Vencedor do 4º Concurso de Contos “Águas do Tijuco” de Ituiutaba e de Resende da Costa/MG

O 4º Concurso de Contos “Águas do Tijuco de Ituiutaba reconhecido nacionalmente, pela qualidade dos contistas participantes, da comissão julgadora e pela premiação paga ao vencedor, considerado um dos maiores prêmio literário do Brasil, teve como vencedor, o mineiro de Resende da Costa, Márcio André Oliveira Santos, com o conto “Coisas de minha avó”. Esse ano, na quarta edição, o concurso teve à participação de mais de quinhentos contistas escritos, numa disputa que deu muito trabalho a comissão julgadora para se chegar ao vencedor, devido à qualidade dos contos inscritos. Contos vindos de quase todos os estados brasileiros e do exterior, inclusive, de contistas de Ituiutaba.
Para o presidente da Fundação Cultural, advogado e professor Francisco Roberto Rangel, entre as várias atividades exercidas pela Fundação, destaca com muito brilho esse concurso, que segundo ele conta em média de participação de quinhentos contistas, em cada edição; contistas até do exterior, que tem levado realmente, o nome de Ituiutaba além fronteiras.
“Nessa oportunidade nós queremos agradecer a todos os parceiros, os responsáveis pelo sucesso desse concurso. Agradecer em especial ao prefeito, Luiz Pedro que é o grande incentivador da cultura aqui em Ituiutaba, ele não tem medido esforços no sentido de ajudar a nossa entidade, a realizar eventos com é esse concurso literário “Águas do Tijuco”, sucesso em todo país, destacou o presidente Rangel e aproveitou para cumprimentar o vencedor da quarta edição do concurso, Márcio André Oliveira Santos.
Segue abaixo a relação dos dez contos selecionados pela Comissão Julgadora, que fará parte do livro editado pela promotora, Fundação Cultural, porém, sem ordem de classificação, destacando apenas, o conto vencedor, “Coisas de minha avó”, que além da publicação, vai receber o prêmio de R$ 3.000,00 (três mil reais).
1º lugar: “Coisas de minha avó” – Márcio André Oliveira Santos – Resende da Costa – Minas Gerais
– Com as mãos vazias – Edileuza Bezerra de Lima Longo – São Paulo/SP
– A hóspede – Delmar Bertuol Alves da Silva – Matril Feliz/RS
– Córrego Sujo – Luiz Eduardo de Carvalho – Tatuapé/SP
– Rosário – Lilian Almeida de Oliveira Lima – Salvador/BA
– O Anjo e a Bola – Luiz Carlos Picinini – Sorocaba/SP
– Indulto – Tatiana Alves Soares Caldas – Rio de Janeiro/RJ
– Vestido de Estrelas – Aline Naomi Sassaki – São Paulo/SP
– Ecce Homo! – João Wilson Savino Carvalho – Macapá/AP
– Festa a São João na Vila de São Damião – Paulino Sales Abranches – Itajubá/MG

 
Saiba mais sobre Ituiutaba, acesse: www.portalituiutaba.com.br
(Ituiutaba, 4 de janeiro de 2016).

X Concurso Contos do Tijuco “VALNICE PEREIRA”

A L A M I
Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba.
Entidade de utilidade publica municipal – lei 3896.
Ano de fundação 1.996.
alamiacademia@yahoo.com.br
www.alami.xpg.com.br

X Concurso Contos do Tijuco
“VALNICE PEREIRA”

A ALAMI e a Fundação Cultural de Ituiutaba agradecem a imensa participação dos escritores (440 contos inscritos) e garantimos que sempre faremos o máximo esforço para continuarmos merecendo essa confiança que depositam em nosso trabalho.

Agradecemos, também, aos sites que divulgam os nossos concursos, em especial ao escritor Rodrigo Domit (RJ) que dirige o site – http://concursos-literarios.blogspot.com.br/
Nossos agradecimentos a Comissão Julgadora que suaram a testa para
escolherem os contos premiados.

Resultado

Primeiro lugar – O urubu e o gavião
Autor – Luiz Fernando Lima Oliveira

Dados biográficos: O autor é pernambucano, do Recife, nascido em 22 de agosto de 1978. Formou-se em Direito pela UFPE e trabalha como advogado em Porto Alegre – RS, para onde se mudou em 2007. Participa de Oficinas Literárias, de contos e poesias. No âmbito das letras, foi agraciado com o prêmio SESC/DF 2015 de melhores crônicas (3º. Lugar) e classificado no 5º. Concurso de Micro contos de humor de Piracicaba/SP, edição 2015.

Nove selecionados – nomes do conto e autor –
Ordem alfabética:
A Casa dos espelhos
Autor: João Lisboa Cota – Ponte Nova – MG
A gaita
Autor: Whisner Fraga – Ituiutaba – MG
Amor de Comer
Autora: Ana Cristina Moital Martins Luiz – Lousa LRS/Portugal
Estenda tuas mãos em forma de concha
Autora: Giovanna Artigiani – Campinas – SP
Desconectados
Autor: Edweine Loureiro da Silva – Manaus – AM
Destroços
Autor: José Eugênio Borges de Almeida – Maragogi – AL.
Mosaico
Autor: Felipe Cattapan – Rio de Janeiro – RJ
Os dois lados de um mesmo erro
Autor: Gustavo Fontes Rodrigues – São Paulo – SP
Rota de Fuga
Autora: Tatiana Alves Soares Caldas – Rio de Janeiro – RJ

COMISSÃO JULGADORA DO X CONCURSO CONTOS DO TIJUCO

Arth Silva
Redator, ilustrador, publicitário, escritor, poeta, crítico literário,
Blog: www.sonhandoaderiva.blogspot.com.br
e-mail – fsarthur@yahoo.com.br

Sandra Modesto
Pós-graduada em Educação – FEIT/UEMG
Graduada em Letras- (Português/Inglês) – FEIT/UEMG
Coordenadora do projeto: Oficina literária para a terceira idade.
Escritora.
e-mail: modestosandralucia@gmail.com

Dr. Jarbas Wilson Avelar – advogado – professor – escritor – cronista do Jornal do Pontal
e-mail – jarbasavelar@yahoo.com.br

EDITAL DE INCINERAÇÃO DE DOCUMENTOS

EDITAL DE INCINERAÇÃO DE DOCUMENTOS
FUNDAÇÃO CULTURAL DE ITUIUTABA/FCI – N° 001/2015

O Ilmo Sr. Dr. Francisco Roberto Rangel, Presidente da Fundação Cultural de Ituiutaba, no uso de suas atribuições legais e constitucionais, especialmente escudado no art. 1.215 e parágrafos do Código de Processo Civil, para incineração de arquivos e processos referentes aos Concursos de Canto de Ituiutaba, dos exercícios 2003 e 2004. Considerando, a impossibilidade de microfilmagem, digitalização ou outro processo congênere, não obstante inexistir atualmente espaço para guarda de novos documentos, faz saber a todos os interessados ou que do presente edital tomarem conhecimento, que no prazo de 30 (trinta) dias, a contar da data de sua publicação, serão INCINERADOS. Ressalta-se, que no prazo de publicação do presente edital, será facultado a eventual interessado o desentramento, às suas expensas, ou a microfilmagem total ou parcial dos arquivos. Eventual documento de valor histórico deverá ser recolhido ao arquivo da Galeria de Antiguidades, por servidor especialmente designado para esse fim. Finalmente, para que não seja posteriormente alegado o desconhecimento ou ignorância do teor do presente edital, determino a fixação de cópias do mesmo nos locais de costume da Fundação Cultural de Ituiutaba, bem como publicação em órgão de imprensa on-line, de forma a assegurar a mais ampla publicidade. Dado e passado na comarca de Ituiutaba-MG, na sede da Fundação Cultural de Ituiutaba, aos 11 dias do mês de dezembro de 2015.

Dr. Francisco Roberto Rangel
Presidente da Fundação Cultural de Ituiutaba

FUNDAÇÃO CULTURAL DE ITUIUTABA CONCURSO DE CONTOS ÁGUAS DO TIJUCO

FUNDAÇÃO CULTURAL DE ITUIUTABA
CONCURSO DE CONTOS ÁGUAS DO TIJUCO

O Presidente da Fundação Cultural de Ituiutaba – FCI, no uso de suas atribuições legais, COMUNICA aos candidatos do CONCURSO DE CONTOS ÁGUAS DO TIJUCO, seu sobrestamento e dá outras providências:

DOS MOTIVOS
Em Face, da greve dos servidores administrativos da FACIP/UFU, campus do Pontal, e IFTM – Instituto Federal do Triângulo Mineiro, que impede a indicação de docentes das Instituições para análise e julgamento dos trabalhos inscritos;
Fica estabelecida a retomada das fases de leitura, análise e julgamento dos contos, tão logo sejam retomadas as atividades das Instituições citadas com a conseqüente indicação dos jurados avaliadores e, ao final, a comunicação do conto vencedor.

 

Ituiutaba, 21 de Setembro de 2015.

 

Francisco Roberto Rangel
Fundação Cultural de Ituiutaba

Preço e valor  

 

 

A sociedade atual, em função da sua evolução natural, tem gradativamente mudado valores, chegando ao ponto de na obtenção de um bem qualquer levar em conta o preço e não a importância. E em muitas vezes o que compramos não vale o que custa. A etiqueta, a grife, se tornam mais eficientes na minha decisão de opção, do que a utilidade que aquele bem vai me proporcionar. As vezes a pessoa sabe o preço de determinado bem, mas não o seu valor. Daí fica à mercê da propaganda que muitas vezes é enganosa. Certa ocasião, ouvi numa entrevista do presidente do Uruguai, o Sr. Pepe Mojica, dizer o seguinte: “O deus mercado organiza a economia, a vida e financia a aparência de felicidade. Parece que nascemos só para consumir e consumir. E quando não podemos, carregamos frustração, pobreza e auto-exclusão”.

Tenho me preocupado com essas questões, até porque já ouvi de especialistas, que o fato do comprar desnecessário acaba se tornando uma doença, o consumismo compulsório.  Aí é que mora o perigo, pois se eu não tenho discernimento para comprar, vou acabar me deixando envolver pelas teias do consumismo. Nesse particular a força do modernismo é muito grande e acaba nos anestesiando, tirando-nos o arbítrio e então ficamos à mercê do marketing, que sabe muito bem fazer as cabeças não pensantes. Aí entra-se na ciranda do comprar sem planejamento, adquirir o que necessita e também o que apenas deseja. Não que você não possa satisfazer seus desejos, mas que o faça de maneira planejada, dentro dos limites de seu poder aquisitivo. Outro perigo apontado pelos especialistas é o fato de você se acostumar com o consumismo e entrar no vício de trocar um bem de bom uso por outro novo, apenas por curiosidade ou para parecer poderoso.

Por outro lado, alguma vez você já parou para pensar no valor que o dinheiro tem para você?  Há quem dá tanto valor ao dinheiro que quase o transforma em um deus. Daí faz o que pode e o que não pode para consegui-lo, acumulá-lo e guardá-lo o mais oculto possível, talvez até fora do país, em algum dos chamados paraísos fiscais. Essas pessoas se esquecem de que o valor do dinheiro está na troca. Não tem valor em si mesmo. Ninguém come dinheiro, ninguém veste dinheiro. Temos sempre que trocá-lo pelos bens que precisamos. E se pensarmos bem, o que realmente precisamos para sobreviver é tão pouco que não necessita de tanto dinheiro. Até me lembro de certa frase que ouvi: “Existem pessoas que são tão pobres que só possuem dinheiro. ”

Assim, o que precisamos mesmo é identificar exatamente o que é valor para nós e o que é apenas custo e em todas nossas despesas, principalmente em épocas de vacas magras, como é o nosso caso agora, ficar muito atento ao que a economia chama de “custo-benefício”. Deixar o nome sempre limpo, mantendo as dívidas esperadas na ponta do lápis, pois as inesperadas às vezes aparecem e principalmente evitar comprar gato por lebre ou bilhete de loteria premiado. Pois como diziam nossos avós: o seguro morreu de velho.

 

José Moreira Filho

moreira@baciotti.com

 

 

 

Os longos braços da saudade

 

Saavedra Fontes

 

Tem dias que a gente acorda mais triste do que o normal das vezes. Algum sonho talvez nos tenha pegado desprevenido, levando-nos pelos caminhos depressivos da realidade, que se não a camuflarmos chega exigente e impiedosa. Diante do espelho, ao fazer a barba, me curvo diante da força do tempo que faz de nosso rosto um esgar irônico pela máscara adquirida. A longevidade pode ser ao mesmo tempo uma graça de Deus e um compromisso com a saudade. Nestes momentos ela nos alcança nos lugares mais distantes e improváveis, trazendo-nos a infância, a juventude os dias felizes que se foram e são irrecuperáveis. É como dizia meu pai: “- Esse mundo já foi bom”.

Na verdade continua sendo e a saudade é o portal de entrada no voo mágico de regresso ao passado, que nos permite rever momentos felizes e amigos que já se foram. Um número enorme de pessoas condena a saudade e os saudosistas, acusando-os de piegas e masoquistas, privando-se de um futuro muito mais consolador e gostoso de ser vivido. Tenho por mim que a vida tem que ser lúdica e não pode ser levada muito a sério Utilizando-me de um ligar comum, saudade é como bicho-de-pé, quanto mais coça mais a gente quer. E ela tem os braços tão longos, que é capaz de trazer as lembranças mais distantes e até então improváveis de serem lembradas.

Agora, por exemplo, ele me traz um videoteipe da infância, quando brincava de fazer carros de boi com a casca da abóbora e caixa de fósforos vazias, candiando como se fossem minúsculos bois de canga os enormes besouros de chifre apanhados sob os postes de luz elétrica na rua. E nossa boa Sá Maria, velhinha, cabelos brancos cobertos por um eterno lenço branco, saia muito comprida atingindo os tornozelos e os olhos muito azuis, contando histórias de assombrações, saci, mula sem cabeça e caboclinho-d`água. Com este ela tentava me afastar dos banhos no rio, tarefa totalmente impossível. Ah! Quem não bebeu da água da saudade por certo morreu de tristeza. Em seguida me aparece em pensamento o susto que eu preguei em minha mãe, supondo momentos de risos e alegria. Oculto, atrás da porta, deixei que ela passasse e dei um grito. Mas fui pego pela surpreendente reação, uma sova inesquecível. Não chorei pela dor da coça que levei, mas pela decepção de não ter agradado.

São longos os braços da saudade, são fortes, são consoladores, são maravilhosos…

 

“Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco” (136)



Jamais use levianamente as palavras “eu te amo”. Elas agirão como um
veneno para si mesmo se forem uma mentira. Mas quando seu coração amar
sob vontade não tenha pudores de revelar o seu amor, de transbordá-lo
sobre quem ama para assim ele aos poucos ir abarcando todo o universo.
(Ciberpajé – Aforismos da Ayahuasca)
*
Em todo o planeta, as reuniões de departamento, comissões, núcleos
empresariais e políticos, deveriam começar com cada um dos integrantes
falando sobre alguém que amam, 5 minutos para cada. Depois todos se
abraçariam bem apertado. Seria o princípio de uma grande mudança.
(Ciberpajé – Aforismos da Ayahuasca)
*
As curvas incertas no caminho, são territórios floridos, que por medo,
pressa ou ansiedade, muitas vezes evitamos de visitar. (Ciberpajé)
*
Tolo é aquele que acredita na parcialidade da natureza, como acredita
na justiça de seu deus inventado. Para a natureza não existe bem ou
mal, santos ou pecadores. Ela simplesmente é plena. Furacões não
cessarão para os bons, nem para os maus, correntezas não perdoarão
heróis, nem vilões, devastarão tudo com a sua pura violência de ser,
bela e selvagem. (Ciberpajé)
*
Um amigo fez uma crítica ao “filósofo midiático” da moda Karnal em sua
rede social, uma crítica sóbria com argumento e conhecimento de sua
origem intelectual, de base jesuíta. Alguém no post respondeu
grosseiramente com a pergunta “Quem é você?”, acusando meu amigo de
não ter a evidência midiática daquele a quem critica. Atacando-o
levianamente por ter espírito crítico. O ridículo argumento implícito
nessa provocação tosca é de que a “fama” e o “destaque midiático”
estão acima de tudo e de todos. Um “filósofo midiático” é um “santo”
que, nesse caso, só poderia ser criticado por outros “santos” tão
famosos quanto ele. Assim a FAMA tornou-se um sinônimo de VERDADE
ABSOLUTA para multidões de idiotas imbecilizados pela mídia.
(Ciberpajé)
*
Há sete dias aconteceu meu aniversário de transmutação. Completei 45
anos nesse plano, nessa era, e 5 anos de renascido como Ciberpajé,
inspirado, entusiasmado. Perdendo-me todos os dias para encontrar-me
renovado. Livre para mutar-me a cada segundo, sereno para errar todos
os erros possíveis, mas não repeti-los jamais. Entro nesse ciclo
renovado pela força de uma realidade vegetal ancestral, a Ayhahuasca,
que dois dias antes de meu aniversário esfacelou-me o ego e me fez
gritar interiormente de horror, para depois colocar-me na dimensão
indizível e encantada do infinito que é tudo, que é nada. Não temo a
morte, mas quero sorver a sorte do viver, para ser selvagem ser.
(Ciberpajé)
*
Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela
UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e
professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG.
Acadêmico da ALAMI, possui obras premiadas nacionalmente nas áreas de
arte e tecnologia e histórias em quadrinhos. ciberpaje@gmail.com

Por onde anda o Totó?  

 

 

Enio Ferreira – ALAMI

 

Por onde andam todos? Aquela turma de garotos amarelados de poeira, de pés no chão, que corriam atrás de uma bola, esquecidos de tudo que não fosse bola de futebol?  Que faziam de qualquer espaço de terreno desocupado um campinho para jogar?

 

Para onde foram todos aqueles garotos, aqueles campinhos, aquela a poeira, aquela bola de borracha que furava quando “um perna-de-pau” lhe aplicava um bicudo?

 

Por certo que ainda estão por aí! Os garotos, a bola, os campinhos, embora, é claro, tudo modernizado! A bola é de couro, os garotos são limpos e uniformizados, usando chuteiras e, a poeira foi trocada pela grama viçosa e verdinha.

 

É… A vida anda. Caminha a passos largos, e aqueles garotos do meu tempo, todos, irrevogavelmente, se diluíram na vida adulta. Depois de “homens feitos” cada um tem que enfrentar a dura realidade, nua e crua… Suar a camisa para conseguir “matar” o seu leão de cada dia.

 

Que aquela época foi boa, isso sim é que foi! Principalmente porque éramos todos jovens e por isso as garotas proliferavam na beira do campo. Talvez por causa dessas garotas mesmo que o time perdia algum jogo que parecia fácil, pois, querendo se exibir pra elas esquecia o adversário.

 

Mas o jogador que arrancava suspiros das moças era o Totó. E foi por sua causa que aconteceu a confusão que interrompeu a vida do nosso time: A mãe dele, que estava entre a torcida na beira do campo, saiu às tapas e puxões de cabelos com uma mulher que se atreveu a comentar que o belo Totó tinha bunda de mulher, gerando uma briga das grandes entre os familiares.

 

Os vizinhos reclamaram da briga, o dono mandou cercar o terreno com arame farpado e acabou com o campinho e, eu acho ter sido esse o motivo que deu fim ao nosso saudoso “Três Coqueiros Futebol Clube”.

 

 

 

A primeira noite

Whisner Fraga é escritor

Desta vez não foi a chuva. Foi quiçá um pesadelo. O sono perdido outra vez, fui para a sala. Queria preparar uma dose de uísque ou de arak, mas desisti. Não era desânimo, era, quem sabe, preguiça. Fiquei escutando o barulho secreto das coisas inanimadas. Observando a quietude da madrugada, o medo da noite impregnando o movimento de poucas vidas. As notícias da semana incomodavam. Melhor seria ignorar tudo, aceitar goela abaixo mesmo e dormir alienado. O mundo não é para iniciantes. Medida provisória, texto sobre estupro, prisão de político na sala de visitas do hospital.

Prometi que pararia de escrever sobre política. Mas como, se quase tudo nesta vida é política? Cultura do estupro. Um homem escreve um texto (ficcional?) sobre ter relações sexuais com uma mulher que havia sido estuprada. O tema em si, espinhoso, poderia render algo decente. Mas não foi o que aconteceu. Foi somente mais um texto mal escrito, cheio de clichês e de estereótipos. Que bombou na rede, bom lembrar. Pro bem e pro mal.

Recordo de minha infância e pré-adolescência, quando voltava para casa correndo para ver Caverna do Dragão. Gostava do Mestre dos Magos e do Vingador. Era fácil me envolver com aquele desenho e me esquecer dos percalços do cotidiano. Depois a gente desaprende isso.

Daí que o mundo está cheio de radicais. Também não é ficar em cima do muro, que é feio. É dialogar. Precisamos nos posicionar, é verdade, mas dialogando. E isso implica ceder, quando possível. Não é nada bonito ver os rumos que nosso país anda tomando. E editar uma Medida Provisória sobre um assunto tão importante quando Ensino Médio significa aversão ao debate, ao diálogo. Claro, alguém aqui acha que consultar milhões de brasileiros é tarefa fácil?

Os partidários dos mandos e desmandos não se importam, aplaudem. Só que não é hora de aplaudir. Depois, o terceiro assunto não me deixa voltar para a cama. Como pode alguém ser preso justamente quando acompanha a esposa no hospital? Ok, pode ser que esse condenado fugisse. Pode ser que tentasse matar alguém na sala de espera. Pode ser que cometesse algum crime hediondo se não fosse levado urgentemente para a cadeia. Mas não era o caso. Podiam esperar mais um pouco. Quem não podia esperar talvez fosse a mídia, ávida por mais uma manchete.

Penso se as coisas eram mais simples antigamente. Não eram. Tampouco eram mais fáceis. É que temos a mania de dar um colorido bonitinho a fatos do passado. Penso, naquela madrugada, se não devemos deixar tudo pra lá e engolir alguns sapos. Só que isso não me faria bem. Lembram da poesia “No caminho com Maiakóvki”, do Eduardo Alves da Costa? Tem uns versos assim: “Na primeira noite eles se aproximam/ e roubam uma flor”. Concluí que não devemos deixar que aconteça essa primeira noite. É essa nossa tarefa.

Então posso voltar para o quarto. O segredo é esse: vigiar a primeira noite.

Aprenda dançar no Espaço Cultural Benedito Santana e viva a vida com mais alegria

Melhore seu relacionamento pessoal e social. Aprenda dançar e tenha mais saúde corporal, mental, matriculando no Espaço Cultural Benedito Santana que reabriu suas oficinas de: dança de salão (bolero, samba, tango, zouk, forró, salsa, kizomba, valsa, bachata, samba rock, rueda de cassino, saltinho, quadrilha). Zumba Step, Fitness e Gold (Básica e Cadeirante).
Zumba é uma técnica que une dança e exercícios aeróbicos, essa a grande sensação do mundo fitness está a sua disposição nas oficinas da Fundação Cultural, no Espaço Cultural Benedito Santana. Zumba mistura salsa, merengue, mambo, conseguindo fazer com que à pessoa tenha um gasto de mil calorias em uma aula que dura uma hora.
Você terá aulas com professores especializados, com os monitores, Éverson Araújo, Bruna Abreu e Luciana Maciel que farão você sair dançando como se fosse um (a) verdadeiro (a) profissional de dança. Dançar é viver com muito mais prazer e alegria, por isso não perca tempo matricule hoje mesmo, nas oficinas de danças de salão, do Espaço Cultural Benedito Santana.
Oferece ainda oficinas: Ballet, Dança do Ventre, Axé, Dança de Rua, Ginástica localizada, capoeira, Karatê, Muay Thai, Violão, Banda Mirim e Banda Municipal, Fotografia e Atividade Psicológica.
É bom salientar que a Fundação Cultural não cobra mensalidade, apenas existe uma taxa mensal que os monitores cobram para manterem as aulas nas oficinas.
Maiores informações no Espaço Cultural Benedito Santana, Rua 24 c/ 19 e 21, nº 1342, fone (034) 3261-4113 – centro.

 
Saiba mais sobre Ituiutaba, acesse: www.portalituiutaba.com.br
(Ituiutaba, 23 de setembro de 2016)

O mais belo poema de Charlie Chaplin

 

Poema de Charlie Chaplin, escrito em seu 70º aniversário, em 16 de Abril de 1959.
Quando comecei a amar-me,
eu entendi que em qualquer momento da vida,
estou sempre no lugar certo na hora certa.
Compreendi que tudo o que acontece está correto.
Desde então, eu fiquei mais calmo.
Hoje eu sei que isso se chama CONFIANÇA.
Quando eu comecei a me amar,
entendi o quanto pode ofender alguém
quando eu tento impor minha vontade sobre esta pessoa,
mesmo sabendo que não é o momento certo e a pessoa não
está preparada para isso,
e que, muitas vezes, essa pessoa era eu mesmo.
Hoje, sei que isto significa DESAPEGO.
Quando comecei a amar-me
eu pude compreender que dor emocional e tristeza
são apenas avisos para que eu não viva contra minha própria verdade.
Hoje, sei que a isso se dá o nome de AUTENTICIDADE.
Quando comecei a amar-me,
eu parei de ansiar por outra vida
e percebi que tudo ao meu redor é um convite ao crescimento.
Hoje eu sei que isso se chama MATURIDADE.
Quando comecei a amar-me,
parei de privar-me do meu tempo livre
e parei de traçar magníficos projetos para o futuro.
Hoje faço apenas o que é diversão e alegria para mim,
o que eu amo e o que deixa meu coração contente,
do meu jeito e no meu tempo.
Hoje eu sei que isso se chama HONESTIDADE.
Quando comecei a amar-me,
tratei de fugir de tudo o que não é saudável para mim,
de alimentos, coisas, pessoas, situações
e de tudo que me puxava para baixo e para longe de mim mesmo.
No início, pensava ser “egoísmo saudável”,
mas hoje eu sei que trata-se de de AMOR PRÓPRIO.
Quando comecei a amar-me
parei de querer ter sempre razão.
Dessa forma, cometi menos enganos.
Hoje, eu reconheço que isso se chama HUMILDADE.
Quando comecei a amar-me,
recusei-me a viver no passado
e preocupar-me com meu futuro.
Agora eu vivo somente este momento onde tudo acontece.
Assim que eu vivo todos os dias e isto se chama CONSCIÊNCIA.
Quando comecei a amar-me,
reconheci que meus pensamentos
podem me fazer infeliz e doente.
Quando eu precisei da minha força interior,
minha mente encontrou um importante parceiro.
Hoje eu chamo esta conexão de SABEDORIA DO CORAÇÃO.
Não preciso mais temer discussões,
conflitos e problemas comigo mesmo e com os outros,
pois até as estrelas às vezes chocam-se umas contra as outras
e criam novos mundos.
Hoje eu sei que isso é a VIDA!

“Os Aforismos do Ciberpajé Edgar Franco” (135)

 

Alguém acusa-me de ingênuo e de praticar arte como hobby, já que não
“sobrevivo dela” e não a crio para ganhar dinheiro. Está totalmente
equivocado, não crio arte como hobby, sou um artista integral, vivo
minha arte 24 horas por dia. Minhas pesquisas e aulas são expressões
dessa arte, e eu ganho minha subsistência financeira com essas
pesquisas e aulas justamente para manter imaculada minha criação e não
submetê-la a nenhum ditame e regra mercantilista. Aquilo que você
chama de arte, ao submeter-se ao crivo do mercado, é tudo, menos arte.
Não tenho nada contra as pessoas que se submetem ao mercantilismo e
adaptam suas pseudo-criações aos ditames do mercado, é um direito
delas, só acho total ingenuidade ainda considerarem-se artistas.
(Ciberpajé)
*
Não faço arte para o mercado, faço arte como forma de autoexpressão e
transmutação pessoal, minha arte contém meu coração e minhas vísceras!
Toda a minha história como artista é uma história de resistência ao
mercado e todo o lixo podre atrelado a ele. O mercantilismo está
levando o planeta para o abismo e será a razão da extinção de nossa
espécie. Não me peça para criar nada para atrair clientes e público,
isso não é criação genuína, e nunca será arte. Atrair público é coisa
do entretenimento, e para entreter você precisa dizer o que as pessoas
querem ouvir. A arte incomoda, assusta, enleva, comove, mas jamais
entretém. (Ciberpajé)
*
Vida volátil que escorre-nos entre os dedos. Os anéis de aço e prata
que uso não são MEUS, durarão mais do que minha carne tenra e frágil.
Muitos outros possivelmente os usarão antes de tornarem-se também
poeira cósmica, na turbulência das eras. E mesmo diante dessas
constatações da frugalidade de nossa existência nesse plano, alguns
preocupam-se com o que os outros podem pensar por seus atos e temem
ser o que são. Eu sou um ícaro glorioso, aproveitando cada segundo do
meu voo, todo o resto é ilusão! (Ciberpajé)
*
Quero reiterar que eu não acredito em nada! E não me tomem por ateu,
pois ao não acreditar em nada estou aberto a conhecer tudo, de
cristianismo a ufologia, de reiki a candomblé, de metafísica a santo
daime, de Osho a Darwin, de Maomé a Rael, de Deleuze a Crowley, de
Nietzsche ao Profeta Gentileza. (Ciberpajé)
*
Certos dogmáticos cientificistas são piores do que cristãos radicais e
jihadistas. Fazem da ciência sua imperiosa doutrina, e como
dignatários da verdade absoluta enchem-se de petulância e soberba.
(Ciberpajé)
*
Sim, o cartesianismo e o cientificismo contribuíram para a nossa
espécie, é inegável. Temos uma maior expectativa de vida, nos
comunicamos de formas impressionantes, criamos máquinas inimagináveis.
Mas como a ciência aplicada lida apenas com o território das
materialidades, seus avanços foram só positivos nesse território
material, numérico, exato, e resultaram também em consequências
catastróficas como bombas de destruição massiva, e degradação
pré-apocalíptica do meio ambiente. A ciência gerou a tecnociência que
coligou-se venenosamente ao sistema global mercantilista do lucro
desmedido e inconsequente. A ciência tornou-se um dogma quase
hegemônico e ela abomina tudo que é subjetividade e transcendência.
Eis o seu erro grave, o erro que provavelmente implicará em seu fim e
no da espécie que a criou. (Ciberpajé)
*
Edgar Franco é Ciberpajé, artista transmídia, pós-doutor em artes pela
UnB, doutor em artes pela USP, mestre em multimeios pela Unicamp e
professor do Programa de Doutorado em Arte e Cultura Visual da UFG.
Acadêmico da ALAMI, possui obras premiadas nacionalmente nas áreas de
arte e tecnologia e histórias em quadrinhos. ciberpaje@gmail.com

Falar, pensar e escrever…

Saavedra Fontes

Fialho de Almeida, excelente jornalista e escritor português, escreveu certa ocasião que “só fala e escreve bem, quem pensa bem”. A meu ver não disse nada de novo para quem viveu até 1911, mas sabe-se de antemão que é o óbvio que nos desperta, que nos encanta, é como se fosse um tesouro escondido dentro de nós e que alguém desenterrasse para nossos próprios aplausos. Tudo o que é evidente, claro e manifesto dito mais de uma vez, repetido como velhas tralhas guardadas a sete chaves nos velhos baús do pensamento humano agradam mais que as originalidades semânticas recém-criadas. Foi esse Fialho sarcástico e incorrigível que desafiou o parlamento português de sua época, escrevendo e provocando com a audácia dos que que pensam bem e escrevem melhor ainda: “…é uma máquina singular, mete-se um burro, sai um deputado; faz-se do deputado um ministro, torna a sair o burro!” Oferece-nos a impressão, o extraordinário crítico lusitano, de que herdamos de nossos colonizadores os mesmos vícios, com a diferença de que os do seu tempo não roubavam tanto como aqui, eram simplesmente pouco dotados de ideias úteis para um homem público. Imagino eu, mas será?
Assim como o futebol as artes cênicas são a tábua de salvação dos menos favorecidos, que almejam subir na vida. A política tem sido o caminho dos que sonham ficar ricos sem muito esforço e com a rapidez que a ganância exige. Com raríssimas exceções todos adotam a farsa e a mentira para se apossar do poder, para dar vazão aos instintos, truanescos, de um impostor contumaz. Mas o que eles ignoram é que o mundo evoluiu muito, o eleitor de hoje não é o mesmo ingênuo e mal politizado de anos passados. Meios de comunicação como a televisão o deixam a par de todas as mazelas políticas de nosso país, revelando o caráter de cada representante nosso no Congresso. Hoje só vota mal, só elege o candidato errado o eleitor venal. É porque faltam a alguns políticos e eleitores a noção de honra e cumprimento do dever. Das velhas civilizações do oriente, o Japão é o que ainda cultiva como tradição esses nobres sentimentos. O samurai Miyamoto Musashi, herói e lenda de sua época, ainda hoje lembrado em filmes e histórias dos quadrinhos, deixou um pensamento que reflete bem o seu espírito correto: “a vida de alguém é limitada, porém a honra e o respeito duram para sempre”.
Quando vejo e ouço alguns de nossos políticos atuais, se defendendo na televisão, espero ouvir mensagens bem elaboradas, que me complete do orgulho de ser brasileiro. Mas qual! “Só fala e escreve bem, quem pensa bem”. Se fosse gente boa, dono de bom caráter, não estaria constantemente se defendendo das acusações de corrupção e formação de quadrilha, à semelhança de marginais comuns. “Nada a declarar”, responde esse; “só posso opinar depois de tomar conhecimento das acusações” afirma aquele com ar de quem está sendo injustiçado. Está faltando mesmo muita vergonha na cara de muitos de nossos políticos.
Eu sou do tempo dos bons políticos que falavam bem, escreviam bem e pensavam bem. Dominavam o palanque figuras extraordinárias tais como Getúlio Vargas, Carlos
Lacerda, Paulo Brossard, Alfredo Nasser, Jânio Quadros, Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves. Hoje, verifica-se que somos um país sem liderança, falta-nos uma referência nacional de orador político, de homens que sabem falar e escrever, que pensam com honestidade e inteligência. Políticos que valorizam a honra e o dever…

 
Saavedra Fontes

O objetivo da vida

Sinceramente, você sabe qual é o objetivo de sua vida? Qual é o projeto desenhado por você e para você? A maioria das pessoas ao se colocar esse questionamento já tem logo em mente o sucesso, que é representado por fama, poder, riqueza, bens materiais e saúde. Então, diante desse programa traçado, a pessoa investe seu tempo. Trabalha muito, quase sempre com prejuízo para a família, cujo relacionamento vai ficando à revelia. E o marketing empresarial reforça essa teoria. Você precisa dar o melhor de si, tem que superar obstáculos, metas precisam ser cumpridas, não pode perder tal projeto, a concorrência é brutal. O trabalho é sempre a prioridade.
Bem, tenho informação de um estudo muito interessante, realizado por pesquisadores sérios nos Estados Unidos, que durou 75 anos, trabalhando com um grupamento de pessoas da adolescência até a velhice. A conclusão que chegaram é que o bom relacionamento nos mantém mais saudáveis e felizes. E pessoas que vivem isoladas são alvo de doenças precoces. O cérebro se deteriora mais rápido e se tornam infelizes. É interessante notar que esse isolamento de que fala o estudo, não se refere ao eremita, pois a pessoa pode estar numa grande cidade, numa multidão e estar só. Pode se sentir só e isolada, num relacionamento conjugal, por exemplo. E esse fato, o de um relacionamento conflitante, pode ser mais prejudicial que um divórcio. Uma conclusão importante que chegaram a partir dos relatos dos participantes do programa, foi que nos momentos de maior insatisfação nos relacionamentos, suas dores físicas eram maiores e quando viviam bons relacionamentos as dores físicas eram bem mais suportáveis.
Portanto projetar sua vida para uma possível fortuna futura em detrimento de um projeto de boa convivência, é no mínimo temeroso. Quanto mais idoso mais você tem necessidade de segurança. Não se diz que o idoso se torna criança? E o que faz a criança diante de um perigo? Corre para os braços da mãe ou do pai. Diz o diretor desse trabalho que a vida de um casal de idosos não tem que ser um mar de rosas, pois a discussão acalorada faz parte do relacionamento, o importante é que sabem que podem contar um com o outro num momento difícil.
Diante de estudos dessa natureza é que somos obrigados a nos perguntarmos: o que é mais consistente e duradouro? A fama ou a importância? Sabemos que a fama por sua natureza é fugaz, efêmera e decepcionante. Está sempre ligada à riqueza, mas não ao bem-estar. Traz aplauso, mas não alegria, movimenta multidões, mas não evita a solidão. Já a importância tem outro sentido. Eu me torno importante quando sou importado para dentro do coração de alguém e ali permaneço. A importância não depende de riqueza e sim dos valores morais e espirituais que fazem com que minha companhia seja desejada. A importância me alia aos prazeres sólidos da vida. Me dá liberdade e paz. A fama é tolerante, enquanto que a importância é acolhedora.
É relativamente fácil entendermos essa analogia se percebermos que a fama se atrela ao ter e a importância ao ser. E perceber que sendo, eu tenho. Mas nem sempre tendo, eu sou.

 
José Moreira Filho
moreira@bacioti.com