dá condições de sobrevivência.

 
José Moreira Filho
moreira@baciotti.com

CP – HD – FCI/ALAMI – abril/2015

Fundação Cultural Ituiutaba divulga oficinas do Espaço Cultural Benedito Santana

Para as pessoas interessados em aprende às mais diversas modalidades de dança. Artes marciais e outras modalidades de atividades, a Fundação Cultural, através de seu Espaço Cultural Benedito Santana, divulga as oficinas, dias, horários, monitores que ensinam e ministram cada uma dessas atividades.Capoeira oficina do Espaço Cultural

A Fundação lembra aos interessados que não cobra mensalidade, os candidatos a aprender e receber qualquer uma dessas atividades em suas oficinas, recolherão apenas uma pequena taxa mensal, que é destinada diretamente aos profissionais (monitores), para que mantenham essas oficinas.

As pessoas interessadas devem procurar o Espaço Cultural Benedito Santana, de segunda a sexta, nos horários das 8h às 11h e das 13h às 21h, na Rua 24 c/ 19 e 21, nº 1342 – Te. (34) 3261-4113, centro.

Segue abaixo quadro de horário com as respectivas oficinas, atividades e monitores:

Oficina de Circo uma das atividades do Espaço Cultural Benedito Santana

MONITOR ATIVIDADE DIA HORÁRIO
Alexandre Muay Thay 2ª, 4ª 6ª3ª e 5ª Das 8h às 8h55min                 (tatame)
2ª, 4ª e 6ª Das 19h30min às 20h55min (tatame)
Brícia Psicóloga 2ª, 4ª e 6ª Das 9h às 10h55min (sala, frente ao salão)
2ª, 4ª e 6ª Das 13h às 16h55min (sala, frente ao salão)
Cristiane Fisioterapeuta(Pilates) 2ª e 4ª Das 17h às 17h55min (sala ao lado salão)
2ª e 4ª Das 18h às 18h55min (sala ao lado salão)
3ª e 5ª Das 8h às 8h55min     (sala ao lado salão)
3ª e 5ª Das 9h às 9h55min     (sala ao lado salão)
3ª e 5ª Das 16h às 16h55min (sala ao lado salão)
 
Daniela Axé 3ª e 5ª Das 19h às 19h55min (sala c/espelho – fundos)
Edilson Hip Hop Das 20h às 20h55min(sala c/espelho – fundos)
Das 19h às 20h55min (sala c/espelho – fundos)
Everson Dança de Salão 2ª, 4ª Das 19h às 19h55min (sala c/espelho – fundos)
2ª, 4ª Das 20h às 20h55min (sala c/espelho – fundos)
 6ª Das 18h às 20h55min (sala ao lado salão)
Everson Zumba Bassic 2ª, 3ª, 4ª e 5ª Das 9h às 9h55min (sala c/espelho – fundos)
2ª e 4ª Das 15h às 15h55min (sala c/espelho – fundos)
3ª e 5ª Das 15h às 15h55min (sala c/espelho – fundos)
João Tipografia 2ª, 3ª, 4ª, 5ª e 6ª Das 11h30min até 17h30min
José Humberto Capoeira 2ª, 3ª, 5ª e 6ª Das 19h30min às 20h55min (tatame + salão)
José Luiz Banda Municipal 3ª e 5ª Das 19h30min às 20h30min (salão)
Luciana Zumba Step 3ª e 5ª Das 18h às 18h55min (sala c/espelho – fundos)
Zumba Dança Sábado Das 9h às 10h30min (sala ao lado salão)
Zumba Tonic 2ª e 4ª Das 20h ás 20h55min (sala ao lado salão)
Mailan Postura e Etiqueta Das 18 às 18h55min (salão) 

 

Mailan Ballet Class Sábado Das 9h às 9h55min (sala c/espelho – fundos)
Mailan Ballet Infantil Sábado Das 10h às 10h55min (sala c/espelho – fundos)
Mary Anne Dança do ventre 2ª e 4ª Das 19h às 19h55min (sala ao lado salão)
Paulo Roberto Karatê 3ª e 5ª Das 18h às 19h25min (tatame)
Rosineide(Rose) Ginástica: Aeróbica e Localizada 2ª, 4ª e 6ª Das 8h às 8h55min (sala c/espelho – fundos)
2ª, 4ª e 6ª Das 17h às 17h55min (sala c/espelho – fundos)
2ª, 4ª e 6ª Das 18h às 18h55min (sala c/espelho – fundos)
Sandro Banda Mirim 3ª e 5ª Das 13h às 15h (salão)
 

Tadeu Sanches

Tato

Circo 2ª e 4ª Das 9h às 10h45 (treino – tatame)Das 10h às 10h55 (aula– tatame)

Das 17h às 18h (treino) – (tatame)

Das 18h às 18h55 (aula   -tatame)

Cynthia Teatro 3ª e 5ª 

Sábado

Das 9h às 10h (tatame)Das 15h às 16h (tatame)

Das 9h às 10h (tatame)

Mara Rúbia Pintura em tela 4ª e 6ª  Das 09h às 10h15 – Infantil – 07 até 11 anos (salão)Das 15h às 16h15(salão)
Mara Rúbia Pintura em Madeira e Reciclagem

 

4ª e 6ª  Das 13h30min às14h55(salão) 

 

 

 

 

 

Um pouco sobre racismo cordial

Whisner Fraga é escritor. Contato: whisnerfraga@yahoo.com.br

 
Acho que mito da igualdade racial no Brasil já é conhecido por todos. Existem ainda, logicamente, os que teimam em acreditar que isso não existe por aqui. Os que ainda insistem que todos somos iguais e que basta um pouco de força de vontade para chegarmos lá. Que todos, batalhando, podem ter, em pouco tempo, a sua varanda gourmet com vista para outro prédio lindo, coisa de primeiro mundo. O racismo brasileiro é, em certos aspectos, pior do que o do resto do mundo, pois é camuflado, travestido de bom-mocismo e ingenuidade.
O povo brasileiro não é racista, de jeito nenhum, mas ao olhar o cabelo de um negro, de uma negra, logo se assusta: é, até que não é tão ruim assim. Como se ter mechas lisas, à base de chapinhas, fosse sinônimo do que é bom, do que é puro, do que é bonito. Não à toa pode-se vislumbrar, em meio a esta frase, uma loirinha, de sorriso aberto, com as madeixas balançando ao vento, no melhor estilo europeu, fruto da síndrome de vira-lata.
E quando um cidadão vai a um hospital e lá encontra um enfermeiro ou um médico negro e se admira: está vendo? Basta querer, basta estudar. Olha como ele conseguiu. Mas não percebe as dezenas de brancos que circulam, cabeça erguida, pelos corredores. Não se preocupa em notar que, para cada vinte ou trinta ou quarenta médicos brancos, existe um negro. Não se dá ao trabalho de ir às universidades públicas de ponta para testemunhar que as salas estão abarrotadas de alunos brancos e que o negro é exceção.
Aí chegamos à questão das cotas. O argumento principal de quem é contra o sistema é que o governo deveria cuidar antes do ensino público – se todos tiverem um ensino de qualidade, terão igualdade de condições para concorrer a uma vaga em uma faculdade pública. Esperem aí. De que governo estamos falando? Do estadual, responsável pelo ensino médio? Do municipal, patrocinador do ensino fundamental? Quanto tempo isso vai demorar? Os cotistas podem esperar que os privilegiados continuem a ocupar os bancos das universidades até que se tenha um ensino gratuito de qualidade em todos os níveis?
Depois defendem que o aluno cotista é inferior, que isso fará com que o “nível” do ensino caia. Gostaria de ver um estudo provando isso, porque tudo o que li vai em sentido oposto. Declaram também que o próprio negro é preconceituoso, que forma seu próprio grupo, não interagindo com os demais. O negro, excluído das rodinhas dos brancos, portanto, passa a ser o preconceituoso, porque não interage. Há um óbvio equivoco neste raciocínio.
Para que o mito da igualdade racial seja superado, é preciso que os brasileiros se conscientizem da existência de um “racismo cordial” entre nós. Assim, é que combaterão certas culturas, muito enraizadas entre nós. Que, ao verem um negro, uma negra, parem de propalar: é, até que é bonitinha para uma negra, até que é um negro ajeitado. Que esses eufemismos são a prova de que a coisa não é bem como imaginamos. Não sei qual é a saída, mas acho que inicialmente devemos perceber que estamos errados e depois abrir nossas mentes para que aceitemos a diversidade e respeitemos o outro.

 
CP: HD – FCI/ALAMI – abril/2015

“Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco” (61)

Infelizmente todos os ISMOS sempre evoluem para o fascISMO. Todos, sem

exceção. É só observar o fluxo da história humana conhecida. Por isso
abomino qualquer ideologia, execro todos os ISMOS. (Ciberpajé)
*
Não integro nenhuma minoria ou maioria. Não acredito em bandeiras,
fronteiras, ideologias e dogmas que camuflam-se de salvadores e
libertadores somente para incitar mais ódio e divisões. Tenho plena
consciência de que sou um Lobo Solitário promovendo minha
auto-revolução, a única possível. (Ciberpajé)
*
A solidão cósmica é o medo dos fracos e o templo dos fortes. Todos os
cordeiros humanos precisam pertencer a grupos e para isso enquadram-se
submissamente às suas regras e leis, dissolvendo toda sua unicidade
para serem aceitos por seus pares. (Ciberpajé)
*
As pessoas sentem-se ameaçadas e feridas quando qualquer coisa
negativa que diga respeito aos seus “dogmas” é trazida à tona. Vestem
a carapuça e agem de forma venenosa, vingativa e acusatória. As
máscaras caem todas e a verdade é revelada. Mas nenhum veneno pode ser
inoculado quando somos serenos e selvagens, leves e livres.
(Ciberpajé)
*
Os seres humanos, em sua maioria esmagadora, têm um apreço especial
pelas lamentações, vivem reclamando, culpando os outros, o tempo, a
natureza, e tudo que for possível culpar para sentirem-se melhor
diante das adversidades, ou simplesmente para serem paparicados e
acolhidos. Essa auto-vitimização contumaz só enfraquece seu poder de
decisão e sua capacidade de transformação da realidade. Elimine os
lamentos de sua existência, aprenda a enfrentar a tempestade de braços
abertos, seja focado, seja certeiro, vivo e selvagem! (Ciberpajé)
*
A fama tornou-se uma obsessão horripilante da cultura globalizada. O
artista estadunidense Andy Warhol previu de forma impressionante esse
fenômeno, uma corrida ensandecida e doentia para ter seu nome
estampado na mídia custe o que custar. Um vale tudo estapafúrdio que
envolve desde cópulas em rede nacional, passando por assassinatos em
massa em escolas, chegando à derrubada de aviões. Tudo para ter seu
nome difundido e tornar-se uma pseudo-celebridade, os fins
justificando os débeis meios! Inocentes imbecis que não percebem que a
fama é um lixo sem precedentes e que nada dura, tudo é efêmero. O que
restou do passado de nossa espécie? Mal temos notícias dos últimos 4
mil anos que não são nada diante das eras da nossa história. E você
caminha diariamente em ruas com nomes de políticos e pessoas notórias
e nem sabe quem foram. Os paspalhos assassinos, não percebem que seus
nomes circularão por algum tempo em tablóides e em instantes serão
esquecidos, quando a próxima puta midiática apresentar seu rabo em um
“reality show” ou o próximo futebolista idiota marcar alguns gols.
Acostumem-se com a sua irrelevância, há algo de belo e sublime em ser
anônimo, em viver livre dessa máquina de moer carnes e almas chamada
mídia. Eu louvo minha existência apartada disso, e usufruo de minha
certeza absoluta de que serei esquecido, totalmente esquecido.
(Ciberpajé)
*
Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela
UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e
professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG.
Acadêmico da ALAMI, possui obras premiadas nas áreas de arte e
tecnologia, performance e histórias em quadrinhos.
CP: HD – FCI/ALAMI – abril/2015

Inteligência tem preço

A inteligência e talento de alguns, é uma séria ameaça à mediocridade de outros. Geralmente os desprovidos dessas grandes qualidades, quando buscam o pódio ou destaque, são ardilosos e perspicazes. Os sábios já afirmavam que é um perigo ser inteligente diante daqueles que se sobressaem apenas com apadrinhamento, poder econômico, e principalmente com a falta de escrúpulos. O motivo é simples: Na vida profissional quantos locais de trabalho que seriam preenchidos por X, são ocupados por Y ?! Quanto profissional competente a ver navios?! Quantos brilham a custa de outros ?! O mesmo acontece com a Beleza Física… A aparência glamorosa, rica de dotes físicos e destacáveis, chamam a atenção para si e atraem grandes públicos. A beleza física abre portas e caminhos, é público e notório… Não se pode, nem se deve, contestar, verdades tão claras, porém é algo perigoso também…! São vítimas dos inconformados, dos carentes afetivos, complexados e ciumentos; principalmente os menos belos ou desprovidas da generosidade natural… Uma bela mulher, quando inteligente, muda seu status quo, ou sua classe social, e principalmente sua vida… Enquanto agrada milhares de admiradores, recebe energias negativas e repelentes, dos filhos impiedosos da mãe natureza… Acontece que para carências materiais, já existem uma série de recursos com investimentos altos que são acionados para grandes e radicais mudanças. Nariz desproporcional, substituído por um arrebitado; “despeitadas”com mamas protuberantes; para os cabelos, uma gama de modificações, inclusive o implante, como acontece com a dentição artificial… Só é feio quem quer, ou não pode dar-se ao luxo de mudanças tão bem vindas, inclusive a exclusão das marcas do tempo… Infelizmente o mesmo não acontece com a inteligência, e talento; são dons Divinos, algo expressivo da lucidez e discernimento que atuam na forma de vida. Há detalhes que a ciência ainda não liberou… São imutáveis, que caracterizam os anos vividos. O andar elegante e firme, o equilíbrio, a tonalidade das cordas vocais, e muito mais… A propósito, Churchil quando ainda jovem, apresentou-se para seu primeiro discurso na Câmara dos Comuns. Quando finalizou, indagou a um velho amigo de seu pai, parlamentar da Assembléia, como se saíra… O velho responde-lhe de forma paternalista: “Meu jovem, você cometeu grande erro… Foi muito brilhante, devia ter gaguejado algumas vezes e tropeçado pelo menos uma vez… Imperdoável…! A inteligência que demonstrou a todos, deve ter-lhe custado pelos menos trinta inimigos… O talento assusta…” Palavras de um sábio ao seu pupilo que iniciava sua carreira”…Isso na Inglaterra, imaginem no Brasil… Fatos notórios que devem ser observados, fazem parte do cotidiano… O preço da inteligência sem dúvida às vezes é muito caro…!!! . Adelaide Pajuaba Nehme- Acadêmica da ALAMI

 
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